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CONVERSÃO PERMANENTE - 10º Encontro

LITURGIA E VIDA: caminho de espiritualidade, jovens e adultos

Este é o décimo roteiro da série "Liturgia e Vida", voltada para a formação espiritual dos/as jovens. Os roteiros são preparados para encontros de quatro horas de duração e procuram trabalhar os elementos básicos da espiritualidade litúrgica. Um dos objetivos deste material é ajudar os/as jovens a descobrirem na liturgia uma fonte permanente de espiritualidade, no seguimento de Jesus.


Roteiro para os coordenadores


1. Preparação do ambiente

2. Chegada e acolhimento

3. Ofício ou oração inicial
(10 ou 30 min)

4. Recordação da vida (10 min)

5. Retomada da atividade de casa (15 min): Os frutos da comunhão (Catecismo, n. 1391- 1401). Usando a folha dos participantes, a cada item lido, abre-se espaço para que estes façam seus comentários, de acordo com a leitura do Catecismo (feita em casa) e considerando a experiência pessoal. [Folha, n. 1]

6. Refrão e sentido: “Banhados em Cristo” (1 min). [Folha, n. 2]

7. Conversa sobre o sentido do refrão (5 min). [Folha, n. 3]

8. Conversa sobre a “Vida Nova e Nossa Fragilidade”. Baseada no n. 1420 do catecismo. (10 min). [Folha, n. 4]

9. Partilha (5 min). No plenário, os participantes, dois a dois, leem a frase do catecismo colocada na folha: A “vida nova de filhos de Deus pode se tornar debilitada (enfraquecida) e até perdida pelo pecado”. Em seguida são incentivados a comentar a frase de acordo com suas experiências. [Folha, n. 5]

10. Plenário (10 min). Com a colaboração dos coordenadores, alguns participantes partilham, em plenário, o que comentaram entre si.

11. Vivência (10 min). Ensaia-se o canto “Eu quero ser”, se não for conhecido. Depois os participantes levantam-se, fazem um pouco de respiração consciente, ajudados por um coordenador. Assim, mais centrados, são convidados a fazer do canto uma oração a Deus, que procede do próprio coração. Canta- -se junto. Se os coordenadores preferirem, podem escolher outro refrão ou canto que fale do perdão de Deus. [Folha, n. 6]

12. Formação de pequenos grupos
(5 min). Um coordenador ajuda os participantes a se dividir em pequenos grupos, garantindo que em cada um haja um membro da coordenação ou monitores previamente escolhidos e preparados para orientar o assunto. O objetivo é que facilitem a conversa, ajudando as pessoas a encontrar espaço e despertando o desejo de falar, sem forçar a participação. O tema da partilha é as experiências de perdão recebido, como vem formulado na folha dos participantes.

13. Rodas de conversa para partilha das experiências de perdão
(15 min). [Folha, n. 7]

14. Refrão: “Banhados em Cristo” (5 min). Vamos cantar o refrão pela segunda vez para que os participantes possam intimamente relacioná-lo ao mistério do perdão renovado de Deus. Desta vez, pode-se dividir o plenário em duas partes para o canto. Enquanto uma parte inicia o refrão, o outro grupo canta o “Aleluia”, e vice-versa. [Folha, n. 2]

15. Intervalo (30 min)

16. Música: “O vosso coração de pedra” (5 min). Lembrar que cantamos esse mesmo canto no tema da quaresma. [Folha, n. 8]

17. Conversa sobre o canto (10 min). [Folha, n. 9]

18. Exposição:
“Vida nova e conversão” (15 min). Os conteúdos que seguem foram extraídos do catecismo, n. 1424-1429. Bom seria elaborar uma projeção com imagens, palavras e algumas frases fundamentais. [Folha, n. 10]

19. Música: refrão do canto “O vosso coração de pedra” (1 min). [Folha, n. 8]

20. Conversa dois a dois sobre a exposição realizada (10 min). [Folha, n. 11]

21. Respiração e música (5 min). Com os participantes em pé, um dos coordenadores orienta a tomada de consciência da respiração. Depois, sugerindo que fechem os olhos, propõe que entrem em contato com o seu interior, o seu centro, o seu “coração”. Então, como se fosse um sussurro, pode-se cantar novamente “O vosso coração de pedra”.

