Dia do Senhor

6º DOMINGO DA PÁSCOA - 5 de maio de 2013
DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR - 12 de maio de 2013
DOMINGO DE PENTECOSTES - 19 de maio de 2013
DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE - 26 de maio de 2013
SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO - 30 de maio de 2013
9º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 2 de junho de 2013
10º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 9 de junho de 2013
11º DOMINGO DO TEMPO COMUM – 16 de junho de 2013
12º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 23 de junho de 2013
SOLENIDADE DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO - 30 de junho de 2013


 

6º DOMINGO DA PÁSCOA
5 de maio de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 15,1-2.22- 29; Salmo 67(66); Apocalipse 21,10-14.22-23; João 14,23-29

O evangelho deste domingo pertence aos discursos de despedida (caps. 13-17) e salienta que o Ressuscitado permanece na comunidade através de sua paz e do Espírito Santo. A fé, testemunhada no amor e na fidelidade à Palavra, possibilita viver na comunhão com o Pai e o Filho. A comunhão é assegurada pelo Espírito Santo, o Defensor (Paráclito, em grego), que age em quem anuncia a Boa Nova de Jesus, em meio aos desafios e provações. O Espírito Santo é enviado pelo Pai em nome de Jesus, para ensinar e recordar tudo o que ele disse, sendo a memória viva do Mestre. Ele faz compreender que a paz manifestada pelo Ressuscitado é a plenitude das bênçãos da salvação. A promessa do Mestre deve alegrar seus seguidores, pois o Defensor os assistirá em todos os momentos, dando- -lhes a certeza que não ficaram órfãos. O Espírito conduz as atividades do concílio apostólico de Jerusalém e faz compreender que a fé em Jesus salva (1ª leitura). A carta apostólica da liberdade em Cristo refere-se à inculturação da fé, que supera as barreiras ligadas a uma raça. O salmista confia no Senhor, pois ele revela sua benevolência, fazendo brilhar sobre nós a sua face. A referência às doze tribos de Israel e aos doze apóstolos enfatiza a missão de todo o povo na construção da nova cidade, centrada em Deus e no Cordeiro (2ª leitura). A presença vitoriosa de Jesus ressuscitado brilha em todos os que habitam a nova Jerusalém, conduzindo-os à libertação plena.

2. Atualizando

O Espírito Santo ilumina e leva a compreender a missão de Jesus, ensinando a viver como morada de Deus, na comunhão do amor. A fidelidade à palavra de Cristo se manifesta no empenho em construir uma nova cidade, um mundo novo de justiça e solidariedade.

3. A palavra de Deus na celebração

A comunidade reunida, é sinal permanente da presença do Senhor. Num só corpo e num só espírito, celebramos com fervor a vitória de Jesus Cristo sobre a morte. Escutamos a palavra do Senhor e a sua promessa de estar sempre conosco. Da nossa parte prometemos observar a sua palavra.

4. Dicas e sugestões

No rito da paz quem preside pode convidar os membros da comunidade a unir as mãos e entrar em comunhão profunda com todos os povos


DOMINGO DA ASCENSÃO DO SENHOR
12 de maio de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 1,1-11; Salmo 47(46); Efésios 1,17-23; Lucas 24,46-53

Jesus, após ter instruído os discípulos com ensinamentos libertadores ao longo do seu ministério, volta ao Pai glorificado. Os discípulos, iluminados pela fé pascal, compreendem que a promessa da Escritura sobre a paixão, morte e ressurreição de Cristo foi realizada. A conversão torna-se anúncio da vida nova do Ressuscitado, a ser testemunhada em todas as nações, começando por Jerusalém. Nessa cidade santa, onde Jesus entregou a vida, os discípulos serão revestidos com a força do Espírito Santo prometido. Jesus sobe ao céu enaltecido pelo amor extremo até a cruz, mas continua na comunidade dos discípulos, abençoando-os (24,50) com sua presença viva, ressuscitada. A alegria dos discípulos, diante da manifestação da salvação em Cristo, lembra a dos pastores em adoração ao Verbo que chega à plenitude da sua encarnação com a oferta pascal da própria vida. Lucas termina a narrativa do evangelho com uma ação litúrgica no templo, como havia começado (cf. 1,9). A 1ª leitura narra a ascensão como coroamento da obra redentora realizada por Jesus e apelo para anunciar a vida nova do Reino. Ungidos com o Espírito Santo, os discípulos testemunharão Cristo e sua mensagem de esperança até os confins da terra. O salmo louva e exalta o Senhor, que estabelece seu reinado sobre todos os povos. A 2ª leitura acentua que Deus revelou a grandeza do seu amor na ressurreição e exaltação de Cristo, constituído-o Senhor do universo, cabeça da Igreja, que é o seu corpo.

