23º Domingo do Tempo Comum - 5 de setembro de 2010
24º Domingo do Tempo Comum - 12 de setembro de 2010
25º Domingo do Tempo Comum - 19 de setembro de 2010
26º Domingo do Tempo Comum - 26 de setembro de 2010
27º Domingo do Tempo Comum - 03 de outubro de 2010
28º Domingo do Tempo Comum - 10 de outubro de 2010
Solenidade de Nossa Senhora Aparecida - 12 de outubro de 2010
29º Domingo do Tempo Comum - 17 de outubro de 2010
30º Domingo do Tempo Comum - 24 de outubro de 2010
31º Domingo do Tempo Comum - 31 de outubro de 2010
23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
5 de setembro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Sabedoria
9,13-18; Salmo 90(89); Filêmon 9b-10.12-17; Lucas
14,25-33
Jesus, acompanhado de uma numerosa multidão,
aproveita o momento para ensinar como ser discípulo/a.
Ele mostra que é necessário colocar o Reino de Deus em
primeiro lugar, acima de interesses pessoais contrários ao
seu projeto. O seguimento de Jesus exige disposição para
carregar a cruz e doar a vida por amor. Abraçar a cruz implica
em participar da missão de Jesus, entregando a vida
a serviço do evangelho. As pequenas parábolas, da torre a
construir (vv.28-30) e da guerra a conduzir (vv.31-32), ilustram
a necessidade de planejar, empenhando-se cada dia na
vivência cristã. Exortam a ser sábios construtores, colocando
a família, os bens materiais a serviço da edificação de uma
sociedade mais fraterna. Implica em realizar a missão com
entusiasmo, sendo o sal que dá o sabor, como acentua o texto
seguinte (vv.34-35). A 1ª leitura reflete sobre o sentido da
vida humana. A Sabedoria possibilita conhecer e compreender
os desígnios de Deus. O “Espírito” conduz as pessoas a
viverem com retidão no caminho do Senhor. O salmo ensina
a confiar na bondade e misericórdia do Senhor, pois a vida
humana é frágil. Paulo, na 2ª leitura, escreve uma pequena
carta, intercedendo pelo escravo Onésimo, gerado na fé em
Cristo. Ele pede que o patrão Filêmon o receba de volta não
mais como escravo, mas como irmão (v.16). A comunhão
no Senhor, os valores do evangelho, transforma as barreiras
sociais, torna os privilégios humanos insignificantes.
2. Atualizando
O seguimento a Jesus exige desprendimento, compromisso
para colocar o seu projeto de vida e salvação acima de
tudo. Somos chamados/as a cooperar na construção do Reino
de Deus. Paulo nos ensina a fundamentar nossas relações
no amor de Cristo, superando os conflitos comunitários e
as desigualdades sociais.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração renovamos nossa adesão a Jesus Cristo,
luz do mundo. Ele que foi obediente ao Pai até o fim,
nos ensina a tomar a nossa cruz e segui-lo com coragem.
Animados pelo Espírito somos convidados a deixar tudo o
que nos impede de caminhar de acordo com as exigências
do seguimento de Jesus e do seu reino.
4. Dicas e sugestões
A renúncia e a profissão de fé podem ser realizadas de
forma dialogal, como na vigília pascal. Outras sugestões,
vejam Dia do Senhor, Tempo Comum, Ano C, p. 169-174.
24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
12 de setembro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Êxodo 32,7-1.13-
14; Salmo 51(50); 1Timóteo 1,12-17; Lucas 15,1-32
No evangelho, a acolhida de Jesus aos pecadores (v.2),
introduz as três parábolas que seguem: a ovelha desgarrada,
a moeda perdida e o pai misericordioso com seus dois filhos.
Mediante exemplos da vida cotidiana de homens e mulheres,
Jesus revela a misericórdia e a bondade de Deus. A busca
da ovelha e da moeda manifesta a solicitude de Deus na
procura de seus filhos perdidos, marginalizados. Deus é
um Pai amoroso, cuida de cada filho\a em particular, pois
deseja que todos participem da festa plena em seu Reino.
