Dia do Senhor

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 1 de setembro de 2013
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 8 de setembro de 2013
24º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 15 de setembro de 2013
25º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 22 de setembro de 2013
26º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 29 de setembro de 2013
27º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 6 de outubro de 2013
SOLENIDADE DE N. S. APARECIDA - MÃE DO SENHOR - 12 de outubro de 2013
28º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 12 de outubro de 2013
29º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 20 de outubro de 2013
30º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 27 de outubro de 2013


 

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
1 de setembro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Eclesiástico 3,19-21.30-31; Salmo 68(67); Hebreus 12,18-19.22-24a; Lucas 14,1.7-14

Jesus senta-se à mesa, na casa de um dos chefes dos fariseus, em dia de sábado. Sendo o convidado principal, observa que as pessoas buscam os lugares de honra. Então, mediante uma parábola, ensina a escolher os últimos e aguardar o convite para ocupar um lugar melhor. Seu ensinamento recorda a sabedoria dos antigos (cf. Pr 25,6- 7) e propõe a humildade e o amor gratuito como atitudes essenciais, para participar do Reino. Jesus é o Servo por excelência que doa até a própria vida (22,24-27) e indica o caminho a seguir, onde os primeiros são os últimos, aqueles que servem. Assim, o banquete é sinal que preanuncia a festa do reinado de Deus, como espaço de inclusão de todas as pessoas. O seguimento a Cristo implica em despojar-se da autossuficiência, para servir com gratuidade e acolher os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos, que não têm como retribuir. Na 1ª leitura, um sábio autor, no século II a.C, apresenta a humildade como caminho para ser agradável a Deus e ao ser humano, ter êxito e felicidade. O salmista convida a louvar o Pai dos órfãos e o defensor das viúvas, que com carinho prepara uma mesa para o pobre. A 2ª leitura impele a viver com fé e confiança porque em Jesus, mediador da nova aliança, nos aproximamos do Deus vivo e participamos dos benefícios da salvação.

2. Atualizando

Somos chamados a imitar o amor gratuito, a hesed de Deus, comprometendo-nos com as pessoas mais pobres e necessitadas. Em Cristo nos aproximamos confiantes do Pai, para experimentarmos sua graça e misericórdia e vivermos todos como filhos amados.

3. A palavra de Deus na celebração

Na comunidade de fé, os pobres encontram misericórdia, e todos os homens se revestem da dignidade de filhos. Com muito carinho o Senhor nos prepara uma mesa. Na casa-igreja, ao redor da mesa do altar, celebramos o Memorial da Páscoa e nos alimentamos no banquete da palavra e do corpo de Cristo que se revela em todas as pessoas e comunidades solidárias com os pobres.

4. Dicas e sugestões

Neste mês da Bíblia algumas maneiras de valorizar a Palavra de Deus é preparar bem os leitores, valorizar os lecionários e o evangeliário. Na recordação da vida, que pode ser depois da saudação inicial, lembrar o Brasil com suas realidades particularmente nesta semana da pátria.


23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
8 de setembro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Sabedoria 9,13- 19; Salmo 90(89); Filêmon 9b-10.12-17; Lucas 14,25-33

Jesus propõe as condições para ser discípulo/a, enquanto era acompanhado por grandes multidões. Ele repete três vezes a expressão “ser meu discípulo” (14,26.27.33), para ressaltar a entrega total no caminho do despojamento e cruz. A realização do reinado de Deus implica na formação da fraternidade universal, como uma grande família. Por causa de Jesus, o discípulo faz uma opção radical, desapegando- se de tudo para carregar a própria cruz. As duas parábolas: A obra de quem começa a construção de uma torre sem condições para terminá-la (14,28-30) e a do rei que inicia a batalha sem estratégias para vencê-la (14,31- 32), indicam a necessidade de planejamento. O apelo é para sermos construtores sábios, assumindo as consequências da missão evangelizadora. O seguimento a Jesus requer renúncia e compromisso total, pois quem não renunciar a tudo o que tem, não pode ser discípulo. Diante de Cristo, todos os bens tornam-se relativos e devem ser colocados a serviço da edificação de uma sociedade justa e fraterna. A 1ª leitura ensina a acolher a sabedoria, a fim de conhecer os desígnios de Deus e realizar a sua vontade. O salmista, diante da brevidade da vida humana, suplica que Deus lhe conceda viver sabiamente. Paulo, na 2ª leitura, envia Onésimo de volta ao dono Filêmon e pede que o receba como irmão amado no Senhor, não mais como escravo. Mostra que o amor recíproco transforma as relações do sistema injusto da escravidão e leva a viver a igualdade de filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo.