2. Atualizando

Cristo, ascendendo à glória, abre o caminho para o Pai e impele a testemunharmos a força vitoriosa de sua ressurreição. Como participantes do corpo de Cristo, somos chamados a “dar uma contribuição incisiva para o anúncio cristão” (cf. Verbum Domini, 125).

3. A palavra de Deus na celebração

Exultantes de alegria pascal e fervorosa ação de graças, participamos da mesa da Palavra e da eucaristia. Ele continua vivo no meio de nós. Alimenta-nos com sua palavra e com seu corpo e sangue, nas mesas que nos faz um e nos abre ao diálogo com outras Igrejas. Nesta semana de oração pela unidade das Igrejas cristãs, que o Senhor nos faça testemunhas da paz e do amor.

4. Dicas e sugestões

Destacar o envio em missão, no final da celebração.


DOMINGO DE PENTECOSTES
19 de maio de 2013
1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 2,1-11; Salmo 104(103); 1Coríntios 12,3b-7.12-13; João 20,19-23

Jesus ressuscitado se manifesta na comunidade reunida no primeiro dia da semana em memória de sua páscoa. Ele comunica a paz e sua presença, identificada com os sinais da paixão, alegra e motiva a superar o medo. Do seu lado transpassado flui a vida nova, o Espírito (7,37-39), dom da entrega na cruz por amor (19,30). O sopro do Espírito infunde a vida e proporciona criar um mundo reconciliado de paz e fraternidade. Evoca Gn 2,7, quando Deus soprou e tornou o ser humano vivente, capaz de seguir o desígnio criador. Jesus envia os discípulos a testemunhar o dom da paz, a fim de reconciliar o mundo com Deus, contribuindo para libertá-lo das forças do mal. O Espírito leva a permanecer em comunhão com Cristo ressuscitado, como os ramos ligados à videira, para produzir muitos frutos (15,1- 17), para sair de si e colaborar na realização plena do Reino de Deus. Na 1ª leitura, o vento forte e o fogo simbolizam a manifestação de Deus, iluminando a caminhada do povo (Ex 13,21). O Espírito é como um fogo, que proporciona escutar e anunciar a palavra de Cristo na própria língua, nas diferentes culturas. No salmo, Deus oferece o dom da vida às criaturas através de seu espírito ou sopro vital. A 2ª leitura ressalta a comunhão no mesmo Espírito, na diversidade de dons, ministérios e atividades, suscitados em benefício da comunidade, corpo de Cristo. Reconhecendo Jesus como Senhor, o Ressuscitado, vivemos a vida nova como força unificadora contra todas as divisões.

2. Atualizando

Pentecostes coroa de alegria o tempo pascal e salienta que a diversidade das raças é unificada pelo amor. Conduzidos pela força do Espírito Santo, possamos ser portadores da paz do Ressuscitado, construindo um mundo renovado.

3. A palavra de Deus na celebração

Em pentecostes recebemos o Espírito, plenitude da páscoa, que nos faz comunidade aberta a todos os povos. Na celebração o Espírito transforma o pão e o vinho em corpo e sangue de Cristo e nos faz um só corpo por Cristo, com Cristo e em Cristo para continuar a sua missão no mundo.

4. Dicas e sugestões

Os membros da comunidade podem acender suas velas no círio pascal antes do canto da sequencia e permanecer com as velas acesas até o final da proclamação do evangelho. Outras sugestões vejam: Dia do Senhor: ciclo pascal ABC de Penha Carpanedo e Marcelo Guimarães, São Paulo, Apostolado Litúrgico/Paulinas, p. 241-252; 362-372.


DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE
26 de maio de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Provérbios 8,22- 31; Salmo 8; Romanos 5,1-5; João 16,12-15

O evangelho acentua que o mistério do amor de Deus Pai é revelado pelo Filho e permanece atuante através do Espírito. Jesus, antes de sua páscoa, orienta os discípulos a pautarem a vida com seus ensinamentos. As palavras e as ações realizadas pelo Mestre serão compreendidas plenamente após sua ressurreição, mediante o Espírito da Verdade que guiará em toda a verdade (16,13). O Espírito proporciona conhecer as Escrituras, o plano de amor do Pai realizado na obra redentora do Filho. A ação eficaz do Espírito Santo resulta da comunhão perfeita entre o Pai e o Filho: Eu e o Pai somos um (10,30). Tudo o que o Pai tem pertence a Jesus, pois foi revelado através de sua vida e missão. Como Jesus, glorificou o Pai pela obra salvífica (5,19-21), o Espírito glorificará Jesus, porque receberá do que é dele para anunciá-lo aos discípulos que realizarão grandes obras em seu nome: Quem crê em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas (14,12). A 1ª leitura salienta que a sabedoria divina está presente em todas as coisas criadas e se alegra em estar com os filhos dos homens. O salmo é um hino de louvor ao Criador pelas suas obras, sendo aplicado a Cristo coroado de honra e glória por causa de nossa salvação (Hb 2,5-9). A 2ª leitura ressalta que o amor de Deus manifestado na vida, morte e ressurreição de Cristo e derramado em nossos corações pelo Espírito Santo possibilita viver na esperança, que não decepciona.

2. Atualizando

Somos impelidos a “crer num só Deus que é Amor (cf. 1Jo 4,8): o Pai que enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor” (Porta da Fé).

3. A palavra de Deus na celebração

Reunimo-nos para celebrar o louvor ao Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Participando do mistério trinitário comprometemo-nos a construir a unidade em todo o nosso viver.

4. Dicas e sugestões

O sinal da cruz e a saudação inicial podem ser cantados, cuidando de manter o texto do missal. Na oração eucarística III, o prefácio da Santíssima Trindade pode ser cantado (letra e música no Hinário III, CNBB, p. 65-68).


SOLENIDADE DO CORPO E SANGUE DE CRISTO
30 de maio de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Gênesis 14,18-20; Salmo 110(109); 1Coríntios 11,23-26; Lucas 9,11b-17

A multiplicação dos pães ressalta a missão salvífica de Jesus, que veio saciar a fome mediante a entrega da vida. Após o retorno da atividade missionária dos apóstolos, isto é, os enviados, Jesus retira-se com eles para Betsaida (9,10). Em oração, como de costume (5,16), ele mostra que o caminho do discipulado consiste em compartilhar sua missão (9,1-6), mas também sua entrega e destino, simbolizados pela cruz (9,18-27). As multidões seguem Jesus, pois eram como ovelhas sem pastor (Mc 6,34). Os discípulos ainda não compreendem a Boa Nova do Reino, pois aconselham despedir o povo, para que possa ir aos povoados e campos vizinhos procurar comida e hospedagem. O Mestre ensina a praticar a solidariedade com seu exemplo e ordena de forma imperativa: Dai-lhes vós mesmos de comer. No relato da instituição da eucaristia (22,19) e do encontro do Ressuscitado com os discípulos de Emaús (24,30), Jesus abençoou o pão, partiu-o e deu aos discípulos. Sua entrega total por amor proporcionou saciar a fome plenamente e encher doze cestos com as sobras. Melquisedec, na 1ª leitura, ao oferecer pão e vinho, prefigura a oferta de Cristo. O salmo é aplicado, em Hb 7, a Cristo, sacerdote para sempre. Na 2ª leitura, o pão partido e o cálice simbolizam a vida de Jesus doada pela nossa salvação. Enquanto celebramos a eucaristia, memorial e anúncio de sua morte e ressurreição, aguardamos a realização plena do Reino.

2. Atualizando

O pão repartido é sinal da presença de Jesus na comunidade que vence a fome e a marginalização. Por meio da comunhão no corpo e sangue de Cristo participamos de sua entrega e nos comprometemos a partilhar.

3. A palavra de Deus na celebração

A solenidade de hoje, eco da celebração da quinta-feira santa, nos faz experimentar de forma mística o mistério da entrega do Senhor Jesus. A comunhão com Cristo nos compromete a viver o amor fraterno, a partilha solidária, enquanto aguardamos a realização plena do Reino. Celebrar o memorial da entrega de Jesus nos leva à partilha da vida e dos bens, de forma que não haja fome, miséria e injustiça no mundo em que vivemos.

