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ASSEMBLEIA E RITOS INICIAIS - 4º Encontro

LITURGIA E VIDA: caminho de espiritualidade, jovens e adultos

Este é o quarto roteiro da série "Liturgia e Vida", voltada para a formação espiritual dos/as jovens. Os roteiros são preparados para encontros de quatro horas de duração e procuram trabalhar os elementos básicos da espiritualidade litúrgica. Um dos objetivos deste material é ajudar os/as jovens a descobrirem na liturgia uma fonte permanente de espiritualidade, no seguimento de Jesus.


Roteiro para os coordenadores

 

Material:
- Livro ou Folha com oração inicial e final (preparada pelos coordenadores)
- Folha com os textos a serem usados durante o encontro (cf. abaixo)
- Folha com os textos de leitura para casa (cf. n. 24 do roteiro)
- Bíblia (que os participantes devem trazer).

 

 

1. Preparação do ambiente


2. Chegada e acolhida

3. Oração inicial (20 min)


4. Recordação da vida (10 min)


5. Retomada das atividades de casa: preparação para a roda de conversa (5 min). [Duas perguntas (Folha, n.1); duração; escolher alguém que faça um resumo da conversa e apresente, depois, no plenário; dividir as rodas].


6. Roda de conversa (15 min)


7. Plenário (15 min)


8. Canto (5 min): “Hoje é dia de festa”. [Folha, n.2]


9. Leitura bíblica e conversa (15 min)

a) um coordenador lembra que o texto foi lido no encontro anterior: Jo 20,19-29 [Folha, n.3];

b) faz-se a leitura;

c) depois, o coordenador pede que os participantes relembrem os detalhes do texto, já destacados no encontro anterior;

d) o coordenador lança mais três perguntas, a serem feitas uma de cada vez, dando espaço para a reação de alguns participantes: 1. Por que algumas comunidades celebram o dia do Senhor na noite de sábado? 2. As comunidades de sua paróquia, além da missa, celebram o dia do Senhor com celebração da palavra de Deus? 3. Participamos bem dessas celebrações?


10. Exposição (5 min). O valor da celebração da palavra de Deus. [Folha, n.4]. [Destacar no n. 253 do Documento de Aparecida os motivos que dão valor à celebração dominical da palavra de Deus].

11. Canto (5 min): “Hoje é dia de festa”. [Folha, folha n.2]

12. Intervalo (20 min).

13. Canto (5 min). [Um coordenador dá uma motivação para o canto]. “Oi, louvai” ou “No meio da tua casa”. [Folha, n.5]

14. Conversa (10 min) sobre nossa preparação pessoal para a celebração. [Como costumamos chegar à igreja? O que costumamos fazer na chegada? Nossas referências no espaço: o altar e o sacrário, a cruz; atitude interior e exterior; como se faz genuflexão ou reverência? Qual o sentido? Silêncio orante; relação com os outros].

15. Refrão (1 min): “Oi, louvai” ou “No meio da tua casa”. [Folha, n.5]

16. Conversa (10 min): O mistério da reunião com os irmãos em nome de Cristo. [Folha, n.6]. [Ler as saudações e as aclamações litúrgicas, que estão na folha, e, com a ajuda dos participantes, explicitar seu sentido. Destacar a convocação de Deus e a “comunhão”].

16. Vivência (15 min) sobre a chegada à igreja, começo da celebração e saudação. a) Um coordenador dá a explicação do que vai ser feito – vivência de uma pequena parte da liturgia; lembra também
qual o objetivo e a atitude necessária por parte de todos. b) Prepara-se uma mesa com toalha e velas. c) Outro coordenador fará a função de presidente da celebração. d) Sugerimos a seguinte sequência: todos saem da sala; buscam a concentração interior; quando preparados, vão entrando como se estivessem chegando à igreja, fazem reverência ao altar; faz-se um silêncio orante; alguém anuncia o canto; todos cantam; quem preside faz o sinal da cruz e a saudação; a assembleia responde.

