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INICIAÇÃO CRISTÃ E QUARESMA - 1º Encontro

LITURGIA E VIDA: caminho de espiritualidade, jovens e adultos

Este é o primeiro roteiro da série "Liturgia e Vida", voltada para a formação espiritual dos/as jovens. Os roteiros são preparados para encontros de quatro horas de duração e procuram trabalhar os elementos básicos da espiritualidade litúrgica. Um dos objetivos deste material é ajudar os/as jovens a descobrirem na liturgia uma fonte permanente de espiritualidade, no seguimento de Jesus.



Roteiro para os coordenadores
Material:
- Livro ou Folha com oração inicial e final (preparada pelo coordenadores)
- Folha com os textos a serem usados durante o encontro (cf. abaixo)
- Folha com os textos de leitura para casa (cf. n. 24 do roteiro)
- Bíblia (que os participantes devem trazer).

1. Preparação do ambiente


2. Chegada e acolhida


3. Oração inicial (20 min)


4. Apresentação das pessoas (10 min): Alguém da equipe de coordenação se apresenta, dizendo seu primeiro nome e a satisfação em colaborar. Depois diz que vai chamar a cada um pelo nome para lembrar o nosso batismo e a nossa crisma; começa chamando os membros da equipe de coordenação e passa para os participantes. Cada um, ao ser chamado, levanta-se, ergue a mão e diz com clareza e disponibilidade interior: ‘Presente’.


5. Conversa (20 min): A história pessoal da iniciação cristã. Seguem perguntas que ajudam a trazer presente a experiência dos sacramentos de iniciação:

a) Alguém foi batizado depois de adulto? Como você se sentiu? (Deixar que as pessoas falem. Ajudar para que as pessoas não se percam nos detalhes e nos pontos menos importantes). 

b) E os outros participantes? Como foi a primeira comunhão eucarística de vocês? 

c) E quem já foi crismado? A crisma marcou a vida de vocês?


6. Canto (5 min): “Sim, eu quero”. [Folha, n. 1]


7. Intervalo (20 min)


8. Conversa (5 min): O que o batismo, a confirmação e a eucaristia realizam em nós? 


9. Exposição (10 min): O mistério da iniciação cristã. [Folha, n. 2]


10. Refrão e mistagogia (10 min): “Banhados em Cristo”. [Folha, n. 3]

Um coordenador orienta o que segue. Canta-se o hino. Propõe-se uma leitura silenciosa do texto. Pode-se perguntar, diretamente, o que esse canto nos fala do sentido do batismo. Dar tempo para que os participantes possam interpretar o texto, formular sua interpretação e apresentar aos demais. Uns completam os outros. O coordenador pode ir ajudando. (Na folha dos participantes há uma palavrinha sobre o sentido).


11. Roda de conversa (20 min) com um monitor:
Este anotará as respostas para apresentar uma síntese em plenário sobre as seguintes questões: a) O que mais gostamos nessa exposição sobre a iniciação cristã? b) O que foi novidade para nós? c) Faltou tocar em algum ponto? [Folha, n. 4]


12. MPB (5 min): samba “Fé em Deus”, de Diogo Nogueira.  [Procurar na Internet]. [Folha, n. 5]


13. Plenário (10 min):

a) Sínteses feitas pelos monitores;

b) correção e complementação dos participantes;

c) destaques dos coordenadores.


14. Intervalo (20 min)


15. Canto (5 min) “Fé em Deus”


16. Testemunho (20 min): Como Jesus entrou em minha vida. Através do testemunho de um ou mais membros da coordenação, será apresentado o chamado de Deus na vida das pessoas para seguir e viver unido a Cristo.


17. Conversa dois a dois (10 min). Os participantes são convidados a falar de como Jesus entrou em suas vidas.


18. Refrão (5 min): “Jesus, tu és a luz do olhos meus”. Ou outro a escolher. [Folha, n. 6]


19. Canto e mistagogia (10 min): “O vosso coração de pedra”. [Folha, n. 7]

Depois de cantar o cântico, propõe-se uma leitura silenciosa do texto. Pode-se perguntar, diretamente, o que significa “coração de pedra” e “se converterá”. Dar tempo para que os participantes possam formular sua interpretação e apresentar aos demais. Uns completam os outros. O coordenador pode ir ajudando.  (Na folha dos participantes há uma palavrinha sobre o sentido) 