O reencontro da ovelha e da moeda, o retorno do filho à
vida é celebrado com alegria (vv.7.10.32). O Pai acolhe e
ama o filho sem reservas, providenciando roupa nova, anel,
sandálias, restituindo-lhe assim a dignidade filial. O filho
mais velho está convencido de sua própria justiça e fidelidade.
Isso o impede de reconhecer o amor gratuito do Pai.
Na 1ª leitura, Moisés aparece como o mediador da aliança,
ajudando o povo a reconhecer Deus como o único Salvador.
Ele implora o perdão de Deus para o povo, saído do Egito,
portador das promessas de salvação. A intercessão de Moisés
prefigura a de Cristo, que se fez solidário e intercede por
nós junto ao Pai (Hb 4,15; 7,25). A 2ª leitura revela que
Paulo se deixou transformar pela graça e misericórdia do
Senhor, tornando-se testemunho para Timóteo e todos os
que se dedicam à evangelização.
2. Atualizando
Jesus revelou o amor misericordioso, gratuito, de Deus
pela humanidade, sua predileção pelos pequenos. Ele nos
impele a sermos solícitos em acolher as pessoas excluídas
da vida plena. Como filhos, somos convidados a ir ao encontro
do Pai, para experimentar a alegria da salvação, sua
misericórdia e terna compaixão.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração experimentamos o amor e a misericórdia
infinita de Deus de geração em geração. Ele nos acolhe e
nos dá a dignidade de filhos e filhas. Somos convidados
a fazermos parte da graça transbordante que há em Jesus
Cristo, sobretudo pelo seu mistério de entrega para a nossa
salvação. Sejamos sinais de amor e misericórdia no mundo
em que vivemos.
4. Dicas e sugestões
Preparar o espaço celebrativo. Acolher as pessoas com
a atitude do Pai amoroso e fazer com que a celebração seja
um lugar de encontro com Jesus Cristo, sacramento da
misericórdia do Pai. Outras sugestões vejam, Dia do Senhor,
Tempo Comum, Ano C, p. 175-179.
25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
19 de setembro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Amós 8,4-7;
Salmo 113(112); 1Timóteo 2,1-8; Lucas 16,1-13
O evangelho começa com a parábola do administrador
previdente (vv.1-8). Trata-se de uma mensagem para renovar
o compromisso radical em favor da Boa Nova de Jesus, não
para justificar ações fraudulentas, injustiças. A habilidade
do administrador serve para motivar a ação dinâmica na
evangelização. Os que seguem o projeto de Deus, como
filhos da luz, são impelidos a colocar a vida e os bens a
serviço do Reino. Os critérios devem ser fundamentados
numa solidariedade, que vai além da esfera e dos interesses
do mundo, da sociedade atual. Quem é fiel nas pequenas
coisas (v.10) recebe a responsabilidade na comunidade e o
bem por excelência: o Reino de Deus. O caminho do discipulado
exige discernimento, perspicácia para servir com
fidelidade a Deus, o único Senhor e doador de todos os bens.
Não podeis servir a Deus e ao dinheiro (v.13). Na 1ª leitura,
o profeta Amós denuncia a injustiça institucionalizada do
século VIII a.C. Os pobres estavam ficando cada vez mais
pobres, dependentes, sujeitos à escravidão. Com o salmista,
louvemos o Senhor, pois ele defende os pobres, os pequenos
e julga com justiça os exploradores. A 2ª leitura convida a
oferecermos nossas súplicas, orações, intercessões, ação
de graças, por todas as pessoas, inclusive pelas autoridades
civis. Deus manifestou a salvação a toda à humanidade
através de Jesus Cristo, o mediador, que entregou a vida
pela redenção. Por isso, a oração de braços levantados (v.8)
é memória especial de Cristo na cruz, de sua oferta por amor;
além de lembrar o gesto de Moisés (Ex 17,8-13).
