6º DOMINGO DA PÁSCOA - 5 de maio de 2013
DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR - 12 de maio de 2013
DOMINGO DE PENTECOSTES - 19 de maio de 2013
DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - 26 de maio de 2013
SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO - 30 de maio de 2013
9º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 2 de junho de 2013
10º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 9 de junho de 2013
11º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 16 de junho de 2013
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 23 de junho de 2013
SOLENIDADE DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO - 30 de junho de 2013
6º DOMINGO DA PÁSCOA
5 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 15,1-2.22-
29; Salmo 67(66); Apocalipse 21,10-14.22-23; João
14,23-29
O evangelho deste domingo pertence aos discursos
de despedida (caps. 13-17) e salienta que o Ressuscitado
permanece na comunidade através de sua paz e do Espírito
Santo. A fé, testemunhada no amor e na fidelidade
à Palavra, possibilita viver na comunhão com o Pai e o
Filho. A comunhão é assegurada pelo Espírito Santo, o
Defensor (Paráclito, em grego), que age em quem anuncia
a Boa Nova de Jesus, em meio aos desafios e provações. O
Espírito Santo é enviado pelo Pai em nome de Jesus, para
ensinar e recordar tudo o que ele disse, sendo a memória
viva do Mestre. Ele faz compreender que a paz manifestada
pelo Ressuscitado é a plenitude das bênçãos da salvação.
A promessa do Mestre deve alegrar seus seguidores, pois
o Defensor os assistirá em todos os momentos, dando-
-lhes a certeza que não ficaram órfãos. O Espírito conduz
as atividades do concílio apostólico de Jerusalém e faz
compreender que a fé em Jesus salva (1ª leitura). A carta
apostólica da liberdade em Cristo refere-se à inculturação
da fé, que supera as barreiras ligadas a uma raça. O salmista
confia no Senhor, pois ele revela sua benevolência,
fazendo brilhar sobre nós a sua face. A referência às doze
tribos de Israel e aos doze apóstolos enfatiza a missão de
todo o povo na construção da nova cidade, centrada em
Deus e no Cordeiro (2ª leitura). A presença vitoriosa de
Jesus ressuscitado brilha em todos os que habitam a nova
Jerusalém, conduzindo-os à libertação plena.
2. Atualizando
O Espírito Santo ilumina e leva a compreender a missão
de Jesus, ensinando a viver como morada de Deus, na
comunhão do amor. A fidelidade à palavra de Cristo se
manifesta no empenho em construir uma nova cidade, um
mundo novo de justiça e solidariedade.
3. A palavra de Deus na celebração
A comunidade reunida, é sinal permanente da presença
do Senhor. Num só corpo e num só espírito, celebramos
com fervor a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Escutamos
a palavra do Senhor e a sua promessa de estar
sempre conosco. Da nossa parte prometemos observar a
sua palavra.
4. Dicas e sugestões
No rito da paz quem preside pode convidar os membros
da comunidade a unir as mãos e entrar em comunhão
profunda com todos os povos
DOMINGO DA ASCENSÃO
DO SENHOR
12 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 1,1-11;
Salmo 47(46); Efésios 1,17-23; Lucas 24,46-53
Jesus, após ter instruído os discípulos com ensinamentos
libertadores ao longo do seu ministério, volta ao
Pai glorificado. Os discípulos, iluminados pela fé pascal,
compreendem que a promessa da Escritura sobre a paixão,
morte e ressurreição de Cristo foi realizada. A conversão
torna-se anúncio da vida nova do Ressuscitado, a ser
testemunhada em todas as nações, começando por Jerusalém.
Nessa cidade santa, onde Jesus entregou a vida, os
discípulos serão revestidos com a força do Espírito Santo
prometido. Jesus sobe ao céu enaltecido pelo amor extremo
até a cruz, mas continua na comunidade dos discípulos,
abençoando-os (24,50) com sua presença viva, ressuscitada.
A alegria dos discípulos, diante da manifestação da
salvação em Cristo, lembra a dos pastores em adoração
ao Verbo que chega à plenitude da sua encarnação com
a oferta pascal da própria vida. Lucas termina a narrativa
do evangelho com uma ação litúrgica no templo, como
havia começado (cf. 1,9). A 1ª leitura narra a ascensão
como coroamento da obra redentora realizada por Jesus e
apelo para anunciar a vida nova do Reino. Ungidos com o
Espírito Santo, os discípulos testemunharão Cristo e sua
mensagem de esperança até os confins da terra. O salmo
louva e exalta o Senhor, que estabelece seu reinado sobre
todos os povos. A 2ª leitura acentua que Deus revelou a
grandeza do seu amor na ressurreição e exaltação de Cristo,
constituído-o Senhor do universo, cabeça da Igreja, que
é o seu corpo.