 
20. Exposição (10 min): Quaresma, tempo de preparação para as festas da páscoa. [Folha, n. 8]


21. Refrão (5 min) “O vosso coração de pedra”. [Folha, n. 7]


22. Conversa (10 min): Quais as práticas que nossa Igreja propõe para a quaresma?


23. Exposição complementar (10 min): Práticas quaresmais. [Folha, n. 9]


24. Atividades para casa (10 min). [Folha, n. 10]


25. Oração e bênção (5 min)


25. Encerramento.

 

 

INICIAÇÃO CRISTÃ E QUARESMA
Textos para os participantes

 

 

1. Canto Sim, eu quero,  Padre José Weber, São Paulo, SP.

Sim, eu quero que a luz de Deus
que um dia em mim brilhou,
jamais se esconda
e não se apague em mim o seu fulgor.
Sim, eu quero que o meu Amor
ajude o meu irmão
a caminhar guiado por tua mão.
Em tua lei, em tua luz, Senhor!

- Esta terra, os astros, o sertão em paz.
Esta flor e o pássaro feliz que vês,
não sentirão, não poderão jamais viver
esta vida singular que Deus nos dá.

- Em minh'alma cheia do amor de Deus,
palpitando a mesma vida divinal.
Há um resplendor secreto do infinito Ser.
Há um profundo germinar de eternidade.

- Quando eu sou um sol a transmitir a luz,
e meu ser é templo onde habita Deus,
todo céu está presente dentro de mim,
envolvendo-me na vida e no calor.

- Esta vida nova, comunhão com Deus,
no batismo, aquele dia eu recebi;
vai aumentando sempre e vai me transformando,
até que Cristo seja todo o meu viver.

 

2. “O mistério da iniciação cristã”
- “Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu próprio Filho...” (João 3, 16)
- Jesus manifestou o amor do Pai por nós em sua vida e morte; o Pai confirmou Jesus; Cristo ressuscitou; o Pai glorificou Jesus. O perdão de Deus e o dom do Espírito Santo é oferecido a todos na cruz de Jesus, para sermos filhos de Deus e irmãos uns dos outros.
- O mistério de Jesus Cristo, sua morte e ressurreição, é anunciado como salvação e sentido da vida presente e após a morte, para toda a humanidade.
- Muitos aderem ao Cristo pela fé e pelo desejo de segui-lo. Tomam conhecimento do batismo como meio de incorporação a Cristo e à graça de seu mistério pascal.
- Quando a fé e a intenção é manifestada diante da comunidade cristã, numa celebração, a pessoa tem o corpo assinalado pela cruz. Assim começa sua iniciação cristã. Ao longo de um determinado tempo, vai experimentando a vida cristã, na prática e no modo de pensar, vai aprendendo a ouvir a palavra de Deus e vai progredindo na união a Cristo, através de ritos próprios.
- A iniciação chega ao seu ponto alto quando a pessoa, de preferência na vigília pascal, é plenamente inserida no mistério da morte e ressurreição de Cristo pelo batismo, pela confirmação (crisma) e pela  comunhão eucarística.
- No batismo, pela profissão de fé, pela ação do Espírito Santo e pela passagem pela água, a vida de cada pessoa humana é unida à morte de Cristo para sempre, ou seja, o pecado é “morto”, a pessoa é enxertada na árvore do perdão de Deus (a cruz) e tem a vida integralmente perdoada. Começa, assim, a vida no Espírito Santo, unida a Jesus Cristo e ao Pai, vida de filiação e fraternidade. Pela união a Jesus Cristo começa a sua ressurreição, que se realiza ao longo de sua vida, unida a Cristo, e terá sua plena realização após a morte. 
- Na crisma (ou confirmação) o Espírito Santo é invocado sobre o batizado para confirmar essa união e tornar possível o seguimento de Jesus Cristo, apesar da maldade do mundo e da fraqueza pessoal.
- Aquele que está inserido em Jesus Cristo e em seu mistério pascal faz parte de seu corpo, a Igreja. Atualiza a páscoa do Senhor em sua vida e na liturgia, sobretudo na eucaristia, memorial de sua morte e ressurreição. Pode, então, tomar parte das preces, da procissão das ofertas, da oração eucarística, do Pai nosso, do abraço da paz e da comunhão eucarística. 
- A Igreja propõe que a iniciação cristã seja prolongada, após a participação nos sacramentos, em um tempo de mistagogia, ou seja, um aprofundamento na vivência do batismo, da crisma e da eucaristia, bem como da vida cristã.
- Nossos encontros têm para nós esse mesmo objetivo e serve como tempo de mistagogia.