2. Atualizando
A opção fundamental por Deus, em Jesus Cristo, impele
a sermos hábeis administradores, rejeitando a ambição do
acúmulo de bens para criar novas relações de fraternidade
e justiça. O Senhor nos chama a sermos “filhos da luz”,
testemunhando os valores do evangelho, num mundo marcado
pelo lucro e idolatria ao dinheiro.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração participamos do mistério da salvação que
é dado a todos indistintamente. A eucaristia nos faz solidários
e sinais de partilha num mundo onde há ganância, exploração
e injustiças. Para que a nossa celebração seja verdadeira
é preciso traduzi-la em ações concretas, sobretudo sendo
sinais autênticos de solidariedade e justiça.
4. Dicas e sugestões
Na homilia a comunidade pode assumir atitudes
concretas de solidariedade e partilha. Outras sugestões vejam
Dia do Senhor, Tempo Comum, Ano C, p. 180-185.
26º DOMINGO DO TEMPO COMUM
26 de setembro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Amós 6,1a.4-7;
Salmo 146(145); 1Timóteo 6,11-16; Lucas 16,19-31
A narrativa do evangelho apresenta um homem muito
rico e um pobre mendigo, Lázaro. A finalidade do texto é
principalmente ilustrar a necessidade de conversão e de fé.
A escuta, a adesão à palavra de Deus é fundamental para
acolher os sinais de salvação. Por meio da vida, morte e
ressurreição, Jesus indicou o caminho a seguir, centrado
no amor a Deus e ao próximo. A palavra de Deus leva a
abrir o coração para a partilha e a solidariedade. Faltava ao
“homem rico” observar os ensinamentos de Deus, que desde
Moisés e os Profetas apresentam as exigências de amar e
socorrer os pobres. A vida oposta ao projeto de Deus, a falta
de comunhão e partilha o conduziu ao abismo profundo, à
separação da felicidade plena. A profecia de Amós, na 1ª
leitura, está situada no século VIII a.C. O profeta exorta os
que buscam apenas o próprio bem- estar, “indiferentes ao
sofrimento de José”, ou seja, dos irmãos necessitados. O
contraste entre ricos e pobres impedia a formação de uma
sociedade igualitária, com sua própria autonomia. Por meio
do Salmo, louvemos ao Senhor, pois ele ampara os que
confiam em seu amor, abrindo-lhes os olhos, levantando-os
do chão. A 2ª leitura orienta a cultivar as boas virtudes: “a
justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão”
(v.11). É necessário conservar a fidelidade a Cristo,
assumindo a missão com radicalidade, na solidariedade do
“bom combate”.
2. Atualizando
Como no tempo do profeta Amós, de Jesus e das primeiras
comunidades cristãs, as riquezas do mundo, que são
destinadas a todos, continuam acumuladas, usufruídas por
uma minoria de afortunados. A escuta atenta da palavra de
Deus nos impele a ajudar os pobres Lázaros sentados no
chão junto às portas, à margem da sociedade.
3. A palavra de Deus na celebração
Jesus deu a vida por todos e ensinou a todos a pratica da
justiça e da solidariedade. Hoje, iluminados pela palavra do
Senhor, somos convidados a reconhecermos nossos limites
e pecados e aprendermos a amar as pessoas indistintamente,
lutando contra todo o tipo de injustiça neste mundo.
4. Dicas e sugestões
Fazer uma acolhida calorosa, criando desde o início uma
assembléia fraterna. Outras sugestões vejam Dia do Senhor,
Tempo Comum, Ano C, p. 186-191.
27º Domingo do Tempo Comum
3 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Habacuc 1,2-3;
2,2-4; Salmo 95(94); 2Timóteo 1,6-8.13-14; Lucas 17,5-10
Jesus utiliza a imagem do grão de mostarda, considerada
a menor de todas as sementes, para transmitir sua mensagem.
