Edições Anteriores
  • Edição 264

  • Edição 263

  • Edição 262

  • Edição 261

  • Edição 260

  • Edição 259

  • Edição 258

  • Edição 257

  • Edição 256

  • Edição 255

  • Edição 254

  • Edição 253

EUCARISTIA – SANTA CEIA – Terceira parte - 9º Encontro

LITURGIA E VIDA: caminho de espiritualidade, jovens e adultos

Este é o nono roteiro da série "Liturgia e Vida", voltada para a formação espiritual dos/as jovens. Os roteiros são preparados para encontros de quatro horas de duração e procuram trabalhar os elementos básicos da espiritualidade litúrgica. Um dos objetivos deste material é ajudar os/as jovens a descobrirem na liturgia uma fonte permanente de espiritualidade, no seguimento de Jesus.


Roteiro para os coordenadores

 


Material: Um pão árabe (ou comum) sobre um prato; um pouco de vinho; uma taça de vidro; cópia da parte do Missal Romano que traz a “Apresentação das oferendas”, a “Oração eucarística II” e o “Rito da comunhão”; folhas com a Oração eucarística II; duas toalhas de mesa; pano para cobrir o pão e o vinho; duas velas com suporte (pratinho ou castiçal)
Ambiente: Diante dos participantes, mesa com toalha, cálice vazio e velas; mesinha atrás dos participantes com o pão e o vinho (cobertos até a hora da vivência).


1. Preparação do ambiente


2. Chegada e acolhimento


3. Ofício ou oração inicial (30 ou 10 min)


4. Recordação da vida (10 min)


5. Conversa sobre a apresentação do pão e do vinho (10 min). [Neste encontro fazemos a “retomada das atividades de casa em vários momentos”. Começamos perguntando sobre a observação que fizeram da Missa e retomamos a apresentação do pão e do vinho]. [Ver na Folha dos participantes, n. 1].

6. Vivência da apresentação (5 min). [Um dos coordenadores estará preparado para vivenciar com os participantes o rito da apresentação do pão e do vinho. Pede-se que dois participantes tomem parte da procissão do pão e do vinho. Se a resposta da assembleia for cantada, é feito um pequeno ensaio da música. A seguir todos se levantam. O coordenador pergunta aos participantes qual a atitude interior que corresponde ao rito que vamos vivenciar. Os escolhidos dirigem-se à mesinha onde estão o pão e o vinho e, pausadamente, trazem os dons até o altar. Pode haver uma música instrumental durante a procissão. O coordenador recebe o pão, estende os braços na direção da mesa (fazendo uma pequena elevação) e diz a oração “Bendito sejais”. Em seguida coloca o prato com o pão sobre a mesa. A assembleia canta ou recita: “Bendito seja Deus para sempre!”. Depois, o coordenador coloca o vinho no cálice e faz o mesmo gesto com as palavras correspondentes. E a assembleia torna a bendizer a Deus]. [Folha, n. 2]

7. Conversa sobre a vivência (5 min). [a) Um dos coordenadores pergunta aos que trouxeram os elementos para a Santa Ceia, como viveram o gesto e o que sentiram. b) Depois faz a mesma pergunta para os demais participantes. c) Finalmente lembra que nem sempre é feita essa procissão na Missa; nesse caso quem leva o pão e o vinho são os próprios ajudantes do altar].

8. Conversa sobre a coleta. (5 min). [Folha, n. 3]


9. Conversa sobre o convite à “oração sobre as oferendas”. (10 min) [Folha, n. 4]


10. Conversa sobre a oração eucarística
(15 min). [O coordenador que conduzir esta parte, distribui as folhas que reproduzem a oração eucarística. Alguém faz uma leitura pausada da oração. Depois o coordenador pede que os grupos que conseguiram estudá-la em casa, deem sua contribuição, comentando os pedaços que acharam mais interessantes]. [Folha, n. 5]


11. Conversa sobre o diálogo no começo da oração eucarística. (10 min) [Folha, n. 6]

12. Vivência do diálogo (5 min). [O coordenador desta parte pede que alguns participantes se disponham a fazer uma vivência sobre o diálogo da oração eucarística. Eles se deslocam para a frente e se colocam ao redor da mesa. São motivados então a se concentrar para fazer a vivência com autenticidade. Um dos coordenadores fará a parte do padre e, se possível, também os gestos. Os participantes darão as respostas].