4. Dicas e sugestões

Cantar a sequência proposta para a Solenidade. Onde for possível, os fiéis aproximem-se do altar na liturgia eucarística.


9º DOMINGO DO TEMPO COMUM
2 de junho de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Reis 8,41-43; Salmo 117(116); Gálatas 1,1-2.6-10; Lucas 7,1-10

No evangelho, um oficial do exército romano vive em sintonia com Jesus, pois crê em sua mensagem de salvação e se compadece do servo doente. Ao ouvir falar de Jesus enviou alguns anciãos dos judeus para pedir- -lhe que viesse curar o servo. Se um judeu frequentasse a casa de um gentio transgredia uma regra de pureza ritual e tornava-se impuro para o culto e a oração. Os anciãos insistem que o oficial merece o favor, por causa das boas ações realizadas, pois chegou a construir até uma sinagoga. Mas o oficial, excluído pela religião e por estar a serviço do império opressor, merece os benefícios da salvação pela fé no Senhor da vida, não pelas obras realizadas. Por isso, ele confia em Jesus e na força da sua palavra: Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa... E é enaltecido por Jesus: Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande. A cura revela a salvação gratuita proporcionada pela força da palavra do Senhor, o Vencedor da morte. A fé do oficial gentio, temente a Deus, mostra a abertura para o mundo não-judeu (cf. At 10,34-35). A 1ª leitura pertence a uma grande oração universal por ocasião da dedicação do templo (8,23-53). O rei Salomão suplica a Deus que atenda também as preces dos não-judeus, a fim de que todos os povos o conheçam e o invoquem. O salmo convida todas as nações a glorificar o Senhor, pois seu amor e fidelidade dura para sempre. Paulo, na 2ª leitura, enfatiza que seu ministério de apóstolo no anúncio do evangelho vem do Senhor ressuscitado.

2. Atualizando

A atitude do oficial gentio impulsiona a confiarmos em Jesus, que veio manifestar o amor do Pai e a salvação, curando as pessoas de todas as enfermidades. A força de sua palavra nos faz viver e testemunhar a fé sem fronteiras, livre de preconceitos.

3. A palavra de Deus na celebração

A assembleia reunida no Dia do Senhor é um sinal sensível e visível da salvação universal de Deus, que convoca a todos independente de merecimento ou de raça. A palavra do Senhor que é viva e eficaz toca o nosso coração e provoca em nós resposta positiva à proposta de Jesus Cristo.

4. Dicas e sugestões

Na oração dos fiéis rezemos com o coração aberto às necessidades de todas as pessoas.


10º DOMINGO DO TEMPO COMUM
9 de junho de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: 1Reis 17,17-24; Salmo 30(29); Gálatas 1,11-19; Lucas 7,11-17

Jesus, ao chegar à cidade de Naim, acompanhado pelos discípulos e uma grande multidão, encontra a procissão conduzindo um morto, filho único de uma viúva. Tal realidade deixava a viúva, já excluída de direitos, ainda mais desamparada. Por isso, Jesus se enche de compaixão, consola a viúva aflita e se aproxima do morto, deixando de lado as leis de pureza ritual, que proibiam tocar um cadáver (Nm 19,11). O jovem, movido por sua força, sentou-se e começou a falar. Então, Jesus o entregou à sua mãe, como fez Elias, quando entregou o filho à viúva de Sarepta (1Rs 17,23). Jesus, ao fazer reviver o filho da viúva, como fará com a filha de Jairo (8,49-56) e com o amigo Lázaro (Jo 11,1-44), revela-se como o Deus da vida, vencedor da morte. Ressuscitar mortos (7,22) caracteriza a identidade de Jesus como Messias, que vem revelar a plenitude da salvação através de sua vida, morte e ressurreição. Em Jesus, o Deus compassivo visita e liberta o seu povo (Lc 1,68.78). Elias, na 1ª leitura, socorre a viúva de Sarepta, pobre e estrangeira e clama a Deus pela vida do seu filho. O Senhor ouve a voz do profeta e manifesta sua salvação através das ações em favor da vida dos oprimidos. O salmista exalta o Senhor porque salvou sua vida à beira da morte, transformando a dor em alegria. Paulo, na 2ª leitura, fundamenta sua missão apostólica em Cristo ressuscitado, que o chamou por sua graça, para anunciar o evangelho a todas as gentes.

