18º Domingo do Tempo Comum - ano B

Roteiros de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a. As leituras são tomadas do Lecionário dominical (portanto o que está sugerido aqui pode ser útil também para quem prepara a eucaristia). Para a ação de graças, sugerimos uma oração recitada, mas há versões cantadas. Cf. CD COMEP, Ação de Graças no Dia do Senhor.

RITO DA CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA
18º domingo do Tempo comum – B
Domingo do verdadeiro pão do céu.

Procurando o rosto do Senhor, recebemos dele o mandato de trabalhar pelo alimento que permanece até a vida eterna. Pedimos que ele sempre nos dê deste pão e reconhecemos nele o pão da vida.

- Canto de abertura
Meu Deus, vem libertar-me!, H3, p. 124; Eis, meu povo, o banquete, H 3, p. 312; Eu creio num mundo novo, ODC, p. 268; Ah! Se o povo de Deus, ODC, p. 121.

1. RITOS INICIAIS

CHEGADA
Enquanto as pessoas vão chegando, o(a) animador(a) do canto vai ensaiando as músicas, sobretudo a parte da assembléia, e o faz de tal maneira que já vai criando um clima de oração. Momentos antes da celebração, a assembléia pode ser convidada a se preparar pelo silêncio ou através de um refrão meditativo, por exemplo: “Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus aí está”. O refrão termina bem baixinho, o silêncio se prolonga e só então se anuncia o canto de abertura.

• CANTO DE ABERTURA E PROCISSÃO
No meio da tua casa, H 3, p. 123; Nós recebemos, Deus, vossa misericórdia, H 3, p. 384.
Entram em procissão os acólitos com o incenso, a cruz e as velas. Também o leitor, com o livro das leituras, e o coordenador ou coordenadora da celebração...

• SINAL-DA-CRUZ
• SAUDAÇÃO

C: A paz do Senhor esteja com vocês.
T: O amor de Cristo nos uniu.

• ACOLHIDA, SENTIDO DA CELEBRAÇÃO E RECORDAÇÃO DA VIDA
O(a) animador(a), ou quem preside, com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes.
Introduz o sentido do domingo e convida a assembléia a lembrar fatos que são sinais da páscoa do Senhor, acontecendo hoje em nossa vida, na comunidade, no mundo...


• ATO PENITENCIAL
• HINO DE LOUVOR
• ORAÇÃO INICIAL

Mostra, Deus da vida,
o teu bem-querer a esta comunidade reunida
e dirige o povo que te reconhece como pastor e guia.
Manifesta a tua misericórdia sobre toda a tua criação
e ajuda-nos a preservar a terra
para que todos os seres criados
tenham vida em abundância.
Oremos em nome de Jesus, nosso Senhor. Amém.

Ou:

Ó Deus da consolação,
tu sustentaste teu povo no deserto
e lhe deste maná para comer.
Chegada a plenitude dos tempos,
tu nos enviaste o verdadeiro pão do céu,
Jesus Cristo, teu filho amado.
Concede a todos nós a graça de segui-lo
nas lutas da vida e de ter sempre
fome e sede de seu amor.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

2. LITURGIA DA PALAVRA
As introduções das leituras que seguem, é mais uma ajuda para a equipe que vai preparar a celebração. Melhor não fazer tais introduções na celebração. Sugerimos que se cante um refrão antes de começar as leituras:
Tua Palavra é lâmpada para meus pés, Senhor.
Lâmpada para meus pés e luz, luz para o meu caminho. (bis)

• 1ª LEITURA: Êxodo 16,2-4.12-15
A situação do povo de Deus no deserto é precária. O projeto de libertação é duro e exigente. Diante das dificuldades da caminhada, a tentação é cair fora e trocar a liberdade por um pouco de pão e carne. Ouvindo como Deus vai ao encontro do povo nesta circunstância, vamos acolher o que ele diz para nós hoje.

• SALMO DE RESPOSTA 78(77) (H 3, p. 158-159)
Bendigamos o Senhor pelo maná no deserto e pela fecundidade da terra que nos dá, a cada dia, o sustento de nossa vida.