13. Conversa sobre o prefácio e o “Santo” (10 min). [Folha, n. 7]

14. Vivência do canto “Santo” (5 min). [Todos os participantes são envolvidos nesse canto. Antes de começar, o coordenador responsável dará motivação para que a atitude interior seja de louvor a Deus. Naturalmente, terá que ser escolhida uma das músicas conhecidas pelos participantes].

15. Intervalo (30 min)

16. Conversa sobre a “epiclese” (10 min). [Folha, n. 8]

17. Refrão “Nós somos muitos” (5 min). [Folha, n. 9]

18. Vivência de união (5 min). [De acordo com as possibilidades do local, os participantes, de pé, são convidados a cantar o refrão e a darem o braço um ao outro, formando uma corrente para significar a unidade em Cristo]

19. Conversa sobre o relato da instituição e a aclamação memorial (10 min). [O coordenador deverá preparar-se para esta conversa, inclusive sabendo orientar a respeito da postura corporal, ou seja, o costume de ajoelhar-se e a inclinação para os que não podem ajoelhar-se]. [Folha, n. 10]

20. Canto da aclamação memorial (5 min). [Um coordenador entoa: “Eis o mistério da fé”. E a assembleia faz uma das aclamações memoriais]

21. Conversa sobre as intercessões (10 min). [O coordenador deve estar preparado para identificar as intercessões na oração eucarística: pela Igreja e seus pastores, pelos falecidos, pela comunidade que celebra a Eucaristia]. [Folha, n. 11]

22. Canto “Hoje é dia de reza” (5 min). [Folha, n. 12]


23. Conversa sobre a comunhão (10 min). [Folha, n. 13]


24. Cochicho (10 min). [Folha, n. 14]


25. Plenário (10 min). [Um coordenador estimula os participantes a partilharem o que conversaram entre si]. [Folha, n. 14]


26. Tarefa para casa (5 min). [Folha, n. 15]


27. Confraternização

 

EUCARISTIA – SANTA CEIA – TERCEIRA PARTE

Folha dos participantes

 

1. Procissão de apresentação do pão e do vinho
a) De acordo com a observação feita, podemos responder: O que acontece na Missa depois das preces (oração universal)? Podemos fazer, com a colaboração de todos, uma sequência da liturgia eucarística.
b) Podemos comentar a procissão do pão e do vinho. Esse rito é chamado de “procissão” porque são trazidos até o altar e entregues ao padre o pão e o vinho que serão usados na liturgia eucarística. Essa procissão é chamada também de procissão das oferendas ou procissão dos dons.
c) Em nossa comunidade é feita a procissão do pão e do vinho? Alguém já participou dessa procissão?
d) Para essa procissão geralmente é dada preferência a pessoas que participam regularmente da Missa e Celebrações da Palavra e são comungantes. Sabem por quê?
e) O pão e o vinho trazidos em procissão e entregues ao padre, nesse momento, representam o “fruto da terra e do trabalho humano”, uma síntese de tudo o que vem do chão e de tudo que é transformado pelo trabalho dos homens e das mulheres. Eles são colocados diante de Deus, como reconhecimento que são fruto da bondade de Deus. Deus transformará esses frutos, durante a oração eucarística, em “pão da vida” e “vinho da salvação”.
f) Vocês concordam que pão e vinho são “fruto da terra e do trabalho humano”. Por quê?
g) O que significa mesmo “pão da vida” e “vinho da salvação”?

2. Vivência da apresentação do pão e do vinho
Enquanto apresenta o pão, o padre diz: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.
Assembleia: “Bendito seja Deus para sempre!”
Enquanto apresenta o vinho, o padre diz: “Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Assembleia: “Bendito seja Deus para sempre!”