2. Atualizando

Jesus vem ao nosso encontro e nos convida a uma opção radical pelo Reino, que exige renúncia, planejamento e dedicação. O compromisso com seu projeto de salvação possibilita viver fraternalmente como irmãos, superando as desigualdades sociais.

3. A palavra de Deus na celebração

Na celebração renovamos nossa adesão a Jesus Cristo, luz do mundo. Animados pelo Espírito somos convidados, com sabedoria, a deixar tudo o que nos impede de caminhar de acordo com as exigências do seguimento de Jesus. Que tenhamos a graça de uma plena configuração à pessoa de Jesus.

4. Dicas e sugestões

A renúncia e a profissão de fé podem ser realizadas de forma dialogal, como na vigília pascal.


24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
15 de setembro de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Êxodo 32,7- 11.13-14; Salmo 51(50); 1Timóteo 1,12-17; Lucas 15,1-32

O evangelho apresenta três parábolas da misericórdia, que são introduzidas pela ação de Cristo, que acolhe os publicanos e pecadores, os impuros, em seu Reino. A parábola da ovelha perdida (15,4-7) manifesta o cuidado e a solicitude de Deus. Sendo o verdadeiro Pastor, ele vai atrás da ovelha que se perdeu até encontrá-la. Assim como a parábola da dracma perdida (15,8-10), enfatiza a alegria do encontro, a terceira parábola (15,11-32) revela o Deus misericordioso, que salva os “perdidos” que se encontram à margem da vida. O filho mais novo se afasta da casa do pai e chega ao extremo de sua condição indigna, mas ele se arrepende e volta, sendo acolhido pelo pai. A vida nova que o filho recebe é simbolizada pela túnica, o anel da aliança e comunhão e as sandálias do compromisso missionário, assumido com liberdade. O Pai prepara o banquete e convida para a festa, porque o filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado. O filho mais velho não participa da alegria do reencontro do irmão, pois permanece indiferente ao projeto de Deus, revelado por Jesus. Quem se considera justo e coloca a segurança nas obras da Lei, dificulta o acolhimento do dom gratuito da salvação. A 1ª leitura revela o Deus rico em misericórdia, que perdoa as infidelidades do povo. O salmista acentua que Deus acolhe um coração contrito e humilde. A 2ª leitura ressalta a ação da misericórdia divina na vida e ministério de Paulo, pois através dele Cristo mostrou toda a sua paciência e bondade.

2. Atualizando

Jesus revelou o rosto de um Deus misericordioso, que vem ao encontro das pessoas, convidando-as a participar da alegria da salvação. Paulo, como Moisés no passado, fez a experiência da misericórdia do Senhor e tornou-se exemplo de fidelidade para o povo.

3. A palavra de Deus na celebração

Somos convidados a fazer parte da graça transbordante que há em Jesus Cristo, sobretudo pelo seu mistério de entrega para a nossa salvação. Sejamos sinais de amor e misericórdia no mundo em que vivemos.

4. Dicas e sugestões

Preparar o espaço celebrativo. Acolher as pessoas com atitude do Pai amoroso e fazer com que a celebração seja um lugar de encontro com Jesus Cristo, sacramento da misericórdia do Pai. Valorizar o ato penitencial, inserindo neste momento o abraço da paz.


25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
22 de setembro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Amós 8,4-7; Salmo 113(112); 1Timóteo 2,1-8; Lucas 16,1-13