2. Atualizando
Cristo, ascendendo à glória, abre o caminho para o
Pai e impele a testemunharmos a força vitoriosa de sua
ressurreição. Como participantes do corpo de Cristo, somos
chamados a “dar uma contribuição incisiva para o anúncio
cristão” (cf. Verbum Domini, 125).
3. A palavra de Deus na celebração
Exultantes de alegria pascal e fervorosa ação de graças,
participamos da mesa da Palavra e da eucaristia. Ele continua
vivo no meio de nós. Alimenta-nos com sua palavra
e com seu corpo e sangue, nas mesas que nos faz um e
nos abre ao diálogo com outras Igrejas. Nesta semana de
oração pela unidade das Igrejas cristãs, que o Senhor nos
faça testemunhas da paz e do amor.
4. Dicas e sugestões
Destacar o envio em missão, no final da celebração.
DOMINGO DE PENTECOSTES
19 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 2,1-11; Salmo
104(103); 1Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23
Jesus ressuscitado se manifesta na comunidade reunida
no primeiro dia da semana em memória de sua páscoa. Ele
comunica a paz e sua presença, identificada com os sinais
da paixão, alegra e motiva a superar o medo. Do seu lado
transpassado flui a vida nova, o Espírito (7,37-39), dom
da entrega na cruz por amor (19,30). O sopro do Espírito
infunde a vida e proporciona criar um mundo reconciliado
de paz e fraternidade. Evoca Gn 2,7, quando Deus soprou
e tornou o ser humano vivente, capaz de seguir o desígnio
criador. Jesus envia os discípulos a testemunhar o dom da
paz, a fim de reconciliar o mundo com Deus, contribuindo
para libertá-lo das forças do mal. O Espírito leva a permanecer
em comunhão com Cristo ressuscitado, como os
ramos ligados à videira, para produzir muitos frutos (15,1-
17), para sair de si e colaborar na realização plena do Reino
de Deus. Na 1ª leitura, o vento forte e o fogo simbolizam
a manifestação de Deus, iluminando a caminhada do povo
(Ex 13,21). O Espírito é como um fogo, que proporciona
escutar e anunciar a palavra de Cristo na própria língua,
nas diferentes culturas. No salmo, Deus oferece o dom
da vida às criaturas através de seu espírito ou sopro vital.
A 2ª leitura ressalta a comunhão no mesmo Espírito, na
diversidade de dons, ministérios e atividades, suscitados em
benefício da comunidade, corpo de Cristo. Reconhecendo
Jesus como Senhor, o Ressuscitado, vivemos a vida nova
como força unificadora contra todas as divisões.
2. Atualizando
Pentecostes coroa de alegria o tempo pascal e salienta
que a diversidade das raças é unificada pelo amor. Conduzidos
pela força do Espírito Santo, possamos ser portadores
da paz do Ressuscitado, construindo um mundo renovado.
3. A palavra de Deus na celebração
Em pentecostes recebemos o Espírito, plenitude da
páscoa, que nos faz comunidade aberta a todos os povos. Na
celebração o Espírito transforma o pão e o vinho em corpo
e sangue de Cristo e nos faz um só corpo por Cristo, com
Cristo e em Cristo para continuar a sua missão no mundo.
4. Dicas e sugestões
Os membros da comunidade podem acender suas velas
no círio pascal antes do canto da sequencia e permanecer
com as velas acesas até o final da proclamação do evangelho.
Outras sugestões vejam: Dia do Senhor: ciclo pascal
ABC de Penha Carpanedo e Marcelo Guimarães, São Paulo,
Apostolado Litúrgico/Paulinas, p. 241-252; 362-372.