3. A coleta
a) Desde os inícios da Igreja, os cristãos levam com o pão e o vinho outros dons para repartir com os que estão passando necessidade. Diz assim um texto antigo de S. Justino (século 2): “Os que possuem bens em abundância e o desejam, dão livremente o que lhes parece bem, e o que se recolhe é entregue àquele que preside. Este socorre os órfãos e viúvas e os que, por motivo de doença ou qualquer outra razão, se encontram em necessidade, assim como os encarcerados e os imigrantes; numa palavra, ele socorre todos os necessitados”.
b) Há um canto da Igreja que diz: “Os cristãos tinham tudo em comum; dividiam seus bens com alegria; Deus espera que os dons de cada um se repartam com amor no dia a dia”. Podemos cantar...
c) Hoje é mais comum dar uma oferta em dinheiro. Qual deve ser nossa atitude quando participamos da coleta?


4. O convite à “oração sobre as oferendas”
a) Depois de fazer a apresentação do pão e do vinho o padre lava as mãos pedindo perdão a Deus por suas faltas e pecados.
b) Depois o padre convida a assembleia a rezar, dizendo: “Orai, irmão e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso”.
c) E a assembleia responde: “Receba o Senhor por suas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja”. O padre faz então uma oração e no final o povo aclama: “Amém”.
d) Quando se fala nesse momento de “sacrifício”, o que quer dizer?
e) Vejam que o padre fala “nosso sacrifício”. O sacrifício é oferecido a Deus pelas “mãos” do padre, mas o sacrifício é de toda a Igreja reunida. O padre preside a celebração da Missa, da Eucaristia, e para isso foi ordenado, mas a assembleia toda celebra com ele.
f) É isso que nós compreendemos?
g) Aquilo que o padre fala (“Orai, irmãos...”) é um convite à oração. Assim que o povo responde, o padre faz a “oração sobre as oferendas”.
h) Que atitude a assembleia deve ter nesse momento?
i) Podemos inclinar a cabeça durante a oração e, no final, levantar a cabeça e responder “Amém”.

5. A oração eucarística II

P: O Senhor esteja convosco.
T: Ele está no meio de nós.
P: Corações ao alto.
T: O nosso coração está em Deus.
P: Demos graças ao Senhor e nosso Deus.
T: É nosso dever e nossa salvação.

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cumprir a vossa vontade e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora de sua paixão, a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz):

O povo aclama:
Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo o céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

De braços abertos:
Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.
Une as mãos e as estende sobre as oferendas:
Santificai, pois estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito,
Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem para nós o Corpo + e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

O povo aclama:
Santifiquei nossa oferenda, ó Senhor.

De mãos unidas:
Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão,
Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: Tomai, todos e comei: Isto é o meu corpo, que será entregue por vós.
Mostra o pão, coloca-o no prato e faz a genuflexão. E prossegue:
Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.
Mostra o cálice, coloca-o sobre a mesa e faz a genuflexão. Em seguida diz:
Eis o mistério da fé!

O povo aclama:
Anunciamos, Senhor, tua morte! Proclamamos tua ressurreição e aguardamos a tua vinda. Maranathá! Vem Senhor.


De braços abertos:
Celebrando pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; E vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

O povo aclama:
Recebei, ó Senhor, a nossa oferta! E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.


O povo aclama:
Fazei de nós um só corpo e um só espírito.

Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com papa N., com o nosso bispo N. e todos os ministros do vosso povo.

O povo aclama:
Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

Lembrai-vos também dos (outros) nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida; acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

O povo aclama:
Lembrai-vos , ó Pai, dos vossos Filhos!

Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviam a fim de vos louvarmos e glorificarmos
De mãos unidas:
por Jesus Cristo, vosso Filho.

O povo aclama:
Concedei-nos o convívio dos eleitos!
Ergue o cálice e o prato com o pão, dizendo:
Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, ó Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e para sempre.

O povo aclama:
Amém.


6. O diálogo no começo da oração eucarística
a) Depois da oração sobre as oferendas começa a oração eucarística. A “grande oração” da Missa. Grande não porque é “cumprida”, mas por causa de sua importância.
b) A oração eucarística é uma oração de ação de graças e de consagração. Com ela chegamos ao coração e ao ápice da celebração (cf. CIC, n. 1352).
c) Vocês já haviam percebido isso, participando da Missa?
d) A oração eucarística começa com um diálogo entre o padre e a assembleia, Vejamos em nossa folha.
d) O que chama a atenção de vocês nesse diálogo?
e) É preciso que o coração esteja em Deus durante essa oração?