A parábola do administrador mostra que o gerente dos bens tinha liberdade, para agir em nome do patrão, mas de maneira coerente. Ao ser denunciado por esbanjar os bens, cancela o lucro, os juros altos sobre o azeite e o trigo. Sua ação ensina os discípulos a seguir o caminho solidário da partilha, oposto a toda forma de acúmulo e injustiça. Impele a assumir uma atitude misericordiosa e compassiva, que acolhe e respeita a dignidade da pessoa. O Senhor confia a missão de cuidar dos bens com sabedoria, para viver como filhos da luz. O apelo é para investir tudo, para encontrar o grande tesouro do Reino e experimentar Deus como o bem supremo. Quem segue os critérios de Jesus sobre os bens revela-se fiel nas pequenas coisas. A idolatria ao dinheiro e às riquezas impede de servir a Deus com toda a liberdade do coração e de viver fraternalmente. Jesus indicou o caminho da justiça e afirma que ninguém pode servir a dois senhores, a Deus e ao dinheiro. Os valores do Reino libertam e possibilitam administrar e colocar os bens materiais a serviço da edificação de uma sociedade mais justa e fraterna. Amós, na 1ª leitura, denuncia os que procuram aumentar o lucro através das injustiças e exploração dos pobres. Até as festas religiosas, a lua nova e o sábado, que eram oportunidades de celebração e descanso para todos, são transformadas em meios para justificar a opressão social. O Senhor, porém, toma a defesa dos pobres. O salmo convida a bendizer o Senhor, pois ele se inclina para levantar o indigente e o pobre. A 2ª leitura recomenda que se façam orações por todas as pessoas. Deus, revelado na obra redentora de Jesus Cristo, quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

2. Atualizando

A parábola do administrador previdente ensina a colocar os bens a serviço dos outros, a começar pelos mais pobres. Somos chamados a orar a Deus em comunhão com os irmãos, com as mãos levantadas, lembrando o gesto de entrega de Cristo na cruz por todos.

3. A palavra de Deus na celebração

Na mesa do Senhor não há exclusão de pessoas. Na ceia eucarística, mistério de unidade e comunhão, o Senhor faz o pobre assentar-se com os nobres. Para que a nossa celebração seja verdadeira é preciso traduzi-la em ações concretas, sobretudo sendo sinais autênticos de solidariedade e justiça.

4. Dicas e sugestões

Na homilia, a comunidade pode assumir atitudes concretas de solidariedade e partilha.


26º DOMINGO DO TEMPO COMUM
29 de setembro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Amós 6,1a.4- 7; Salmo 146(145); 1Timóteo 6,11-16; Lucas 16,19-31

O evangelho apresenta uma história exemplar, onde o pobre chama-se Lázaro, nome que significa Deus socorreu ou ajudou (em hebraico). Lázaro, faminto e doente, sentado no chão, não tem acesso nem às sobras da mesa do rico. À margem da vida, proclamada pela Boa Nova de Cristo, necessita ser ajudado com as obras da justiça, da partilha dos bens. O rico é insensível ao sofrimento do pobre. O fechamento o impede de escutar a palavra de Deus que, desde Moisés e os Profetas, ensina a amar e a socorrer os necessitados. O rico e os cinco irmãos, número que simboliza o Pentateuco, têm o ensinamento da Torá e dos Profetas para a mudança de vida. A parábola interpela os discípulos de Cristo a entregar a vida por amor. Por meio da ressurreição do Filho, o Pai exalta os humildes que confiam em sua misericórdia. A profecia de Amós, no século VIII a.C., exorta à conversão, a não buscar apenas o próprio bem-estar, tornando-se indiferente ao sofrimento dos pobres (1ª leitura). A desigualdade social favoreceu a conquista da Samaria pelos assírios e o cativeiro. O salmo proclama que o Senhor é fiel para sempre, pois é o defensor que socorre os oprimidos e alimenta os famintos. A 2ª leitura convida a testemunhar a vida em Deus através das virtudes da justiça, piedade, fé, caridade, perseverança, mansidão. Convida a ser vigilante no caminho da fé e amor aos irmãos até a manifestação gloriosa do Senhor.

2. Atualizando

A Eucaristia que celebramos é memorial da entrega de Jesus, de toda a sua vida, em defesa dos marginalizados. Em cada Eucaristia pedimos que o Espirito nos transforme em corpo de Cristo, para que a nossa vida seja sinal da sua presença. Que assim seja!

3. A palavra de Deus na celebração

O Senhor que é fiel para sempre e faz justiça aos oprimidos nos reúne para celebrarmos o memorial de seu Filho Jesus. As mesas da Palavra e da Eucaristia nos irmanam e nos fazem reconhecer nossos limites e pecados e, aprender a amar as pessoas indistintamente, lutando contra todo o tipo de injustiça neste mundo.

4. Dicas e sugestões

Fazer uma acolhida calorosa, criando desde o início uma comunidade fraterna. Hoje, dia da Bíblia, se for oportuno, no momento da homilia pedir que membros da assembleia deem testemunho do valor da Palavra de Deus em suas vidas.