3. Refrão “Banhados em Cristo”, versão: Ione Buyst, Ribeirão Preto, SP;  M.: DR.

Banhados em Cristo,
somos uma nova criatura,
as coisas antigas já se passaram ,
Somos nascidos de novo.


Palavrinha sobre o sentido:
- “banhados em Cristo”: a água do batismo nos incorpora a Jesus Cristo;
- “somos uma nova criatura; as coisas antigas já se passaram”: o batismo nos liberta do mal, do pecado, da maldade, nos une a Jesus Cristo, o homem novo,
- “somos nascidos de novo”: o batismo nos faz mulheres e homens novos, capazes de viver o amor a Deus e aos irmãos;
- “aleluia”: na língua hebraica, “louvem, adorem a Deus”.

 

4. Roda de conversa:
a) O que mais gostamos nessa exposição sobre a iniciação cristã?
b) O que foi novidade para nós?
c) Faltou tocar em algum ponto?

 

5. MPB samba “Fé em Deus”, de Diogo Nogueira.  [O coordenador pode utilizar, também, o áudio da canção].


A luta está difícil, mas não posso desistir
Depois da tempestade, flores voltam a surgir
Mas quando a tempestade demora a passar
A vida até parece fora do lugar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé
Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer
Vivendo aprendi que é só fazer por merecer
Que passo a passo um dia a gente chega lá
Pois não existe mal que não possa acabar
Não perca a fé em Deus, fé em Deus
Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar
E essa luz vai refletir na nossa estrada
Clareando de uma vez a caminhada
Que nos levará direto ao apogeu
Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança
Fé em Deus
Pra quem estende a mão e ajuda a criança
Fé em Deus
Pra quem acha que o mundo acabou
Pra quem não encontrou um amor
Tenha fé, vá na fé,
Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz
Fé em Deus
Pra quem não alcançou tudo que sempre quis
Fé em Deus
Pra quem ama, respeita e crê
E pra aquele que paga pra ver
Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus.

 

6. Refrão Jesus, tu és a luz, Ir. Míria Kolling, São Paulo, SP.

Jesus, tu és a luz dos olhos meus!
Jesus, brilhe esta luz
nos passos meus, seguindo os teus.

 

7. Canto O vosso coração de pedra, de Reginado Veloso, Recife-PE.


O vosso coração de pedra se converterá
em novo, em novo coração.

- Tirarei do vosso peito
vosso coração de pedra,
no lugar colocarei
novo coração de carne.

- Sobre vós derramarei
água pura e sereis puros
de sujeiras e ilusões,
eu  vos purificarei.

- Dentro em vós eu plantarei,
plantarei o meu espírito:
amareis os meus preceitos,
seguireis o meu amor.

- Dentre todas as nações,
com amor vos tirarei,
qual pastor vos guiarei,
para a terra, vossa pátria.

- Esta terra habitareis:
foi presente a vossos pais
e sereis sempre o meu povo,
eu serei o vosso Deus.

   Palavrinha sobre o sentido
- Trata-se de um cântico bíblico, do Livro do profeta Ezequiel (36,26-28).
- Quando nosso coração fica como um “coração de pedra”?
- E como se converte em “coração novo”, “coração de carne”?
- Quem realiza essa mudança?
- Podemos interpretar a “água pura” derramada sobre nós como sendo o Cristo e o nosso batismo? Como assim?
- E como o Espírito Santo é plantado em nós?
- O que o Espírito gera em nós?

 

8. Quaresma, tempo de preparação para as festas da páscoa
- A vida nova é um dom que nos foi dado pela iniciação cristã, nossa primeira participação no mistério pascal de Cristo.
- A vida nova facilmente é absorvida pelas ocupações da vida, pela maldade do mundo e pela nossa fraqueza.
- Eis porque as festas da páscoa são um retorno anual ao nosso batismo.
- A quaresma é tempo de preparação para as festas da páscoa e segue o simbolismo bíblico dos “quarenta dias”...
- A quaresma é um tempo de “recolhimento espiritual” para os que os batizados (há pouco e há muito tempo) e para os que foram eleitos para a iniciação cristã na vigília pascal desse ano. Coloca a ambos diante do batismo e da mudança de coração, de vida.
- Para os catecúmenos, a quaresma coincide com o tempo da purificação e iluminação, preparação imediata à ultima etapa da iniciação cristã.
- Para os que foram batizados, está voltada para a renovação das  promessas do batismo na vigília pascal. É oferecida, como “sinal sacramental da nossa conversão” [PCFP, 23], tempo de retomar as exigências do batismo e de renovar a adesão a Jesus e à sua palavra.