DOMINGO DA SANTÍSSIMA
TRINDADE
26 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Provérbios 8,22-
31; Salmo 8; Romanos 5,1-5; João 16,12-15
O evangelho acentua que o mistério do amor de Deus
Pai é revelado pelo Filho e permanece atuante através do
Espírito. Jesus, antes de sua páscoa, orienta os discípulos
a pautarem a vida com seus ensinamentos. As palavras
e as ações realizadas pelo Mestre serão compreendidas
plenamente após sua ressurreição, mediante o Espírito da
Verdade que guiará em toda a verdade (16,13). O Espírito
proporciona conhecer as Escrituras, o plano de amor do
Pai realizado na obra redentora do Filho. A ação eficaz do
Espírito Santo resulta da comunhão perfeita entre o Pai e
o Filho: Eu e o Pai somos um (10,30). Tudo o que o Pai
tem pertence a Jesus, pois foi revelado através de sua vida
e missão. Como Jesus, glorificou o Pai pela obra salvífica
(5,19-21), o Espírito glorificará Jesus, porque receberá
do que é dele para anunciá-lo aos discípulos que realizarão
grandes obras em seu nome: Quem crê em mim fará
as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas
(14,12). A 1ª leitura salienta que a sabedoria divina está
presente em todas as coisas criadas e se alegra em estar
com os filhos dos homens. O salmo é um hino de louvor ao
Criador pelas suas obras, sendo aplicado a Cristo coroado
de honra e glória por causa de nossa salvação (Hb 2,5-9).
A 2ª leitura ressalta que o amor de Deus manifestado na
vida, morte e ressurreição de Cristo e derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo possibilita viver na esperança,
que não decepciona.
2. Atualizando
Somos impelidos a “crer num só Deus que é Amor (cf.
1Jo 4,8): o Pai que enviou seu Filho para a nossa salvação;
Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua
morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja
através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso
do Senhor” (Porta da Fé).
3. A palavra de Deus na celebração
Reunimo-nos para celebrar o louvor ao Pai, pelo Filho,
no Espírito Santo. Participando do mistério trinitário
comprometemo-nos a construir a unidade em todo o nosso
viver.
4. Dicas e sugestões
O sinal da cruz e a saudação inicial podem ser cantados,
cuidando de manter o texto do missal. Na oração eucarística
III, o prefácio da Santíssima Trindade pode ser cantado
(letra e música no Hinário III, CNBB, p. 65-68).
SOLENIDADE DO CORPO E
SANGUE DE CRISTO
30 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Gênesis 14,18-20;
Salmo 110(109); 1Coríntios 11,23-26; Lucas 9,11b-17
A multiplicação dos pães ressalta a missão salvífica de
Jesus, que veio saciar a fome mediante a entrega da vida.
Após o retorno da atividade missionária dos apóstolos,
isto é, os enviados, Jesus retira-se com eles para Betsaida
(9,10). Em oração, como de costume (5,16), ele mostra
que o caminho do discipulado consiste em compartilhar
sua missão (9,1-6), mas também sua entrega e destino,
simbolizados pela cruz (9,18-27). As multidões seguem
Jesus, pois eram como ovelhas sem pastor (Mc 6,34). Os
discípulos ainda não compreendem a Boa Nova do Reino,
pois aconselham despedir o povo, para que possa ir aos
povoados e campos vizinhos procurar comida e hospedagem.
O Mestre ensina a praticar a solidariedade com
seu exemplo e ordena de forma imperativa: Dai-lhes vós
mesmos de comer. No relato da instituição da eucaristia
(22,19) e do encontro do Ressuscitado com os discípulos
de Emaús (24,30), Jesus abençoou o pão, partiu-o e deu
aos discípulos. Sua entrega total por amor proporcionou
saciar a fome plenamente e encher doze cestos com as
sobras. Melquisedec, na 1ª leitura, ao oferecer pão e vinho,
prefigura a oferta de Cristo. O salmo é aplicado, em Hb
7, a Cristo, sacerdote para sempre. Na 2ª leitura, o pão
partido e o cálice simbolizam a vida de Jesus doada pela
nossa salvação. Enquanto celebramos a eucaristia, memorial
e anúncio de sua morte e ressurreição, aguardamos a
realização plena do Reino.
2. Atualizando
O pão repartido é sinal da presença de Jesus na comunidade
que vence a fome e a marginalização. Por meio da
comunhão no corpo e sangue de Cristo participamos de
sua entrega e nos comprometemos a partilhar.
3. A palavra de Deus na celebração
A solenidade de hoje, eco da celebração da quinta-feira
santa, nos faz experimentar de forma mística o mistério
da entrega do Senhor Jesus. A comunhão com Cristo nos
compromete a viver o amor fraterno, a partilha solidária,
enquanto aguardamos a realização plena do Reino. Celebrar
o memorial da entrega de Jesus nos leva à partilha da
vida e dos bens, de forma que não haja fome, miséria e
injustiça no mundo em que vivemos.