27º DOMINGO DO TEMPO COMUM
6 de outubro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Habacuc 1,2- 3; 2,2-4; Salmo 95(94); 2Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17,5-10

Os apóstolos, isto é, os enviados pedem o aumento da fé, para anunciar a Boa Nova, curar os enfermos e vencer as forças opressoras do mal (cf. 9,1-6). A fé genuína, como uma pequena semente de mostarda que se torna um grande arbusto (cf. 13,18-19), é capaz de realizar maravilhas. Trata-se da qualidade da fé proporcional aos desafios, simbolizados pela amoreira, cujas raízes profundas tornam difícil a remoção. A imagem do servo, que trabalha a terra ou cuida dos animais a serviço do patrão, indica a missão apostólica a serviço do reinado de Deus. Na comunidade dos discípulos, todos estão a serviço uns dos outros, seguindo o exemplo do Mestre que disse: Eu estou no meio de vós como aquele que serve (22,27). O profeta Habacuc, na 1ª leitura, clama confiante ao Senhor, diante da realidade de opressão, violência e injustiça. Como uma sentinela vigilante, ele aguarda a manifestação libertadora do Deus da aliança, na história do povo. O justo viverá por sua fidelidade, mantendo vivo o projeto de Deus através de ações solidárias de paz e fraternidade. O apelo do salmista é para abrir o coração, a fim de escutar a voz de Deus, o Pastor e guia do seu povo. Timóteo, discípulo de Paulo, é exortado a reavivar o carisma, a fé a serviço do evangelho, sem medo e vergonha de dar testemunho de Jesus Cristo (2ª leitura). É preciso guardar o precioso bem que nos foi confiado, com a ajuda do Espírito Santo que habita em nós.

2. Atualizando

A adesão a Cristo leva a colocar-se a serviço, na gratuidade. A mensagem profética de esperança interpela a denunciar tudo o que impede a realização do projeto de Deus. A Palavra e a Eucaristia fortalecem a fé, para o testemunho autêntico do Evangelho.

3. A palavra de Deus na celebração

Estamos reunidos, convocados por nosso Deus e Pastor. Nós, seu povo e seu rebanho, animados pelo Espírito, escutamos com ouvido de discípulo, a Palavra de Deus que nos alimenta e faz crescer a nossa fé. Recebemos do Senhor, um espírito de fortaleza, de amor e sobriedade, que nos faz capazes de ultrapassar nossos limites para atingirmos a libertação.

4. Dicas e sugestões

Pode ser realizada a bênção da água e a aspersão, renovando com fé o compromisso batismal. Dar destaque ao envio neste mês das missões.


SOLENIDADE DE N. S. APARECIDA MÃE DO SENHOR
12 de outubro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Ester 5,1b.2; 7,2b-3; Salmo 45(44); Apocalipse 12,1.5.13a.15-16a; João 2,1-11

A narrativa das bodas de Caná, uma pequena cidade da Galiléia, assinala o início dos sinais e manifestação da glória de Jesus. A festa de casamento durava sete dias, mas já no terceiro a mãe de Jesus percebe que eles não têm vinho! O terceiro dia faz alusão à vitória de Cristo sobre a morte através da ressurreição. O sinal em Caná antecipa a hora de Jesus, isto é, sua glorificação pela entrega total da vida por amor. Assim, o vinho simboliza a alegria pela presença de Cristo ressuscitado, o verdadeiro esposo que celebra as núpcias messiânicas com toda a comunidade. O vinho novo e abundante é imagem da realização do banquete messiânico (Is 25,6; Am 9,13; Jr 31,4-5). A mãe de Jesus orienta os que estavam servindo a fazer tudo o que ele disser. Jesus ordena que os servos encham as talhas de água. Sua presença plenifica a vida do povo, transformando as talhas de pedra vazias com o vinho novo da aliança. Com Maria, chamada de mulher, como aos pés da cruz (19,25-27), estão todas as pessoas que amam e acreditam no Filho de Deus, enviado para servir o vinho bom da salvação. Na 1ª leitura, a rainha Ester arrisca a vida para salvar o povo da morte. Diante da opressão imperial, ela suplica ao rei: Se encontrei graças a teus olhos, concede-me a vida e a vida do meu povo. A atitude sábia, a fé e a esperança de Ester no Deus Salvador a tornam figura de Maria, segundo a perspectiva cristã. O salmista celebra com alegria e júbilo, porque o Senhor reveste o povo de justiça e salvação. A 2ª leitura mostra a figura de uma mulher protegida e guiada pelo Senhor, lembrando o povo na travessia do mar vermelho e no deserto. Esta mulher lembra Maria, imagem da Igreja.