 

9. Práticas quaresmais
- No evangelho da celebração de quarta-feira de cinzas Jesus nos indica a esmola, o jejum e a oração, mas feitas de tal forma que não reforcem nosso orgulho.
- O jejum e a abstinência de carne são recomendados pela Igreja em dois dias: na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa.
- Ao longo da quaresma, pode haver diversos tipos de jejum, como diz s. Bento: “cada um recuse a seu corpo alguma coisa da comida, da bebida, do sono, das conversas, das brincadeiras”.
- A penitência pode nos fortalecer “no combate contra o espírito do mal” (como pede a oração inicial da celebração da quarta-feira de cinzas).
- Percebemos o espírito do mal? E o combate contra ele é real? Necessitamos de fortalecimento?
- A finalidade das práticas quaresmais é purificar o nosso coração para celebrar o mistério pascal de Jesus Cristo. S. Bento diz que elas ajudam a esperar a páscoa “na alegria do desejo espiritual”.
- A quaresma é um dom que Deus nos oferece a cada ano, de grande valor para nossa vida em Jesus Cristo.

 

10. Atividades para casa:
a) No próximo encontro trazer: Bíblia; fotos da sua iniciação cristã; a data do seu batismo.
b) Buscar informação sobre a programação da quaresma em nossas comunidades.
c) Data do próximo encontro...
d) Leitura, em casa, dos trechos do Catecismo da Igreja Católica.

 

 


Leituras para casa
Trechos do catecismo da igreja católica (CIC)
Os sacramentos da iniciação cristã

 

 

1. Pelos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia – são colocados os fundamentos de toda vida cristã. “A participação na natureza divina, que os homens recebem como dom, mediante a graça de Cristo, apresenta uma certa analogia com a origem, o desenvolvimentos e a sustentação da vida natural. Os fiéis, de fato, renascidos no batismo, são fortalecidos pelo sacramento da confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito destes sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade” (CIC, n. 1212).

 

O sacramento do Batismo
2. O santo Batismo é fundamento de toda a vida cristã, pórtico da vida no Espírito (...) e a porta que abre o acesso aos demos sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamo-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão: (...) “O batismo é o sacramento da regeneração pela água na palavra” (CIC, n. 1213).
3. Ele é denominado Batismo com base no rito central pelo qual é realizado: batizar (...) significa “mergulhar”, “imergir”; o “mergulho“ na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Crsto, da qual com Ele ressuscita, como “nova criatura” (2 Cor 5,17; Gl 6,15) (CIC, n. 1214).
4. Este sacramento é também chamado o banho da regeneração e da renovação no Espírito a partir da água e do Espírito, sem o qual “ninguém pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5) (CIC, n. 1215).
5. Este banho é chamado iluminação, porque aqueles que recebem este ensinamento [catequético] têm o espírito iluminado....”. Depois de receber o Batismo o Verbo, “a luz verdadeira que ilumina todo homem” (Jo 1,0), o batizado, “após ter sido iluminado” (Herbeus 10,32), se converte em “filho da luz” (1 Ts 5,51), e em “luz” ele mesmo (Ef 5,8):
O Batismo é o mais belo e o mais magnífico dom de Deus. (...) Chamamo-lo de dom, graça, unção, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo, e tudo o que existe de mais precioso. Dom, porque é conferido àqueles que nada trazem, graça, porque é dado até a culpados; Batismo, porque o pecado é sepultado na água, unção, porque é sagrado e régio (tais são os que são ungidos); iluminação, porque é luz resplandecente; veste, porque cobre a nossa vergonha; banho, porque lava; selo, porque nos guarda e é o sinal do senhorio de Deus. (S. Gregório de Nazianzo, or. 40,3-4) (CIC, n. 1216).
6. Para quem quiser ler mais: CIC, nn. 1217-1228; 1262-1274.
   