4. Dicas e sugestões
Cantar a sequência proposta para a Solenidade. Onde
for possível, os fiéis aproximem-se do altar na liturgia
eucarística.
9º DOMINGO DO TEMPO COMUM
2 de junho de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Reis 8,41-43;
Salmo 117(116); Gálatas 1,1-2.6-10; Lucas 7,1-10
No evangelho, um oficial do exército romano vive
em sintonia com Jesus, pois crê em sua mensagem de
salvação e se compadece do servo doente. Ao ouvir falar
de Jesus enviou alguns anciãos dos judeus para pedir-
-lhe que viesse curar o servo. Se um judeu frequentasse
a casa de um gentio transgredia uma regra de pureza
ritual e tornava-se impuro para o culto e a oração. Os
anciãos insistem que o oficial merece o favor, por causa
das boas ações realizadas, pois chegou a construir até
uma sinagoga. Mas o oficial, excluído pela religião e por
estar a serviço do império opressor, merece os benefícios
da salvação pela fé no Senhor da vida, não pelas obras
realizadas. Por isso, ele confia em Jesus e na força da sua
palavra: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha
casa... E é enaltecido por Jesus: Eu vos declaro que nem
mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande. A cura revela
a salvação gratuita proporcionada pela força da palavra
do Senhor, o Vencedor da morte. A fé do oficial gentio,
temente a Deus, mostra a abertura para o mundo não-judeu
(cf. At 10,34-35). A 1ª leitura pertence a uma grande oração
universal por ocasião da dedicação do templo (8,23-53). O
rei Salomão suplica a Deus que atenda também as preces
dos não-judeus, a fim de que todos os povos o conheçam e
o invoquem. O salmo convida todas as nações a glorificar
o Senhor, pois seu amor e fidelidade dura para sempre.
Paulo, na 2ª leitura, enfatiza que seu ministério de apóstolo
no anúncio do evangelho vem do Senhor ressuscitado.
2. Atualizando
A atitude do oficial gentio impulsiona a confiarmos
em Jesus, que veio manifestar o amor do Pai e a salvação,
curando as pessoas de todas as enfermidades. A força de
sua palavra nos faz viver e testemunhar a fé sem fronteiras,
livre de preconceitos.
3. A palavra de Deus na celebração
A assembleia reunida no Dia do Senhor é um sinal sensível
e visível da salvação universal de Deus, que convoca
a todos independente de merecimento ou de raça. A palavra
do Senhor que é viva e eficaz toca o nosso coração e provoca
em nós resposta positiva à proposta de Jesus Cristo.
4. Dicas e sugestões
Na oração dos fiéis rezemos com o coração aberto às
necessidades de todas as pessoas.
10º DOMINGO DO TEMPO COMUM
9 de junho de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Reis 17,17-24;
Salmo 30(29); Gálatas 1,11-19; Lucas 7,11-17
Jesus, ao chegar à cidade de Naim, acompanhado pelos
discípulos e uma grande multidão, encontra a procissão
conduzindo um morto, filho único de uma viúva. Tal
realidade deixava a viúva, já excluída de direitos, ainda
mais desamparada. Por isso, Jesus se enche de compaixão,
consola a viúva aflita e se aproxima do morto, deixando de
lado as leis de pureza ritual, que proibiam tocar um cadáver
(Nm 19,11). O jovem, movido por sua força, sentou-se e
começou a falar. Então, Jesus o entregou à sua mãe, como
fez Elias, quando entregou o filho à viúva de Sarepta (1Rs
17,23). Jesus, ao fazer reviver o filho da viúva, como fará
com a filha de Jairo (8,49-56) e com o amigo Lázaro (Jo
11,1-44), revela-se como o Deus da vida, vencedor da
morte. Ressuscitar mortos (7,22) caracteriza a identidade
de Jesus como Messias, que vem revelar a plenitude da
salvação através de sua vida, morte e ressurreição. Em
Jesus, o Deus compassivo visita e liberta o seu povo (Lc
1,68.78). Elias, na 1ª leitura, socorre a viúva de Sarepta,
pobre e estrangeira e clama a Deus pela vida do seu filho.
O Senhor ouve a voz do profeta e manifesta sua salvação
através das ações em favor da vida dos oprimidos. O salmista
exalta o Senhor porque salvou sua vida à beira da
morte, transformando a dor em alegria. Paulo, na 2ª leitura,
fundamenta sua missão apostólica em Cristo ressuscitado,
que o chamou por sua graça, para anunciar o evangelho
a todas as gentes.