17. Conversa (10 min): Igreja, comunidade de fé e fraternidade. [Folha, n.7]

18. Canto (10 min): “Quem foi que aqui nos reuniu” (em dois coros). [Folha, n.8]

19. Intervalo (20min)

20. Exposição (10 min): Finalidade e elementos dos ritos iniciais. [Folha, n.9]

21. Refrão (1 min): “Quem foi que aqui nos reuniu”. [Folha, n.8]

22. Vivência (15 min): Atitude pessoal na oração coleta, no final dos ritos iniciais. [a) Um coordenador retoma o sentido da oração coleta (oração do dia): é a súplica do povo com quem Deus fez a aliança, por meio de Jesus Cristo; o povo manifesta, por essa oração, que está aberto à renovação da aliança naquela celebração. [Folha, n.10] b) Lembra que “é uma oração presidencial, precedida de um silêncio significativo, que integra a oração silenciosa da assembleia à do ministro que preside”. c) Propõe, então, a vivência com a oração do própria dia; fala do uso da expressão “oremos” ou outra mais desenvolvida; fala também da possibilidade de inclinar a cabeça desde o convite até o amém final; pede que todos fiquem de pé e façam silêncio interior. d) Outro coordenador faz a função de presidência, convida à oração, entra em oração e, depois de um tempo de silêncio, recita a oração, à qual todos confirmam com a aclamação. e) Feita a experiência os participantes podem comentá-la].

23. Oração final (10 min)

24. Atividades para casa (10 min). [Folha, n.11]. Grupo para ensaiar o evangelho dos discípulos de Emaús...
Trechos do Catecismo da Igreja Católica (cf. abaixo).

 

25. Encerramento

 

 

ASSEMBLEIA E RITOS INICIAIS
Folha dos participantes

 

1. Duas perguntas sobre as atividades de casa:
O que gostamos das leituras feitas?
O que pode mudar em nosso modo de viver o sábado e o domingo?

 

2. Canto “Hoje é dia de festa”. [Folha n. 4 no roteiro 3]

 

3. Texto bíblico: João 20,19-29

 

4. Mensagem dos bispos da América Latina, reunidos em Aparecida do Norte, em 2007, destinada às pequenas comunidades:
“Com profundo afeto pastoral, queremos dizer às milhares de comunidades com seus milhões de membros, que não têm a oportunidade de participar da Eucaristia dominical, que também elas podem e devem viver ‘segundo o domingo’. Podem alimentar seu já admirável espírito missionário participando da ‘celebração dominical da Palavra’, que faz presente o Mistério Pascal no amor que congrega (cf. 1 João 3,14), na Palavra acolhida (cf. João 5,24-25) e na oração comunitária (cf. Mateus 18,20) (...)” (Aparecida, n. 253).

 

5. Canto “Oi, louvai”

Oi! Louvai ao Senhor nosso Deus,
Por tudo aquilo que ele nos fez. (bis)

 

- Ele nos reuniu no amor de Cristo
e é sempre fiel a seu povo santo.

 

- Ele nos deu seu próprio Filho
e cumpriu sua palavra de salvação.

 

- Ele está presente em nossa história
e caminha à frente do seu povo em marcha.

 

- Ele nos alimenta em nossa caminhada
e faz da nossa morte, vida e ressurreição.

 

6. O mistério da reunião com os irmãos em nome de Cristo
A saudação no início da celebração: 
“Que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco”.
“A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco”.
Existem outras...
A resposta da assembleia é uma aclamação:
“Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.

 

7. Igreja, comunidade de fé e fraternidade
- Um bonito retrato nos deixou o livro dos Atos dos Apóstolos sobre a comunidade primitiva de Jerusalém. Podemos ler em nossas bíblias: Atos 2,42. O que podemos compreender deste trecho?
- No mesmo livro há uma expressão que diz que a comunidade era “um só coração e uma só alma” (Atos 4, 32). Vejamos o sentido dessas palavras.
- A Igreja é uma comunhão na fé. A fé de cada membro da comunidade é a fé da Igreja. Ela nos veio dos apóstolos. É um tesouro que, quanto mais é partilhado, mais cresce.
- A Igreja é uma comunhão que começa no batismo. Ele é o primeiro elo sagrado que nos une aos irmãos (católicos e também evangélicos) e incorpora todos a Jesus Cristo. A eucaristia é o ponto alto dessa comunhão de vida.
- A Igreja é uma comunhão de fraternidade. Diz assim a Primeira Carta aos Coríntios (12,26-27): “Se um membro sofre, todos os membros participam do seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros participam de sua alegria”.

- Este tema pode ser retomado com a leitura do Catecismo da Igreja, n. 949-953. Aí são encontrados os pontos acima e também uma palavra sobre a partilha dos carismas, assim como dos bens materiais.

 

8. Canto “Quem foi que aqui nos reuniu”

- Quem foi que aqui nos reuniu? Foi o amor!
Quem foi que um dia na cruz nos redimiu? Foi o amor!
Quem livrará do fracasso este mundo? É o amor!
Quem é o maior? É o amor!
E o mais profundo? É o amor!
Juntemos nossas vozes e demo-nos as mãos!
Assim, ninguém nos poderá vencer,
pelo Cristo libertador!
Nele, com ele,
libertaremos este mundo pelo amor!