7. O prefácio e o “Santo”
a) Deus chamada prefácio. Vejamos onde está o prefácio da oração eucarística que estamos estudando.
b) “No prefácio a Igreja rende graças ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo, por todas as suas obras, pela criação, a redenção, a santificação” (CIC, n. 1352).
c) Esse trecho da oração é concluído com um louvor cantado (ou rezado), o “Santo”. “Toda a comunidade se junta então a este louvor incessante que a Igreja celeste, os anjos e todos os santos cantam ao Deus três vezes santo” (CIC, n. 1352).
d) Vejamos o que diz essa aclamação [n. 5 desta folha].

8. A “epiclese”, invocação do Espírito Santo
a) Vejamos onde está a “epiclese” na oração eucarística e também a outra referência ao Espírito Santo.
b) O que se pede na “epiclese”?
c) Qual o gesto que o padre faz?
d) Esse gesto tem a ver com a “epiclese”?
e) E a outra referência ao Espírito Santo o que pede a Deus?
f) Assim nos diz o Catecismo: “Na ‘epiclese’ ela [a Igreja] pede ao Pai que envie seu Espírito Santo (ou o poder de sua bênção) sobre o pão e o vinho, para que se tornem, por seu poder, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, e para que aqueles que tomam parte da Eucaristia sejam um só corpo e um só espírito (...)” (CIC, n. 1353).
g) O que diz a aclamação da assembleia nesse momento?
h) Pelo poder de Deus, a comunidade que comunga torna-se “um só corpo e um só espírito”. O que significa isto?

9. Refrão “Nós somos muitos”
Nós somos muitos, mas formamos um só corpo, que é o corpo do Senhor, a sua Igreja, pois todos nós participamos do mesmo Pão da unidade, que é o corpo do Senhor, a Comunhão.

10. O relato da instituição e a aclamação memorial
a) Podemos identificar na oração eucarística o relato da instituição da Eucaristia.
b) O que lembramos da última ceia de Jesus com seus discípulos?
c) “No ‘relato da instituição’ a força das palavras e da ação de Cristo e o poder do Espírito Santo tornam sacramentalmente presentes, sob as espécies do pão e do vinho, o Corpo e o Sangue de Cristo, seu sacrifício oferecido na cruz uma vez por todas” (CIC, n. 1353).
d) Quais são os gestos do padre durante o relato?
e) E a assembleia, que atitude interior deve ter?
f) E qual a postura do corpo? Quando se faz inclinação?
g) Podemos localizar agora a aclamação memorial.
h) Vamos ler juntos essa aclamação.
i) A quem se dirige e o que diz?
j) Nessa aclamação “a Igreja faz memória da Paixão, da Ressurreição e da volta gloriosa de Cristo Jesus; ela apresenta ao Pai a oferenda de seu Filho que nos reconcilia com ele” (CIC, n. 1354).

11. As intercessões da oração eucarística
a) Quais as intercessões, os pedidos, da oração eucarística?
b) O que cada uma delas pede ao Pai?
c) “Nas intercessões a Igreja exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja do céu e da terra, dos vivos e dos falecidos, e na comunhão dos pastores da Igreja, o papa, o bispo da diocese, seu presbitério e seus diáconos, e todos os bispos do mundo inteiro com suas igrejas”.
d) O que dizem as aclamações da assembleia nas intercessões?
e) Gostaríamos de fazer mais algum comentário sobre a oração eucarística?
f) Como termina a oração eucarística: com que palavras e gesto?

12. Canto “Hoje é dia de reza”

 (L: Reginaldo Veloso cf. CD ação de graças no Dia do Senhor, COMEP)


Hoje é dia de reza; (bis)
é o dia do Senhor! (bis)
Aqui vimos, ó Pai, te adorar, (bis)
de mãos dadas teu nome invocar...

Hoje é dia de festa, (bis)
entre nós estás, Senhor! (bis)
Tua Palavra nos vai recriar, (bis)
teu Espírito a nos irmanar...

Hoje é dia de Ceia, (bis)
em memória do Senhor! (bis)
Pão do céu vamos nós partilhar, (bis)
do teu vinho, beber e brindar...