2. Atualizando

A solidariedade maternal de Maria nos ensina a trilhar o caminho de Jesus e a ouvir suas palavras, fazendo tudo o que Ele nos disser.

3. A palavra de Deus na celebração

Na festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do povo brasileiro para os católicos, celebramos com uma atitude de discípulos e discípulas que sabem ouvir e colocar em prática a palavra do Senhor.

4. Dicas e sugestões

Algumas crianças podem entrar na procissão inicial ladeando, com velas acesas, a imagem de N.S. Aparecida. Valorizar a participação das mulheres na celebração.


28º DOMINGO DO TEMPO COMUM
12 de outubro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Reis 5,14-17; Salmo 98(97); 2Timóteo 2,8-13; Lucas 17,11-19
Jesus, a caminho de Jerusalém, encontra dez leprosos que param a certa distância, pois moravam em lugares afastados e eram considerados impuros (cf. Lv 13,46). Rompe as barreiras que separavam puros e impuros e ouve o grito de esperança dos que estão à margem da vida: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Manifesta o amor compassivo de Deus, que restaura as pessoas para o convívio humano e o culto. A ação salvadora do Mestre proporciona a cura no caminho, a conversão e a adesão plena. Por isso, um leproso, ao perceber que estava curado, volta e glorifica a Deus em alta voz, prostra-se aos pés de Jesus e agradece. Ele, que era desprezado por ser samaritano, reconhece o dom gratuito da salvação revelado em Cristo. Mas a falta de gratidão revela a autossuficiência dos que se julgam merecedores da salvação pela observância da Lei. O samaritano acolhe a palavra de salvação do Enviado do Pai: Levanta-te e vai! Tua fé te salvou. A 1ª leitura descreve a cura do general sírio Naamã e ressalta que a salvação é dom de Deus, oferecido a todas as pessoas. O estrangeiro Naamã expressa a adesão total ao verdadeiro Deus, fonte da vida, colocando-se a seu serviço. O salmista convida a louvar o Senhor com um canto novo, pois revela sua justiça em favor dos oprimidos. Na 2ª leitura, a entrega de Cristo, que passou pelo caminho da cruz para chegar à glória da ressurreição, fortalece a missão em meio aos sofrimentos por causa do evangelho.

2. Atualizando

Jesus revela a salvação a todas as pessoas, sobretudo as que estavam à margem do caminho da vida plena. A ação da graça transforma e leva a adesão pela fé. Pelo batismo participamos da morte e ressurreição em Cristo: Se morremos com ele, também com ele viveremos.

3. A palavra de Deus na celebração

Em atitude de ação de graças experimentamos a salvação que é dada não somente a nós, mas a todos os povos e nações. Participando do mistério pascal do Senhor, deixemo-nos tocar pela compaixão de nosso Salvador para que sejamos solidários diante das situações de exclusão que marginalizam tantas pessoas.

4. Dicas e sugestões

Após o sinal da cruz, acolher as pessoas que chegam para celebrar, sobretudo os que não são da comunidade. Dar uma bênção especial aos doentes.