O Senhor deu a comer o pão do céu.
1. Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,
e transmitiram para nós os nossos pais,
não haveremos de ocultar a nossos filhos,
mas à nova geração nós contaremos.

2. Ordenou, então, às nuvens lá dos céus
e as comportas das alturas fez abrir;
fez chover-lhes o maná e alimentou-os,
e lhes deu para comer o pão do céu.

3. O homem se nutriu do pão dos anjos,
e mandou-lhes alimento em abundância.
Conduziu-os para a terra prometida,
para o monte que seu braço conquistou.

• 2a LEITURA: Efésios 4,17.20-24
À comunidade de Éfeso, composta em sua grande maioria de pagãos convertidos, Paulo deixa claro a atitude e o comportamento cristão.

• ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (H 3, p. 226)
Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!
O homem não vive somente de pão,
mas vive de toda palavra que sai
da boca de Deus, e não só de pão,
amém, aleluia, aleluia!

• EVANGELHO: João 6,24-35
Continuamos a ouvir o discurso sobre a multiplicação dos pães e seu sentido para nós que estamos no seguimento de Jesus.

• EVANGELHO: Marcos 6,1-6
Jesus se encontra na sinagoga, onde lê e comenta o texto bíblico. Escutemos como Marcos conta a atitude dos conterrâneos de Jesus diante de sua palavra e ação.

- Proclamação do evangelho
Enquanto se canta a aclamação o leitor se desloca para proclamar o evangelho: se inclina diante do altar e reza em silêncio:
Purifica, Senhor, meu coração e meus lábios,
para que eu anuncie dignamente o teu evangelho.
Se o evangeliário estiver sobre o altar, os acólitos tomam as velas e acompanham o trajeto do leitor, levando o livro do altar para a estante. Caso contrário, depois de rezar diante do altar, o leitor, acompanhado pelos acólitos, vai diretamente à estante, abre o livro e saúda a assembléia dizendo:
L: O Senhor esteja com vocês.
T: Ele está no meio de nós.
Fazendo o sinal-da-cruz no livro, na fronte, na boca e no peito, anuncia:
L: Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos
T: Glória a vós Senhor.
Incensa o livro, proclama o evangelho e conclui a proclamação, dizendo:
L: Palavra da salvação.
T: Glória a vós, Senhor.
Mostra o livro para a assembléia, que se inclina num gesto de adesão à Palavra.

• PARTILHA DA PALAVRA – dica para a homilia

Jesus, vendo a multidão faminta, não podia encontrar uma maneira mais adequada de expressar o amor de Deus do que repartir o pão com fartura. O povo está fascinado pelo milagre da multiplicação dos pães. Mas há o perigo de se acomodar e de criar uma dependência no nível do imediato. Jesus desvela este equívoco e mostra que a multiplicação dos pães é um sinal que aponta para a partilha dos bens da criação e para uma dimensão mais profunda do que simplesmente a de comer e ficar saciado.
É muito comum, ao lidarmos com o pobre, o sofredor de rua, por exemplo, imediatamente pensarmos na comida. É como se a pessoa se reduzisse à sua necessidade. A própria pessoa que vive em tal situação acaba condicionando suas relações ao fato de precisar receber alimento ou qualquer outra coisa que satisfaça sua necessidade imediata. A convivência e a amizade com estas pessoas, no entanto, nos ajudam a descobrir que elas, além de fome, têm história, têm sonhos e desejos, sentem saudade, têm fé e têm capacidade de escolher. O pão é muito importante, mas o fundamental é que a pessoa se sinta gente e possa se expressar, possa decidir a sua vida e dar de si, mesmo vivendo em situação-limite.
O sinal que Jesus realiza é um convite à generosidade como resposta ao amor de Deus, manifestado nele. Não é apenas doação de alguma coisa (o pão), mas proposta de uma relação amorosa que deve levar a uma entrega aos outros, como Jesus fez. Na celebração, repartindo o pão em memória da entrega de Jesus, acolhemos o amor de Deus que se manifesta em todo gesto de partilha e de solidariedade. Que ele nos renove e nos consagre totalmente na escola do seu serviço.

• PROFISSÃO DE FÉ
• PRECES


C: Irmãos e irmãs, Jesus intercede agora por todo o seu povo junto do Pai.
Vamos nos unir à sua prece, dizendo:

T: Escuta-nos, Senhor.

