Ofício no Tríduo Pascal - Roteiros de Ofícios para o Tríduo

Tríduo Pascal


TRIDUO PASCAL

PAIXÃO, SEPULTURA E RESSURREIÇÃO DO SENHOR

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1. INTRODUÇÃO No tríduo da paixão, sepultura e ressurreição do Senhor celebramos a vitória de Jesus sobre a morte; nos animamos uns aos outros na esperança de ver o amor triunfar em nosso mundo ainda tão marcado pela violência.

A celebração da Ceia do Senhor, nas horas vespertinas da Quinta-feira Santa, tem caráter mais propriamente de ‘primeiras vésperas’ da ‘bem-aventurada paixão’, acenado já na antífona de abertura: Quanto a nós devemos gloriar-nos na cruz... O mistério central é a entrega do Senhor, no corpo dado e no sangue derramado. Retomamos, neste dia, o verdadeiro sentido da eucaristia: fazer o que Ele fez em sua memória: a ceia e o lava-pés.

A adoração eucarística depois da Ceia do Senhor sublinha a presença permanente de Cristo sob as espécies eucarísticas, mas não é o ápice desta noite.  Apesar da solenidade da procissão (com velas e incenso) o que deve predominar é a sobriedade, para não se perder a densidade da Ceia do Senhor e sua continuidade com a paixão. Nesta noite, o sacramento seja conservado num tabernáculo ou cibório fechados, nunca exposto em ostensório (cf. PCFP, 55).

“A piedade popular é particularmente sensível à adoração do Santíssimo Sacramento... É preciso que  os fiéis sejam esclarecidos não tanto com explicações catequéticas, mas pela maneira de proceder.  A experiência tem mostrado a importância de valorizar o canto dos salmos nesta adoração. “Pode ser lida uma parte do Evangelho de João (13-17)” (PCFP, 56), mais ligado com a paixão do que com a presença real. Há uma boa proposta no Ofício Divino das Comunidades (cf. roteiro da adoração, abaixo).

Na Sexta-feira santa, celebrando a bem-aventurada e gloriosa Paixão, a Igreja comemora o seu próprio nascimento do lado de Cristo na cruz (cf. PCFP, 58) pela qual fomos marcados no batismo e nos tornamos discípulos/as de Cristo, que superou o fracasso humano com um amor que vence a morte.

É recomendada a celebração do ofício divino com a participação do povo para contemplar em piedosa meditação a paixão e  morte do Senhor, (cf. PCFP, 40 e 62). Com ofícios bem organizados em nossas comunidades, estaríamos oferecendo algo consistente à assembleia litúrgica e aos “peregrinos” que visitam as igrejas neste horário. “Ofício Divino das Comunidades” e “Liturgia das Horas” completam-se na preparação desses momentos comunitários de oração. (vejam roteiros do ofício da manhã e meio dia, abaixo).

Durante o Sábado Santo (segundo dia do tríduo) “a Igreja permanece junto do sepulcro do Senhor, meditando a sua paixão e morte, a sua descida aos infernos, e esperando na oração e no jejum a sua ressurreição” (PCFP, 73). É momento de meditar sobre a sepultura do Senhor, certificação de sua morte, pertencente à forma mais antiga da fé: ‘Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras’ (1Cor 15,3-4). Dia de silêncio e espera, com a mesma atitude das mulheres-discípulas que ficaram vigiando o sepulcro. Diante da sepultura de Jesus, compreendemos que o absurdo pode ser transformado em graça, o inaceitável, em caminho de salvação. É espera confiante na escuta da Palavra.

Recomenda-se com insistência a celebração comunitária do oficio divino com a participação do povo (cf. PCFP, 73 e 40). A comunidade reunida na igreja (não na capela da reposição), encontrará nos salmos, nos próprios relatos evangélicos referente ao sepultamento de Jesus e no texto patrístico do sábado santo, rica expressão do mistério deste dia.

Os catecúmenos são convidados a participar do “recolhimeno” de toda a comunidade. Há ritos previstos:  o “éfeta”, a recitação do creio, o sentido do nome... E pode se organizar para eles  um retiro no sábado à tarde.

“O Domingo de Páscoa é a máxima solenidade do ano litúrgico” (DPPL, 148). Com efeito, a ressurreição de Cristo é o fundamento da nossa fé e da nossa esperança, no qual fomos inseridos por meio do Batismo e da Confirmação: mortos, sepultados e ressuscitados com Ele (cf. PCFP 80).  Segundo uma antiga tradição, a noite da páscoa é consagrada ‘em honra do Senhor’ e ‘a Vigília que nela se celebra, comemorando a noite santa em que o Senhor ressuscitou, deve ser considerada a ‘mãe de todas as santas vigílias’.

Ao anunciar a vigília pascal, evite-se apresentá-la como celebração do Sábado Santo, e sim como celebração ‘da noite da Páscoa  (cf. PCFP 95). O que é sugerido para todos os domingos do ano, no domingo da ressureição recomenda-se de maneira especial: em lugar do ato penitencial, “a aspersão com a água benzida durante a celebração da vigília”. (cf. PCFP, 97).

No domingo da páscoa,  “conserve-se, onde ainda está em vigor ou segundo a oportunidade, instaure-se a tradição de celebrar as vésperas batismais do dia da Páscoa, durante as quais ao canto dos salmos se faz a procissão à fonte” (PCFP, 98).

Veja roteiros para o ofício da manhã, ofício da tarde (simples) e ofício da tarde com procissão à fonte batismal.

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Sobre o Ofício das Vésperas do domingo da Ressurreição, cf. artigo de Danilo Cesar, na Revista de Liturgia, n. 224. Março/abril, 2011, p. 4.