Os apóstolos, isto é, os enviados pedem ao Senhor o
aumento da fé, diante dos desafios da missão. A fé, mesmo
pequena como um grão de mostarda (v.6), fortalecida pela
confiança total em Deus, torna-se grande. Quando autêntica,
a fé possibilita criar o novo, fazer acontecer mudanças,
aparentemente impossíveis. A imagem da árvore arrancada e
plantada no mar representa a força eficaz da fé. A confiança,
a fé na palavra de Jesus possibilita colocar-se a serviço do
Reino, no amor e na gratuidade. Somos simples servos, chamados
a trabalhar na busca e construção de uma sociedade
solidária, justa, igualitária. Deus dará muito mais aos que
esperam e confiam em sua graça, deixando de se considerar
indispensáveis no serviço. A 1ª leitura descreve a vocação
profética de Habacuc, numa época de expansão do poder
babilônico. Habacuc, no diálogo com o Senhor, apresenta
um lamento, uma queixa, uma vez que está cercado de
opressão, violência, discórdias e guerras. A resposta do
Senhor manifesta-se na história através da ação daqueles
que permanecem fiéis aos seus ensinamentos. O justo viverá
por sua fidelidade (2,4). O salmo convida a escutar a voz
de Deus, renovando a aliança de amor, o compromisso de
permanecer em seus caminhos. Timóteo, na 2ª leitura, e
toda a comunidade cristã, é exortado a reavivar o carisma,
o ministério confiado por Deus. O Espírito de Deus nos
fortalece e capacita para testemunharmos a Boa Nova de
Jesus Cristo, o precioso bem que nos foi confiado.
2. Atualizando
Somos chamados a viver com fidelidade nossa vocação
profética, como Habacuc, denunciando tudo o que se opõe ao
projeto de amor e justiça de Deus. Que a nossa fé, revigorada
pela palavra e pela eucaristia, persevere no testemunho do
evangelho, construindo assim um mundo melhor, de paz e
fraternidade.
3. A palavra de Deus na celebração
Animados pelo Espírito, escutamos com ouvido de
discípulo, a Palavra de Deus que nos alimenta e faz crescer
a nossa fé. Recebemos do Senhor, um espírito de fortaleza,
de amor e sobriedade, que nos faz capazes de ultrapassar
nossos limites e timidez e atingirmos a libertação.
4. Dicas e sugestões
Pode ser realizada a bênção da água e a aspersão,
renovando com muita fé o compromisso batismal. Outras
sugestões vejam, Dia do Senhor, Tempo Comum, Ano C,
p. 192-196.
28º Domingo do Tempo Comum
10 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Reis 5,14-17;
Salmo 98(97); 2Timóteo 2,8-13; Lucas 17,11-19
Jesus, durante o ministério, que culmina em Jerusalém
com a morte e a ressurreição, encontra e cura dez leprosos.
Segundo Levítico 13,46, os leprosos moravam em lugares
afastados e eram considerados impuros. Por isso, eles param
à distância e de longe gritam: Jesus, Mestre, tem compaixão
de nós! (v.13). Jesus vê os leprosos e os liberta da situação
de exclusão que se encontram. Reintegrados à vida normal
(Lv 14), podem a partir de então participar do culto. Assim,
com a cura dos leprosos, Jesus propõe o resgate da vida social
do povo. Somente um samaritano, ou seja, um estrangeiro
reconheceu a misericórdia e a compaixão de Deus atuando
em Jesus. Com sua atitude, expressa a fé em Jesus. O elogio
de Jesus ao samaritano transforma-se em apelo a uma vida
nova de compromisso com o evangelho. Deus oferece a
graça da salvação a todas as pessoas. Mas é necessário abrir
o coração para acolher com fé o dom de Deus manifestado a
toda a humanidade. “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou (v.19).
Na 1ª leitura, Naamã, general do exército da Síria, é curado
da lepra através da obediência à palavra profética e do banho
ritual. Naamã retorna com sua comitiva ao profeta Eliseu, o
homem de Deus, para agradecer-lhe a cura. Eliseu não aceita
presentes, pois a cura, a salvação é dom gratuito de Deus.
Naamã deixa-se transformar pelo Senhor, passando a adorá-lo
como o Deus único e Salvador da vida. Com o salmista, louvemos
ao Senhor, pois ele manifesta continuamente seu amor
e salvação em todo o universo. A 2ª leitura acentua, através de
um hino cristão primitivo, que a comunhão no sofrimento de
Cristo leva a participar da glória de sua ressurreição.