- Realiza tua promessa de paz a todos os povos, que se acabem os conflitos entre nações, que não haja discórdia nas famílias.
- Envia a força renovadora do teu Espírito sobre todas as Igrejas cristãs, para que testemunhem no mundo a alegria da ressurreição.
- Ouve, Senhor, o clamor do teu povo que sofre a humilhação do desemprego e da miséria.
- Liberta os prisioneiros, restitui a luz aos cegos, acolhe os órfãos e as viúvas.

Preces espontâneas...

C: Deus, nossa força e proteção, atende as nossas preces e guia-nos em teus caminhos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

3. AÇÃO DE GRAÇAS E RITO DA COMUNHÃO

• COLETA FRATERNA
É o momento de trazer donativos ou oferta em dinheiro para as necessidades da comunidade, enquanto a assembléia canta: Utopia; Quem disse que não somos nada; Os cristãos tinham tudo em comum...

• DA PALAVRA À REFEIÇÃO
O(a) animador(a) convida a assembléia a se aproximar do altar. Vejam em cada domingo o convite para passar “Da palavra à refeição”. Alguém traz o pão consagrado e o coloca sobre o altar. Todos fazem uma breve inclinação.

Vamos dar graças a Deus e repartir entre nós o pão consagrado, memória viva do corpo do Senhor. Que esta comunhão nos firme no caminho da consagração ao reino e na comunhão do seu amor.

Vós sois o caminho, a verdade e a vida,
o pão da alegria descido do céu.

• ORAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS
O(a) coordenador(a), ocupando o lugar no altar, convida a assembléia para o louvor:

C: O Senhor esteja com vocês!
T: Ele está no meio de nós!
C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!
T: É nosso dever e nossa salvação!

C: Nós te damos graças, ó Deus da vida,
porque neste dia santo de domingo
nos acolhes na comunhão do teu amor
e renovas nossos corações
com a alegria da ressurreição de Jesus.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Esta comunidade aqui reunida
recorda a vitória sobre a morte,
escutando a tua Palavra e repartindo o pão,
na esperança de ver o novo céu e a nova terra,
onde não haverá fome, nem morte, nem dor,
e onde viveremos na plena comunhão do teu amor.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Por este sinal do corpo do teu Filho,
expressamos nosso desejo de corresponder
com mais fidelidade à missão que nos deste
e invocamos sobre nós o teu Espírito.
Apressa o tempo da vinda do teu reino,
e recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.

T: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

C: Toda a nossa louvação chegue a ti
em nome de Jesus, por quem oramos
com as palavras que ele nos ensinou:

T: Pai nosso..., pois vosso é o reino,
o poder e a glória para sempre.

• ABRAÇO DA PAZ
A: Irmãos e irmãs, por sua morte e ressurreição, o Cristo nos reconciliou! Neste mesmo gesto, vamos transmitir uns aos outros a alegria da reconciliação, através do abraço da paz!

• RITO DA COMUNHÃO
C: Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida.
Quem vem a mim nunca mais terá fome
e o que crê em mim nunca mais terá sede”.
Mostrando o pão consagrado:
Eis o Cordeiro de Deus,
aquele que tira o pecado do mundo!
T: Senhor, eu não sou digno(a)...

Partilha do pão consagrado – canto: ver em cada domingo.

Eu sou o pão necessário, H 3, p. 268-269; A mesa tão grande e vazia, ODC, p. 391; O Senhor poderoso em amor, ODC, p. 218.

- Oração final
Ó Senhor, tu és pão para a nossa fome.
Abençoa a terra e o trabalho de nossas mãos,
para que nunca falte pão em todas as mesas,
e ajuda-nos a buscar o alimento da comunhão,
da convivência humana e da vida eterna.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

4. RITOS FINAIS

• COMUNICAÇÕES
• BÊNÇÃO

C: O Deus da paz, que nos deu a alegria de celebrar este domingo,
guarde-nos em seus caminhos, e nos abençoe,
ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

A: Vamos em paz e,
ao longo de toda esta semana,
bendigamos ao Senhor.
T: Graças a Deus.