2. Atualizando
Jesus veio nos visitar, trazendo o consolo e a vida divina
que permanece para sempre. Somos chamados a socorrer
as pessoas desamparadas, que vivem em situações de exclusão
e morte. Paulo nos ensina a enfrentar os desafios,
para anunciarmos a Boa Nova.
3. A palavra de Deus na celebração
A palavra evangélica narrada por Lucas nos coloca
no caminho com Jesus, como discípulos e discípulas em
defesa da vida. Que o Senhor, refúgio e Salvador, abrigo
e protetor, faça de nós fonte de vida e não de morte, como
Cristo nosso Senhor que é o grande revelador da bondade
infinita de Deus.
4. Dicas e sugestões
No final da celebração pode ser dada uma bênção
especial aos doentes.
11º DOMINGO DO TEMPO COMUM
16 de junho de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Samuel 12,7-
10.13; Salmo 32(31); Gálatas 2,16.19-21; Lucas 7,36-8,3
Jesus senta-se à mesa com as pessoas excluídas, para
manifestar-lhes a misericórdia do Pai (cf.7,34). Ao entrar
na casa do fariseu, ele é acolhido por uma mulher, que lava
os seus pés, enxuga-os com os cabelos, beija-os e unge-os
com perfume. A atitude generosa dessa mulher é oposta a
do fariseu, incapaz de demonstrar gestos de hospitalidade.
A história do credor (7,41-43) mostra que a observância
legalista dificulta acolher a salvação gratuita, revelada no
perdão. Quinhentas moedas de prata equivalem a quinhentos
denários, sendo que um denário era a remuneração por
um dia de trabalho (Mt 20,2). A dificuldade para quitar
a dívida mostra que, diante do amor infinito do Pai que
envia seu Filho para salvar, resta ao ser humano amar com
generosidade. A cura de espíritos maus e enfermidades
manifestam a força do Reino de Deus em Jesus. Como
o número sete simboliza a totalidade, a libertação dos
demônios expressa a adesão plena ao projeto de Jesus.
Assim, essas mulheres discípulas dedicam-se ao serviço do
evangelho, com gratuidade. O profeta Natã, na 1ª leitura,
denuncia a violação dos direitos e as injustiças praticadas
pelo rei Davi contra Urias. A palavra suscita a conversão
para entrar na dinâmica do amor de Deus e na prática da
justiça. O salmo convida a louvar o Senhor, pois ele perdoa
sempre. Na 2ª leitura, Paulo acentua que pela fé somos
transformados pela graça e participamos da vida nova que
é a vida de Cristo em nós.
2. Atualizando
Jesus revela o rosto misericordioso do Pai, oferecendo
a dádiva do perdão como caminho de libertação para
o discipulado. A mulher anônima e as outras discípulas
ensinam a testemunharmos o evangelho com ações generosas
de amor.
3. A palavra de Deus na celebração
Neste domingo, somos convidados a fazer em Jesus
Cristo e com Ele a experiência da afeição e do perdão,
reunindo-nos como irmãos e irmãs, escutando sua Palavra
e celebrando a sua entrega na eucaristia.
4. Dicas e sugestões
Na chegada, as pessoas podem ser acolhidas com
água perfumada. O abraço da paz pode ser realizado no
final da celebração, indo ao encontro das pessoas menos
conhecidas.
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM
23 de junho de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Zacarias 12,10-
11;13,1; Salmo 63(62); Gálatas 3,26-29; Lucas 9,18-24
Jesus, após a multiplicação dos pães (9,10-17), retira-se
para orar com os discípulos e pergunta: Quem dizem as multidões
que eu sou? Os discípulos são chamados a dar uma
resposta pessoal, pois compartilham a vida e a missão do
Mestre. A profissão de fé que Pedro faz, em nome do grupo,
focaliza o ministério de Jesus, que veio salvar as pessoas
necessitadas, cumprindo as profecias antigas. A ordem de
silêncio indica que a identidade do verdadeiro Messias
está associada à cruz. Os discípulos só compreenderão
plenamente a missão do Messias à luz de sua páscoa. A
fidelidade de Jesus ao Reino de Deus aumentará a rejeição
dos adversários. O caminho da cruz revela que Jesus não
é um Messias triunfalista, mas solidário com a vida e o
sofrimento do povo. O Filho do Homem será crucificado,
pois liberta os excluídos (5,24), coloca o sábado a serviço
da vida (6,5). A cruz aparece no centro do convite de Jesus
aos seus seguidores. É preciso renunciar a si mesmo e
tomar a cruz cada dia. O compromisso profundo com o
Mestre é a razão para entregar a vida a serviço do Reino.