2. Atualizando
Semelhante a Naamã, o ser humano é chamado a reconhecer
Deus, como o único Senhor, que cura as enfermidades
e oferece a vida plena. Como Paulo, a certeza da vitória
de Cristo sobre a morte, pela ressurreição, nos motiva a
dedicarmos a vida a serviço do evangelho.
3. A palavra de Deus na celebração
Com uma atitude profunda de ação de graças
experimentamos a salvação que é dada não somente a nós,
mas a todos os povos e nações. Participando do mistério pascal
do Senhor, somos transportados da morte à vida e habilitados
a sermos sinais da graça divina para todas as pessoas.
4. Dicas e sugestões
Antes da oração eucarística ou da oração de ação de
graças na celebração dominical da Palavra de Deus convidar
as pessoas para explicitarem motivos de ação de graças.
Outras sugestões vejam, Dia do Senhor, Tempo Comum,
Ano C, p. 197-201.
SOLENIDADE DE NOSSA SENHORA - DA CONCEIÇÃO APARECIDA
12 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Ester 5,1b-2;
7,2b-3; Salmo 45(44); Apocalipse 12,1.5.13a.15-16a;
João 2,1-11
O evangelho apresenta o relato das bodas de Caná da
Galileia, que consiste no primeiro sinal realizado por Jesus.
Com esse sinal, Jesus começa a missão e a manifestação de
sua glória (v.11), que culmina na cruz através da morte e
ressurreição. O casamento é uma imagem, utilizada na Bíblia,
para mostrar especialmente a relação do amor de Deus com
o povo (cf. Os 2,16-22). A abundância do vinho e bom vinho
é uma característica dos tempos messiânicos (Is 25,6). Maria
representa o povo, que espera confiante a realização das
promessas. Ela acompanha Jesus, sendo chamada de mulher
(v.4), como no Calvário (19,26). Evocando Eva (= mãe dos
viventes, Gn 3,15), Maria torna-se a mãe dos seguidores de
Jesus, modelo da comunidade de fé. Ela percebe a falta de
algo essencial: eles não têm vinho! (v.3). Com sua solicitude
maternal, Maria ensina a acolher com fé a palavra de Jesus:
Fazei tudo o que ele vos disser! (v.5). Jesus é o vinho novo, a
presença do amor de Deus, que transforma a vida em alegria e
festa. Ester, na 1ª leitura, aparece como figura de Maria, pois
intercede pela salvação do povo. Deus protege e liberta o povo
dominado, que confia e segue o caminho do amor e da justiça.
Na 2ª leitura, o sinal da mulher aplica-se em primeiro lugar
ao povo de Deus do qual nasce o Messias. As doze estrelas
indicam não somente as doze tribos do Israel antigo, do qual
nasce Jesus, mas também as comunidades cristãs. No fim do
século I d.C., quando foi composto o livro do Apocalipse,
essas comunidades eram perseguidas. Mas, iluminadas pela
vida, morte e ressurreição do Messias Salvador, gerado por
Maria, elas perseveravam firmes na fé.
2. Atualizando
A celebração de hoje mostra que a vida, a missão de
Maria está ligada a Cristo, o Messias Salvador. Presente no
início e no fim da obra de Jesus, Maria é modelo daqueles
que se abrem e acolhem a palavra de Deus com fé. Como
discípulos e discípulas, sigamos com fé o caminho de Jesus,
fazendo tudo o que ele nos disser!
3. A palavra de Deus na celebração
Celebremos a festa de N.S. Aparecida, com atitude de
discípulos e discípulas que sabem ouvir e colocar em prática
a palavra do Senhor. Participamos também da alegria e do
júbilo de fazermos parte do corpo de Cristo que nos reveste
de justiça e salvação.
4. Dicas e sugestões
Antes da oração do dia, a comunidade pode recordar
fatos da vida do povo brasileiro. Outras sugestões vejam,
Dia do Senhor, Santoral.