Hoje é dia de entrega, (bis)
tu nos mandas, ó Senhor, (bis)
a justiça do reino anunciar, (bis)
e um mundo de paz proclamar...

Hoje é dia de espera (bis)
Pela vinda do Senhor! (bis)
Tu nos fazes, Senhor, vigiar, (bis)
Novo céu, nova terra apressar...

Hoje é dia de reza!
Hoje é dia de festa!
Hoje é dia de Ceia!
Hoje é dia de entrega!
Hoje é dia de espera!

13. A comunhão
a) Antes da comunhão rezamos a oração do Senhor e é realizado o rito da fração do pão. Lembram como é a fração do pão?
b) O abraço da paz também é realizado antes da comunhão. O que tem a ver esse gesto com a comunhão?
c) “Na comunhão (...) os fiéis recebem “o pão do céu” e “o cálice da salvação”, o Corpo e o Sangue de Cristo, que se entregou “para a vida do mundo” (Jo 6,51) (CIC, n. 1354). O que acham dessa afirmação?
d) Assim escreveu S. Justino: “chamamos este alimento de Eucaristia, e a ninguém é permitido participar na Eucaristia senão àquele que, admitindo como verdadeiros os nossos ensinamentos e tendo sido purificado pelo batismo para a remissão dos pecados e para o novo nascimento, levar uma vida como Cristo ensinou” (CIC, n. 1355).
e) O que entendemos por essa afirmação? Concordamos? Por quê?

14. Cochicho
De acordo com a nossa experiência e com o estudo que fizemos, quais são os frutos da comunhão eucarística?

15. Tarefa para casa
Se for possível, podemos fazer esta tarefa em grupos, como da última vez. Vamos ler no Catecismo da Igreja Católica os números que falam sobre “Os frutos da comunhão”, n. 1391-1405.

 

EUCARISTIA – SANTA CEIA – TERCEIRA PARTE

Leituras para casa

 

Os frutos da comunhão

A Comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz consigo, como fruto principal, a união íntima com Cristo Jesus. De fato, o Senhor diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56). A vida em Cristo tem o seu fundamento no banquete eucarístico: “Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, também o que come a minha carne viverá por mim” (Jo 6, 57): “Quando, nas festas do Senhor, os fiéis recebem o corpo do Filho, proclamam uns aos outros a boa-nova de que lhes foram dadas grantias da vida, como quando o anjo disse a Maria de Magdala: ‘Cristo ressuscitou!’. Eis que também agora a vida e a ressurreição são conferidas àquele que recebe Cristo”.[CIC 1391].

O que o alimento material produz em nossa vida corporal, realiza-o a comunhão, de modo admirável, em nossa vida espiritual. A comunhão da carne de Cristo Ressuscitado, “vivificada pelo Espírito Santo e vivificante”, conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa de ser alimentado pela Comunhão eucarística, pão da nossa peregrinação, até à hora da morte, em que nos será dado como viático. [CIC 1392].

Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia preserva-nos dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos na vida de Cristo e progredirmos na sua amizade, mais difícil nos será romper com Ele pelo pecado mortal. A Eucaristia não está ordenada ao perdão dos pecados mortais. Isso é próprio do sacramento da Reconciliação. O que é próprio da Eucaristia é ser o sacramento daqueles que estão na plena comunhão da Igreja. [CIC 1395].

Os que recebem a Eucaristia ficam mais estreitamente unidos a Cristo. Por isso mesmo, Cristo une todos os fiéis num só corpo: a Igreja. A comunhão renova, fortalece e aprofunda esta incorporação na Igreja já realizada pelo Batismo. No Batismo fomos chamados a formar um só corpo. A Eucaristia realiza esta vocação: “O cálice da bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque participamos desse único pão” (1 Cor 10, 16-17): “Se sois o corpo de Cristo e seus membros, é o vosso sacramento que está colocado sobre a mesa do Senhor, é o vosso sacramento que recebeis. Vós respondeis ‘amem’ ‘Sim, é verdade!’ àquilo que recebeis e, ao responder, o subscreveis. Tu ouves esta palavra: ‘O corpo de Cristo’; e respondes: ‘amem’, então, sê um membro de Cristo, para que o teu ‘amem’ seja verdadeiro” . [CIC 1396]. Para receber, na verdade, o corpo e o sangue de Cristo entregue por nós, temos de reconhecer Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Cf. Mt 25,40): “Saboreaste o sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta mesa, se não julgas digno de partilhar o teu alimento aquele que foi julgado digno de tomar parte nesta mesa. Deus libertou-te de todos os teus pecados e chamou-te para ela; e tu não te tornaste mais misericordioso” . [CIC 1397].