Na 1ª leitura, o povo oprimido pelo sofrimento é chamado
à conversão, a voltar-se para o Deus misericordioso. O
salmista expressa a busca de Deus através da imagem do
deserto, que necessita de chuva para encher-se de vida. A
2ª leitura ressalta que somos filhos de Deus, chamados a
viver a vida nova em Cristo, superando assim as barreiras
de raça, gênero e classe social.
2. Atualizando
Jesus, embora rejeitado, permaneceu fiel até a doação
total da vida. Seu exemplo nos ilumina a trilhar o caminho
da cruz, no serviço ao Reino. Sua presença nos proporciona
viver a vida nova, pois não há mais judeu ou grego, escravo
ou livre, homem ou mulher.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração atualizamos no aqui e agora da nossa
vida, o mistério de Cristo, que passa pela cruz, pela morte
e conduz à vida. Jesus Cristo nos salva perdendo-se a si
mesmo. Em comunidade de fé celebramos a nossa páscoa
dominical renovando a nossa adesão a Cristo e sempre
mais nos revestindo dele.
4. Dicas e sugestões
Valorizar a entrada na cruz na procissão de entrada,
ladeada com velas e deixada em lugar de destaque durante
a celebração.
SOLENIDADE DOS APÓSTOLOS
PEDRO E PAULO
30 de junho de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 12,1-11;
Salmo 34(33); 2Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19
Jesus conversa com os discípulos a respeito da própria
identidade, pois sua atuação era comparada por muitos aos
grandes profetas: João Batista, Elias, Jeremias. Os discípulos,
representados por Pedro, manifestam a adesão pessoal
ao Mestre, reconhecendo-o como o Cristo, o Filho do Deus
vivo, título que resume a fé da comunidade cristã (1,1.16;
3,17; 14,33; 27,54). A Igreja está fundamentada sobre a
pedra angular, que é Cristo, morto e ressuscitado, professado
pela fé dos apóstolos. As forças do inferno, opostas
ao Reino de Deus, não podem abalar os seus fundamentos.
Como Pedro, os que professam a fé na comunidade dos
discípulos de Jesus, a Igreja, recebem a missão de administrar
as chaves do Reino dos Céus. Colocam-se a serviço
do Reino, procurando abrir as suas portas a quem procura
a Deus. Assumem o compromisso de desligar, de romper
com as situações de pecado que escravizam e impedem
de celebrar a salvação. A 1ª leitura mostra um contexto de
perseguição e morte contra as lideranças das comunidades
cristãs. Enquanto Pedro revive o destino de Jesus na prisão,
a Igreja ora continuamente. A ação de Deus vence o poder
opressor de Herodes e liberta Pedro. O salmista bendiz o
Senhor, pois ele o livrou de todas as aflições. Na 2ª leitura,
Paulo faz a experiência do abandono confiante nas
mãos de Deus. Seu ensinamento testemunha a fidelidade
e a dedicação no anúncio do evangelho: Combati o bom
combate, terminei a corrida, guardei a fé.
2. Atualizando
Bendizemos a Deus pelos grandes apóstolos Pedro e
Paulo, pois testemunharam a fé e doaram suas vidas por
causa da Boa Nova de Cristo. Eles nos ensinam a colocar
a confiança em Jesus, a pedra angular, para perseverarmos
no caminho e recebermos a coroa da justiça.
3. A palavra de Deus na celebração
Pedro e Paulo como Cristo, viveram a morte e a
alegria da libertação e da salvação realizada por Deus.
Nesta eucaristia em que fazemos memória da páscoa do
Cristo recordamos estas testemunhas da fé e os mártires
de todos os tempos. Entreguemos também a nossa vida e
a vida da Igreja.
4. Dicas e sugestões
Após a homilia, a comunidade pode retomar a confissão
de fé de Pedro e renovar sua própria profissão de fé, por
meio do “Creio” dialogado.
Ir. Veronice Fernandes é discípula do Divino Mestre. Possui mestrado em liturgia, é membro do Centro de Liturgia e assessora cursos de formação litúrgica.
Ir. Helena Ghiggi é discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.