29º Domingo do Tempo Comum
17 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Êxodo 17,8-13;
Salmo 121(120); 2Timóteo 3,14-4,2; Lucas 18,1-8 Jesus conta as parábolas do juiz e da viúva para mostrar
a necessidade de perseverar na fé, na oração. O juiz
não temia a Deus e não se preocupava em fazer justiça,
principalmente para os pobres, fracos e indefesos. A viúva,
juntamente com o estrangeiro e o órfão, representa os mais
necessitados, que deveriam ter prioridade (Ex 22,20-21).
Se um juiz injusto acaba atendendo uma viúva, muito mais
Deus, que é justo e misericordioso, escuta a oração perseverante,
a súplica de seus filhos. A oração acompanhava o
povo de Deus todos os dias, desde o despertar até o deitar,
com momentos fortes principalmente ao amanhecer e ao
entardecer. As comunidades primitivas, em meio às adversidades
e perseguições, transformavam a fé em Jesus
em fidelidade e coragem no testemunho do evangelho. A
oração insistente ajudava a esperar com firmeza e fidelidade
a vinda do Filho do Homem, ou seja, a libertação definitiva.
Contra todos os determinismos, que alimentam a resignação
e a passividade, a abertura e a confiança em Deus levam a
cooperar na realização da salvação. Na 1ª leitura, Deus age
através de Moisés, que coloca a vida a serviço do povo. O
salmista convida a confiar no Senhor, o guarda vigilante,
que está sempre ao nosso lado, protegendo-nos na partida
e na chegada. Timóteo, na 2ª leitura, é exortado a permanecer
fiel ao ensinamento que lhe foi confiado e ao dever de
transmitir a verdadeira fé. A escuta e obediência à Palavra
é determinante: Toda Escritura é inspirada por Deus e é
útil para ensinar, argumentar, corrigir, educar conforme
a justiça (3,16).
2. Atualizando
Deus, na sua infinita bondade, responde às nossas
súplicas confiantes, oferecendo-nos sua graça e salvação.
A oração constante alimenta a nossa fé e esperança e nos
ajuda a perseverar no caminho da justiça, a anunciar com
fidelidade o evangelho. Que a força do Senhor nos conserve
animados, na construção de um mundo mais solidário.
3. A palavra de Deus na celebração
Ao redor das duas mesas renovamos nossa aliança com
o Senhor num diálogo amoroso. Nesta relação íntima com
Deus, Ele nos oferece a salvação que implica compromisso.
Com o coração agradecido por tão imenso dom, respondemos
prestando nosso louvor e ação de graças a Ele.
4. Dicas e sugestões
Preparar bem a celebração para que fique bem explicito
o diálogo entre Deus e a comunidade celebrante. Outras
sugestões vejam, Dia do Senhor, Tempo Comum, Ano C,
p. 202-206.
30º Domingo do Tempo Comum
24 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Eclesiástico
35,15b-17.20-22a; Salmo 34(33); 2Timóteo 4,6-8.16-18;
Lucas 18,9-14
O evangelho apresenta a narrativa exemplar do fariseu e
do publicano. O fariseu busca a justificação, a salvação somente
em suas obras, mediante seu próprio esforço. Como de
costume, ele ora no templo em pé, com os braços levantados
e a cabeça erguida, louvando e agradecendo a Deus. Seguro
de suas virtudes, de sua vigilância na oração, vangloria-se de
ser justo. Considera-se rico em obras meritórias, julgando e
desprezando os outros. O publicano permanece à distância,
sem condições de assumir a atitude normal de quem reza, de
levantar os olhos para o céu. Bate apenas no peito, suplicando
com a fórmula comum do pecador: Meu Deus, tem compaixão
de mim, que sou pecador! (v.13; cf. Sl 51,3). Trata-se da
atitude orante do pobre, do pequeno, que se apóia em Deus
e confia totalmente em sua misericórdia. Jesus não critica
o empenho religioso e moral do fariseu, nem o trabalho do
publicano, que colaborava com o poder imperial romano,
recolhendo pesadas taxas de impostos de seus irmãos. A
preocupação essencial de Jesus é mostrar que o cobrador
de impostos, o pecador marginalizado é justificado, pois
reconhece sua condição e acolhe o perdão e a benevolência
divina. Ao passo que o fariseu confia apenas em si mesmo e
mostra-se incapaz de reconhecer o dom gratuito da salvação
de Deus. A 1ª leitura acentua a compaixão de Deus em face do
pecado e da necessidade humana. Na 2ª leitura a metáfora da
corrida lembra que a vida cristã exige decisão e perseverança
na busca da meta: a maturidade em Cristo.