22. Conversa sobre as palavras da “confissão genérica” (15 min). O ponto de partida é a leitura em conjunto da fórmula da “confissão genérica”, usada geralmente nas celebrações penitenciais e, às vezes, na missa. Depois os coordenadores vão ajudando os participantes a interpretarem as expressões usadas nessa oração, conforme as perguntas sugeridas. [Folha, n. 12 e 13]

23. Vivência do “Senhor, tende piedade de nós” (10 min). O coordenador responsável por esta parte, faz uma breve introdução explicando que esta súplica não é exatamente um pedido de perdão. Ela é dirigida ao Cristo e pede que ele tenha piedade, misericórdia, da nossa fraqueza. Ela tem forma de ladainha e repetição, o que dá muita força de expressão. Pode ensaiar uma melodia. Convida- -se, então, os participantes a ficarem de pé, respirarem conscientemente e assumirem a atitude interior dessa súplica. Alguém é escolhido para presidir e dar início à súplica que todos repetem. A mesma vivência pode ser feita outras vezes experimentando colocar as mãos junto ao coração, as mãos erguidas, etc. [Folha, n. 14]

24. Exposição: “Conversão de coração” (15 min). Também esta exposição pode ser acompanhada de uma projeção de imagens e frases. O conteúdo esquematizado é extraído do catecismo, n. 1430-1433. [Folha, n. 15]

25. Vivência (5 min). Os participantes são convidados a ficar de pé e a ficarem tranquilos e centrados “no coração”. A frase proposta é bíblica (Lm 5,21). Pode ser lida por todos em voz alta e, depois, em silêncio, com os olhos fechados, repetida outras duas vezes. [Folha, n. 16]

26. Tarefa para casa
(5 min). [Folha, n. 17]

27. Oração final ou ofício (30 min ou 1 hora)

28. Confraternização


CONVERSÃO PERMANENTE
Folha dos participantes

1. Os frutos da comunhão. A comunhão eucarística, segundo o nosso catecismo, produz os seguintes frutos:

a) A comunhão aumenta a nossa união com Cristo.
b) A comunhão nos separa do pecado.
c) A comunhão renova nossa união com a comunidade cristã.
d) A comunhão compromete com os pobres.
e) A comunhão anima a fraternidade com os cristãos de outras igrejas.

2. Refrão “Banhados em Cristo”

Banhados em Cristo,
somos uma nova criatura.
As coisas antigas já se passaram.
Somos nascidos de novo.
Aleluia, aleluia, aleluia! (bis)

3. Sentido do refrão. O que diz a letra desse refrão?

4. Vida nova e nossa fragilidade

a) Pelos sacramentos de iniciação cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia), nós recebemos a vida nova de Cristo, a vida de filhos de Deus.
b) A Bíblia nos lembra, no entanto, que trazemos essa vida “em vasos de argila”, de barro (2Cor 4,7). Como assim?
c) A Vida Nova ainda não se manifesta completamente em nós: ela está “escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,3). Nossa existência ainda é frágil. “Estamos ainda em ‘nossa morada terrestre’” (2Cor 5,1). Qual será nossa condição após nossa ressurreição?
d) Mesmo unidos a Cristo e participando da Vida Nova, nossa existência atual é frágil. O sofrimento, a doença e a morte são sinais da fragilidade de nossa existência atual?
e) O pecado, por outro lado, pode enfraquecer a vida nova. Concordam?
f) O pecado pode também fazer perder a vida nova de filhos de Deus. Compreendem?

5. Não podemos esquecer: A “vida nova de filhos de Deus pode se tornar debilitada (enfraquecida) e até perdida pelo pecado” (Catecismo, n. 1420). O que diz nossa experiência?

6. Música “Eu quero ser”

Eu quero ser, Jesus amado,
como um barro nas mãos do oleiro.
Rompe minha vida,
faze-me de novo!
Eu quero ser, eu quero ser
um vaso novo!

7. Roda de conversa:

a) Algumas vezes em nossas vidas já perdoamos pessoas amigas. Mas também muitas vezes fomos perdoados por pessoas amigas. Vamos partilhar com os colegas nossas experiências de termos sido perdoados?

b) Temos também experiência do perdão de Deus. Por ocasião de nossa primeira comunhão, o perdão que recebemos no Batismo foi renovado no sacramento da Confissão.

Foi e tem sido importante para nós esse sacramento? c) E em nossa vida diária, qual nossa experiência de pedir perdão a Deus por nossas faltas?

8. Música: O vosso coração de pedra. [Cântico de Ezequiel (36, 26-28)]

O vosso coração de pedra se converterá Em novo, em novo coração.


- Tirarei do vosso peito vosso coração de pedra, no lugar colocarei novo coração de carne.

- Dentro em vós eu plantarei, plantarei o meu espírito: amareis os meus preceitos, seguireis o meu amor.

9. Sentido do canto
Podemos destacar e comentar os trechos desse canto que mais nos chamam a atenção, procurando seu sentido para nosso seguimento de Cristo, nossa espiritualidade.