Perante a grandeza deste mistério, Santo Agostinho exclama: “Ó sacramento da piedade, ó sinal da unidade, ó vínculo da caridade!” Quanto mais dolorosas se fazem sentir as divisões da Igreja que rompem a comum participação na mesa do Senhor, tanto mais prementes são as orações que fazemos ao Senhor para que voltem os dias da unidade completa de todos os que creem n’ Ele. [CIC 1398].

As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja Católica celebram a Eucaristia com um grande amor. “Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos; e principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam unidos a nós por vínculos estreitíssimos” (240). Portanto, “uma certa comunhão in sacris é não só possível, mas até aconselhável em circunstâncias oportunas e com aprovação da autoridade eclesiástica” . [CIC 1399]. As comunidades eclesiais saídas da Reforma, separadas da Igreja Católica, “não [conservaram] a genuína e íntegra substância do mistério eucarístico, sobretudo por causa da falta do sacramento da Ordem” (242). É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com estas comunidades não é possível para a Igreja Católica. No entanto, estas comunidades eclesiais, “quando na santa ceia fazem memória da morte e ressurreição do Senhor, professam que a vida é significada na comunhão com Cristo e esperam a sua vinda gloriosa”. [CIC 1400].

Se urgir uma grave necessidade, segundo o juízo do Ordinário os ministros católicos podem ministrar os sacramentos (Eucaristia, Penitência, Unção dos Enfermos) aos outros cristãos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica, mas que os pedem por sua livre vontade: requer-se, nesse caso, que manifestem a fé católica em relação a estes sacramentos e que se encontrem nas devidas disposições. [CIC 1401].

A Eucaristia – “Penhor da futura glória”

Numa antiga oração, a Igreja aclama assim o mistério da Eucaristia: “Ó sagrado banquete, em que se recebe Cristo e se comemora a sua paixão, em que a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da futura glória”. Se a Eucaristia é o memorial da Páscoa do Senhor, se pela nossa comunhão no altar somos cumulados da “plenitude das bênçãos e graças do céu” (246), a Eucaristia é também a antecipação da glória celeste. [CIC 1402].

Na última ceia, o próprio Senhor chamou a atenção dos seus discípulos para a consumação da Páscoa no Reino de Deus: “Eu vos digo que não voltarei a beber deste fruto da videira, até o dia em que beberei convosco o vinho novo no Reino do meu Pai” (Mt 26, 29). Sempre que a Igreja celebra a Eucaristia, lembra-se desta promessa, e o seu olhar volta-se para “Aquele que vem” (Ap 1, 4). Na sua oração, ela clama pela sua vinda: “Marana tha” (1Cor 16, 22), “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20), “que a Tua graça venha e que este mundo passe!” [CIC 1403].

A Igreja sabe que, desde já, o Senhor vem na sua Eucaristia e que está ali, no meio de nós. Mas esta presença é velada. E é por isso que nós celebramos a Eucaristia “enquanto aguardamos a feliz esperança e a vinda de Jesus Cristo nosso Salvador”, pedindo a graça de ser acolhidos “com bondade no vosso Reino, onde também nós esperamos ser recebidos, para vivermos [...] eternamente na vossa glória, quando enxugardes todas as lágrimas dos nossos olhos; e, vendo-vos tal como sois, Senhor nosso Deus, seremos para sempre semelhantes a Vós e cantaremos sem fim os vossos louvores, por Jesus Cristo nosso Senhor”. [CIC 1404.]

Desta grande esperança – dos novos céus e da nova terra, onde habitará a justiça – não temos garantia mais segura nem sinal mais manifesto do que a Eucaristia. Com efeito, cada vez que se celebra este mistério, “realiza- -se a obra da nossa redenção” e nós “partimos o mesmo pão, que é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas viver em Jesus Cristo para sempre. [CIC 1405.]