29º DOMINGO DO TEMPO COMUM
20 de outubro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Êxodo 17,8-13; Salmo 121(120); 2Timóteo 3,14-4,2; Lucas 18,1-8
A parábola do juiz e da viúva é introduzida com o apelo para orar sempre, sem jamais esmorecer. A viúva indefesa denuncia o adversário injusto e persevera na busca por justiça. Sua figura iluminava a missão das comunidades primitivas, diante da realidade hostil e opressora. O juiz não temia a Deus, nem respeitava o ser humano. Assim, deixava de socorrer o oprimido, de fazer justiça ao órfão, de defender a viúva (Is 1,17). Mas, diante da insistência da pobre viúva, fez-lhe justiça. A atitude do juiz iníquo ilustra o ensinamento de Jesus: E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam por ele? O Senhor, título atribuído a Jesus após a ressurreição, consola os discípulos com a certeza que Deus fará justiça bem depressa, pois ele é rico em misericórdia. O Pai escuta o clamor dos filhos oprimidos e torna-se seu Defensor e Libertador (Ex 22,20-22; Dt 10,18; Sl 82,3-4). O exemplo de Cristo, o Filho do Homem glorificado por sua fidelidade ao plano de salvação, anima seus seguidores a permanecer vigilantes na fé e oração, fiéis ao seu projeto até a sua vinda. A 1ª leitura mostra que Deus liberta o povo através da ação humana. Enquanto Moisés mantinha as mãos levantadas, implorando o auxílio divino, os hebreus superavam os obstáculos da caminhada pelo deserto. O salmo ensina a confiar no auxílio e proteção do Senhor, como os antigos romeiros durante as peregrinações a Jerusalém. A 2ª leitura ensina a buscar o sustento da fé na fonte da verdade, que é a palavra de Deus na Escritura Sagrada.

2. Atualizando

Deus ouve os que clamam por justiça. A fé confiante, expressa na oração insistente e no amor misericordioso, “leva a socorrer as necessidades urgentes e a colaborar com outras instituições para organizar estruturas mais justas, onde não haja iniquidade” (Aparecida, 384).

3. A palavra de Deus na celebração

Estamos diante do Senhor que é capaz de inclinar seu ouvido e nos escutar. Nesta relação íntima com Deus, Ele nos oferece a salvação que implica compromisso. Com o coração agradecido por tão imenso dom, respondemos prestando nosso louvor e ação de graças a Ele.

4. Dicas e sugestões

Preparar bem a celebração para que fique explícito o diálogo entre Deus e a comunidade celebrante.


30º DOMINGO DO TEMPO COMUM
27 de outubro de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Eclesiástico 35,15b-17.20-22a; Salmo 34(33); 2Timóteo 4,6-8.16-18; Lucas 18,9-14
A parábola do fariseu e do publicano é uma lição exemplar, para os que confiam na própria justiça e desprezam os outros. As pessoas subiam ao templo para as orações e as oferendas (At 3,1; Dn 9,21; Sl 141,2), que começavam com a ação de graças pelos benefícios recebidos de Deus. Mas o fariseu, seguidor rigoroso da Lei, agradece sua própria bondade e espera a salvação como recompensa pelas obras realizadas. Revela também uma atitude de juiz diante do publicano, direito reservado a Deus. O publicano, desprezado por ser cobrador de impostos para o império romano, reconhece a necessidade da misericórdia de Deus. Bate no peito em sinal de arrependimento e conversão e implora a compaixão de Deus. Sua oração autêntica mostra que o sacrifício agradável a Deus é um coração contrito, renovado pela graça (cf. Sl 51). Jesus, que veio manifestar o rosto misericordioso do Pai aos pequenos e excluídos, declara: Este último voltou para casa justificado, pois quem se humilha será exaltado. Deus é um juiz justo, que não faz acepção de pessoas e ouve sempre a oração de seus prediletos, representados aqui pelo pobre, órfão e viúva (1ª leitura). O salmista bendiz o Senhor, que atende os oprimidos. A 2ª leitura apresenta o testemunho de Paulo, no fim de sua missão apostólica: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

2. Atualizando

Somos chamados a acolher a justiça e a misericórdia do Pai, que nos impulsiona a tomar consciência do sistema injusto que compartilhamos e assumir uma atitude de conversão e vida nova. Que o ardor missionário de Paulo nos anime a perseverar na fé em meio aos desafios da evangelização.

3. A palavra de Deus na celebração

Na celebração, Jesus nos revela o grande mistério da misericórdia do Pai que escuta os corações atribulados e dá vida aos seus servos. Como o publicano, reconheçamos nossa pequenez e a presença de Deus em nossas vidas. Ele nos dá forças e, com certeza, nos liberta de todo mal.

4. Dicas e sugestões

Neste dia das missões é bom recordar os irmãos e irmãs que estão em missão. Fica bem fazer esta lembrança antes da oração do dia. No final da celebração pode ser feito um envio para todos, acentuando a dimensão missionária.

Ir. Veronice Fernandes é discípula do Divino Mestre. Possui mestrado em liturgia, é membro do Centro de Liturgia e assessora cursos de formação litúrgica.
Ir. Helena Ghiggi é discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.