2. Atualizando

Jesus veio nos visitar, trazendo o consolo e a vida divina que permanece para sempre. Somos chamados a socorrer as pessoas desamparadas, que vivem em situações de exclusão e morte. Paulo nos ensina a enfrentar os desafios, para anunciarmos a Boa Nova.

3. A palavra de Deus na celebração

A palavra evangélica narrada por Lucas nos coloca no caminho com Jesus, como discípulos e discípulas em defesa da vida. Que o Senhor, refúgio e Salvador, abrigo e protetor, faça de nós fonte de vida e não de morte, como Cristo nosso Senhor que é o grande revelador da bondade infinita de Deus.

4. Dicas e sugestões

No final da celebração pode ser dada uma bênção especial aos doentes.


11º DOMINGO DO TEMPO COMUM
16 de junho de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: 2Samuel 12,7- 10.13; Salmo 32(31); Gálatas 2,16.19-21; Lucas 7,36-8,3
Jesus senta-se à mesa com as pessoas excluídas, para manifestar-lhes a misericórdia do Pai (cf.7,34). Ao entrar na casa do fariseu, ele é acolhido por uma mulher, que lava os seus pés, enxuga-os com os cabelos, beija-os e unge-os com perfume. A atitude generosa dessa mulher é oposta a do fariseu, incapaz de demonstrar gestos de hospitalidade. A história do credor (7,41-43) mostra que a observância legalista dificulta acolher a salvação gratuita, revelada no perdão. Quinhentas moedas de prata equivalem a quinhentos denários, sendo que um denário era a remuneração por um dia de trabalho (Mt 20,2). A dificuldade para quitar a dívida mostra que, diante do amor infinito do Pai que envia seu Filho para salvar, resta ao ser humano amar com generosidade. A cura de espíritos maus e enfermidades manifestam a força do Reino de Deus em Jesus. Como o número sete simboliza a totalidade, a libertação dos demônios expressa a adesão plena ao projeto de Jesus. Assim, essas mulheres discípulas dedicam-se ao serviço do evangelho, com gratuidade. O profeta Natã, na 1ª leitura, denuncia a violação dos direitos e as injustiças praticadas pelo rei Davi contra Urias. A palavra suscita a conversão para entrar na dinâmica do amor de Deus e na prática da justiça. O salmo convida a louvar o Senhor, pois ele perdoa sempre. Na 2ª leitura, Paulo acentua que pela fé somos transformados pela graça e participamos da vida nova que é a vida de Cristo em nós.

2. Atualizando

Jesus revela o rosto misericordioso do Pai, oferecendo a dádiva do perdão como caminho de libertação para o discipulado. A mulher anônima e as outras discípulas ensinam a testemunharmos o evangelho com ações generosas de amor.

3. A palavra de Deus na celebração

Neste domingo, somos convidados a fazer em Jesus Cristo e com Ele a experiência da afeição e do perdão, reunindo-nos como irmãos e irmãs, escutando sua Palavra e celebrando a sua entrega na eucaristia.

4. Dicas e sugestões

Na chegada, as pessoas podem ser acolhidas com água perfumada. O abraço da paz pode ser realizado no final da celebração, indo ao encontro das pessoas menos conhecidas.


12º DOMINGO DO TEMPO COMUM
23 de junho de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Zacarias 12,10- 11;13,1; Salmo 63(62); Gálatas 3,26-29; Lucas 9,18-24
Jesus, após a multiplicação dos pães (9,10-17), retira-se para orar com os discípulos e pergunta: Quem dizem as multidões que eu sou? Os discípulos são chamados a dar uma resposta pessoal, pois compartilham a vida e a missão do Mestre. A profissão de fé que Pedro faz, em nome do grupo, focaliza o ministério de Jesus, que veio salvar as pessoas necessitadas, cumprindo as profecias antigas. A ordem de silêncio indica que a identidade do verdadeiro Messias está associada à cruz. Os discípulos só compreenderão plenamente a missão do Messias à luz de sua páscoa. A fidelidade de Jesus ao Reino de Deus aumentará a rejeição dos adversários. O caminho da cruz revela que Jesus não é um Messias triunfalista, mas solidário com a vida e o sofrimento do povo. O Filho do Homem será crucificado, pois liberta os excluídos (5,24), coloca o sábado a serviço da vida (6,5). A cruz aparece no centro do convite de Jesus aos seus seguidores. É preciso renunciar a si mesmo e tomar a cruz cada dia. O compromisso profundo com o Mestre é a razão para entregar a vida a serviço do Reino. Na 1ª leitura, o povo oprimido pelo sofrimento é chamado à conversão, a voltar-se para o Deus misericordioso. O salmista expressa a busca de Deus através da imagem do deserto, que necessita de chuva para encher-se de vida. A 2ª leitura ressalta que somos filhos de Deus, chamados a viver a vida nova em Cristo, superando assim as barreiras de raça, gênero e classe social.