O Sacramento da confirmação
7. Juntamente com o Batismo e a Eucaristia, o sacramento da Confirmação constitui o conjunto dos “sacramentos da iniciação cristã”, cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiíes que a recepção deste sacramento é necessário à consumação da graça batismal. Com efeito, “pelo sacramento da Confirmação [os fiéis] são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras” (CIC, n. 1285).
8.  “Tendo ouvido que a Samaria acolhera a palavra de Deus, os Apóstolos, que estavam em Jerusalém, enviaram-lhe Pedro e João. Estes, descendo de lá, oraram por eles, a fim de que recebessem o Espírito Santo. Pois ele não tinha descido ainda sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então começaram a impor-lhes as mãos e eles recebiam o Espírito Santo” (Atos 8,14-17) (CIC, n. 1315).
9. A Confirmação aperfeiçoa a graça batismal: é o sacramento que dá o Espírito Santo para enraizar-nos mais profundamente na filiação divina, incorporando-nos mais firmemente a Cristo, tornar mais sólida a nossa vinculação com a Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada das obras (CIC, n. 1316).
10. A Confirmação, como o Batismo, imprime na alma do cristão um sinal espiritual ou car-áter indelével; razão pela que só se pode receber sacramento uma vez na vida (CIC, n. 1317).
11. No Oriente este sacramento é administrado imediatament4e e depois do Batismo; é seguido da participação na Eucaristia, tradição que pões em destaque a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã. Na Igreja latino administra-se este sangramento quando se atinge a idade da razão, e normalmente se reserva a sua celebração ao bispo, significando assim que o sacramento corrobora o vínculo eclesial (CIC, n. 1318).
12. Um candidato à Confirmação que tiver atingido a idade da razão deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir sua função de discípulo e de testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (CIC, n. 1319).
13. O rito essencial da Confirmação é a unção com o santo crisma na fronte do batizado (...), com a imposição da mão do ministro e as palavras: (...) "Recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo" (CIC, n. 1320).
14. Quando a Confirmação é celebrada em separado do Batismo, sua vinculação com este e expressa, entre outras coisas, pela renovação dos compromissos batismais. A celebração da confirmação no decurso da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã (CIC, n. 1321).
15. Para quem quiser ler mais: CIC, nn. 1302-1305.

 

O Sacramento da eucaristia
16. A santa Eucaristia conclui a iniciação cristã. Os que foram elevados à dignidade do sacerdócio régio pelo Batismo e configurados mais profundamente a Cristo pela Confirmação, estes, por meio da Eucaristia, participam com toda a comunidade do próprio sacrifício do Senhor (CIC, n. 1322).
17. "Na última ceia, na noite em que foi entregue, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue. Por ele, perpetua pelos séculos, até que volte, o sacrifício da cruz, confiando destarte à Igreja, sua dileta esposa, o memorial de sua morte e ressurreição: sacramento da piedade, sinal da unidade, vínculo da caridade, banquete pascal em que Cristo é recebido como alimento, o espírito é cumulado de graça e nos é dado o penhor da glória futura." (CIC, n. 1323).
18. A Eucaristia é "fonte e ápice de toda a vida cristã ". "Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa." (1324).
19. "A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por ele, ao Pai." (CIC, n. 1325).
20. Finalmente, pela Celebração Eucarística ]a nos unimos a liturgia do céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus ser tudo em todos (1Cor 15,28) (CIC, n. 1326).
21. Em sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma de nossa fé: "Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa maneira de pensar." (CIC, n. 1327).
22. Jesus disse: "Eu sou o pão vivo, descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente...... Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue tem vida eterna. (...) permanece em mim e eu nele" (Jo 6,51.54.56) (CIC, n. 1406).
23. A Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja (CIC, n. 1407).
24. A Celebração Eucarística comporta sempre: a proclamação da Palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom de seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto (CIC, n. 1408).
25. A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica (CIC, n. 1409).
26. É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico (CIC, n. 1410).
27. Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor (CIC, n. 1411).
28. Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronuncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a ultima ceia: "Isto é o meu Corpo entregue por vós. (...) Este é o cálice do meu Sangue (...)" (CIC, n. 1412)
29. Através da  consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e seu Sangue, com sua alma e sua divindade(CIC, n. 1413).
30. Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais (CIC, n. 1414).
31. Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência (CIC, n. 1415).
32. A santa comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo (CIC, n. 1416).
33. A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano (CIC, n. 1417).
34. Visto que Cristo mesmo está presente no Sacramento do altar, é preciso honrá-lo com um culto de adoração. "A visita ao Santíssimo Sacramento é uma prova de gratidão, um sinal de amor e um dever de adoração para com Cristo, nosso Senhor " (CIC, n. 1418).
35. Para quem quiser ler mais: CIC, nn. 1328-1332.