 

- Que levaremos nós daqui? É o amor!
Qual a mensagem que vamos transmitir? É o amor!
Como é possível nossa vida transformar? Pelo amor!
E o mundo inteiro... pelo amor,
valorizar? Pelo amor!

 

- Que quis Jesus nos ensinar...? Foi o amor!
Quando na ceia a tal ponto se humilhou...? Foi o amor!
Lavando os pés dos discípulos assim...? Por nosso amor.
Qual servo humilde...? Por amor.
Até o fim? / Por nosso amor.

 

- Por que Jesus tomou o pão? Foi por amor.
Tomou o vinho e se deu em refeição? Foi por amor.
E vem nutrir o faminto pecador? É por amor.
Fazendo dele, por amor,
co-redentor? Imenso amor.

 

- Jesus nos manda repetir, por seu amor,
como presença de sua redenção, por seu amor,
o que ele fez nesta ceia singular, por seu amor,
em cada missa, por amor,
continuar. Eterno amor!

 

9. Finalidade e elementos dos ritos iniciais
- Vimos acima o sentido da saudação de quem preside e da aclamação da assembleia.
- No início da celebração, seja missa seja celebração da palavra, há outros elementos que formam os ritos iniciais, embora nem todos apareçam em todas as celebrações.
- Fazem parte dos ritos iniciais: a procissão de entrada acompanhada de canto de abertura (formada geralmente por quem preside, os leitores, o salmista e os acólitos levando a cruz e velas); o sinal da cruz (quase sempre); a saudação e a resposta (já estudadas por nós); uma palavrinha sobre o sentido da celebração e, talvez, uma recordação da vida; o ato penitencial; a invocação “Senhor”; ou a aspersão com água (lembramos?); o Glória; e a oração do dia (também chamada de coleta).
- Os ritos iniciais expressam que “somos povo convocado por Deus, reunido no amor de Cristo, na força do Espírito Santo”.
- “Sua finalidade é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham a ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia” (IGMR, n. 46).
- As colocações acima foram tiradas do “Guia Litúrgico-pastoral”, da CNBB.

 

10. Sentido da oração coleta (oração do dia):
É a súplica do povo com quem Deus fez a aliança, por meio de Jesus Cristo. O povo manifesta, por essa oração, que está aberto à renovação da aliança naquela celebração.

 

11. Atividades para casa:
Recomendamos que procurem:
a) No próximo encontro trazer: Bíblia (encenar o evangelho de Emaús).
b) O livro “Celebração do domingo ao redor da palavra de Deus”, escrito por Ione Buyst, e publicado pelas Edições Paulinas (e anteriormente pela Editora Vozes). Sugerimos a leitura do capítulo 2 (A assembleia litúrgica) e, dentro desse capítulo, propomos o n. 2 (Encontro do povo com Deus) como aprofundamento do nosso tema.
c) O livro “A missa, memória de Jesus no coração da vida”, também de Ione Buyst, publicado pelas Paulinas: ler o segundo capítulo, pp. 41-52)
d) Catecismo da Igreja católica n. 751 a 769, especialmente o n. 751 e 752.

 

 

ASSEMBLEIA E RITOS INICIAIS
Leituras para casa

 

1. A palavra "Igreja" [ekklésia, do grego] significa "convocação". Designa assembleias do povo, geralmente de caráter religioso. É o termo frequentemente usado no Antigo Testamento grego para a assembleia do povo eleito diante de Deus, sobretudo para a assembleia do Sinai, onde Israel recebeu a Lei e foi constituído por Deus como seu Povo santo. Ao denominar-se "Igreja", a primeira comunidade dos que criam em Cristo, se reconhece herdeira dessa assembleia. Nela, Deus "convoca" seu Povo de todos os confins da terra (...) " (CIC, n. 751).
2. Na linguagem cristã, a palavra "Igreja" designa a assembleia litúrgica, mas também a comunidade local ou toda a comunidade universal dos crentes. Esses três significados são inseparáveis. "A Igreja" é o Povo que Deus reúne no mundo inteiro. Existe nas comunidades locais e se realiza como assembleia litúrgica, sobretudo eucarística. Ela vive da Palavra e do Corpo de Cristo e se torna, assim, Corpo de Cristo (CIC, n. 752).