2. Atualizando

Jesus, embora rejeitado, permaneceu fiel até a doação total da vida. Seu exemplo nos ilumina a trilhar o caminho da cruz, no serviço ao Reino. Sua presença nos proporciona viver a vida nova, pois não há mais judeu ou grego, escravo ou livre, homem ou mulher.

3. A palavra de Deus na celebração

Na celebração atualizamos no aqui e agora da nossa vida, o mistério de Cristo, que passa pela cruz, pela morte e conduz à vida. Jesus Cristo nos salva perdendo-se a si mesmo. Em comunidade de fé celebramos a nossa páscoa dominical renovando a nossa adesão a Cristo e sempre mais nos revestindo dele.

4. Dicas e sugestões

Valorizar a entrada na cruz na procissão de entrada, ladeada com velas e deixada em lugar de destaque durante a celebração.


SOLENIDADE DOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO
30 de junho de 2013

1. Aprofundando os textos bíblicos: Atos 12,1-11; Salmo 34(33); 2Timóteo 4,6-8.17-18; Mateus 16,13-19
Jesus conversa com os discípulos a respeito da própria identidade, pois sua atuação era comparada por muitos aos grandes profetas: João Batista, Elias, Jeremias. Os discípulos, representados por Pedro, manifestam a adesão pessoal ao Mestre, reconhecendo-o como o Cristo, o Filho do Deus vivo, título que resume a fé da comunidade cristã (1,1.16; 3,17; 14,33; 27,54). A Igreja está fundamentada sobre a pedra angular, que é Cristo, morto e ressuscitado, professado pela fé dos apóstolos. As forças do inferno, opostas ao Reino de Deus, não podem abalar os seus fundamentos. Como Pedro, os que professam a fé na comunidade dos discípulos de Jesus, a Igreja, recebem a missão de administrar as chaves do Reino dos Céus. Colocam-se a serviço do Reino, procurando abrir as suas portas a quem procura a Deus. Assumem o compromisso de desligar, de romper com as situações de pecado que escravizam e impedem de celebrar a salvação. A 1ª leitura mostra um contexto de perseguição e morte contra as lideranças das comunidades cristãs. Enquanto Pedro revive o destino de Jesus na prisão, a Igreja ora continuamente. A ação de Deus vence o poder opressor de Herodes e liberta Pedro. O salmista bendiz o Senhor, pois ele o livrou de todas as aflições. Na 2ª leitura, Paulo faz a experiência do abandono confiante nas mãos de Deus. Seu ensinamento testemunha a fidelidade e a dedicação no anúncio do evangelho: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

2. Atualizando

Bendizemos a Deus pelos grandes apóstolos Pedro e Paulo, pois testemunharam a fé e doaram suas vidas por causa da Boa Nova de Cristo. Eles nos ensinam a colocar a confiança em Jesus, a pedra angular, para perseverarmos no caminho e recebermos a coroa da justiça.

3. A palavra de Deus na celebração

Pedro e Paulo como Cristo, viveram a morte e a alegria da libertação e da salvação realizada por Deus. Nesta eucaristia em que fazemos memória da páscoa do Cristo recordamos estas testemunhas da fé e os mártires de todos os tempos. Entreguemos também a nossa vida e a vida da Igreja.

4. Dicas e sugestões

Após a homilia, a comunidade pode retomar a confissão de fé de Pedro e renovar sua própria profissão de fé, por meio do “Creio” dialogado.

Ir. Veronice Fernandes é discípula do Divino Mestre. Possui mestrado em liturgia, é membro do Centro de Liturgia e assessora cursos de formação litúrgica.
Ir. Helena Ghiggi é discípula do Divino Mestre, mestra em Bíblia e assessora cursos de formação bíblica.