2. Atualizando
Deus é rico em misericórdia e preenche o nosso ser na
medida em que nos abrimos à sua plenitude. O publicano
aparece como protótipo do orante autêntico, porque acolhe
confiante a graça da salvação. A prece do humilde atravessa
as nuvens, pois Deus escuta sempre a oração de quem
entrega a vida em suas mãos.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração, Jesus nos revela o grande mistério da
misericórdia do Pai que escuta os corações atribulados e dá
vida aos seus servos. Com o coração penitente e humilde
nos colocamos diante do Senhor que não faz discriminação
de pessoas.
4. Dicas e sugestões
Neste dia das missões é bom recordar os irmãos e irmãs
que estão em missão. Podem ser lembrados ante da oração
do dia. Outras sugestões vejam, Dia do Senhor, Tempo
Comum, Ano C, p. 207-212.
31º Domingo do Tempo Comum
31 de outubro de 2010
1. Aprofundando os textos bíblicos: Sabedoria 11,22-
12,2; Salmo 145(144); 2Tessalonicenses 1,11-2,2; Lucas
19,1-10
O texto do evangelho ressalta a conversão de Zaqueu,
que era o chefe dos cobradores de impostos. Ele corre e sobe
numa árvore, um sicômoro, para encontrar-se com Jesus. Ao
vê-lo, Jesus chama-o e se convida a si mesmo para cear na
casa dele. Ele experimenta a alegria da salvação e se compromete
a doar a metade de seus bens aos pobres e a restituir
em quádruplo o que extorquiu. A legislação antiga fixava
a indenização no quádruplo, no caso de furto de rebanho
(Ex 21,37; 2Sm 12,6). Em casos normais, a lei obrigava a
restituir o dobro (Ex 22,3.6). A ação de Zaqueu revela uma
nova maneira de usar os bens e novas relações de justiça
social. A salvação entra na casa de Zaqueu. Os coletores
de impostos tinham má reputação, eram marginalizados.
A conversão do chefe dos publicanos, no final da subida
a Jerusalém, revela em Jesus aquele que veio procurar e
salvar o que estava perdido (v.10). Essas palavras resumem
toda a missão redentora e libertadora de Jesus, o Messias.
A 1ª leitura afirma que Deus “ama todos os seres”, pois a
criação é obra de seu amor infinito. Como amigo da vida, o
Senhor trata a todos com bondade, chamando-os à conversão.
O salmista bendiz o Senhor, pois é bom e compassivo,
ampara os que caem e reergue os combalidos. A 2ª leitura
mostra que o nome do Senhor é glorificado mediante a obra
da nossa fé. A esperança possibilita aguardar com fidelidade
a realização plena da salvação em Cristo.
2. Atualizando
Deus rege a história humana e continua entrando em
nossa casa para revelar a sua misericórdia e compaixão.
A Boa Nova da salvação, manifestada em Jesus, realiza a
mudança radical de vida. Zaqueu mostra que a conversão
individual é caminho para a transformação das estruturas
sociais de pecado.
3. A palavra de Deus na celebração
Na celebração somos acolhidos no abraço de Deus, em
sua ternura, compaixão, amor, paciência e perdão. Com o
coração aberto à graça divina, acolhemos a salvação, dom
de Deus, por meio de Jesus Cristo. E que sejamos sinais
eloquentes de vida no mundo em que vivemos.
4. Dicas e sugestões
Fazer uma acolhida afetiva às pessoas que chegam para
a celebração. Outras sugestões vejam, Dia do Senhor, Tempo
Comum, Ano C, p. 213-218.
Veronice Fernandes é discípula do Divino Mestre. Tem mestrado em liturgia, é membro do Centro de Liturgia e assessora cursos de formação litúrgica.