10. Vida nova e conversão

a) Temos experiência de receber o perdão de pessoas amigas, inclusive de nossos pais. Da parte de Deus, recebemos o perdão em nossa vida diária, sempre que o buscamos de coração sincero. O sacramento do perdão, celebrado por ocasião de nossa profissão de fé e primeira comunhão, renovou em nós a graça de nosso batismo.

b) Em nosso batismo, como diz as Sagradas escrituras, fomos lavados, santificados e justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus (cf. 1Cor 6,1). Grande é o dom que recebemos nos sacramentos de iniciação: fomos “vestidos de Cristo” (Gl 3,27). Por isso, o pecado deve ser excluído de nós.

c) Esconder o pecado não adianta. Diz o apóstolo são João: “Se dissermos: Não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1Jo 1,8). O próprio Senhor nos ensinou a rezar: “Perdoa-nos os nossos pecados” (Lc 11,4). O Senhor vinculou o perdão de Deus ao perdão dos irmãos.

d) “A conversão a Cristo, o novo nascimento pelo batismo, o dom do Espírito Santo, o Corpo e o Sangue de Cristo recebidos como alimento nos tornaram ‘santos e irrepreensíveis diante dele’ (Ef 1,4)”. Assim também a Igreja, da qual fazemos parte, é “santa e irrepreensível” (Ef 5,27).

e) Mas como vimos, a nova vida recebida na iniciação cristã não acabou com a nossa fragilidade e a fraqueza, nem com a nossa inclinação ao pecado. A vida cristã é um combate, mas sempre com o auxílio da graça de Cristo. A vida cristã é um combate de conversão, respondendo sempre ao chamado de conversão feita pelo Senhor.

f) A conversão não é apenas um esforço nosso. A graça de Deus atrai e move o nosso coração para que se torne um “coração contrito” (Sl 50/51). Foi Deus que nos amou primeiro. Seu amor é misericordioso e é Ele quem toma a iniciativa no amor, que nos chama à conversão e nos dá perdão (cf. 1Jo 4,10).

g) Conhecemos a conversão de são Pedro após ter negado o mestre três vezes. “O olhar de infinita misericórdia de Jesus provoca lágrimas de arrependimento (cf. Lc 22,61-62) e, depois da ressurreição do Senhor, a afirmação de seu amor por Ele, três vezes reiterada (cf. Jo 21,15-17)”.

h) A conversão também possui uma dimensão comunitária. O Senhor diz à comunidade: “Converte-te!” (Ap 2,5.16).

11. Conversa sobre esta exposição:
O que nos chamou atenção nesta exposição sobre a vida nova e a conversão?

12. Ato penitencial

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs,
que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras,
atos e omissões,
[batendo no peito]
por minha culpa,
minha tão grande culpa,
e peço à Virgem Maria,
aos anjos e santos,
e a vós, irmãos e irmãs,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

13. Sentido do ato penitencial

a) O que quer dizer “confesso”?

b) Por que essa confissão dos pecados é feita a Deus e aos irmãos?

c) O que quer dizer: pecar “por pensamentos, palavras, atos e omissões”?

d) O que significa bater no peito enquanto se fala: “por minha culpa, minha tão grande culpa”?

e) Pedimos a quem para rogar a Deus por nós?

14. Súplica da misericórdia de Deus por causa de nossa fraqueza:

Senhor, tende piedade de nós!
Cristo, tende piedade de nós!
Senhor, tende piedade de nós!

15. Conversão do coração


a) O que significa para nós conversão “do” coração?

b) O apelo de Jesus é de uma conversão do coração:

- “uma reorientação radical de toda a vida;
- um retorno, uma conversão para Deus de todo nosso coração;
- uma ruptura com o pecado;
- uma aversão ao mal;
- e uma repugnância às más obras que cometemos”.

c) Como podemos explicar melhor cada um destes pontos, com nossas palavras?

d) Conversão do coração tem também outro sentido: “Ao mesmo tempo, é o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança da ajuda de sua graça”.

e) Para mudar de vida é preciso desejo e resolução?

f) Por que precisamos ter esperança na misericórdia de Deus e confiança na sua graça?

g) A conversão do coração vem acompanhada de uma dor e uma tristeza que fazem bem à gente: arrependimento.

h) O coração da pessoa humana, por causa do pecado, fica pesado e endurecido. Como cantamos, “é preciso que Deus dê à pessoa humana um coração novo (cf. Ez 36,26-27). Quer dizer: “A conversão é antes de tudo uma obra da graça de Deus que reconduz nossos corações a ele”.

i) “Deus nos dá a força de começar de novo”. Acreditamos nisto?

j) Sempre que relembramos a grandeza do amor de Deus, nosso coração experimenta como o pecado é negativo e pesado. Igualmente começa a não querer “ofender a Deus pelo mesmo pecado e de ser separado dele”. É isto mesmo?

l) “O coração humano converte-se olhando para aquele que foi transpassado por nossos pecados”. Quem é este? Por quê?

m) O “mesmo Espírito, que revela o pecado, é o Consolador (cf. Jo 15,26) que dá ao coração da pessoa humana a graça do arrependimento e da conversão”.

16. Frase bíblica, pedindo ao Senhor a conversão do coração (Lm 5,21):

“Converte-nos a ti, Senhor, e nos converteremos”.

17. Tarefa para casa. Podemos ler os seguintes textos do Catecismo da Igreja Católica:

a) Do n. 1434 ao 1438 (as diversas formas de expressão da mudança de vida);

b) Também é bom ler o n. 1439 que comenta a parábola do “filho pródigo”, cujo centro é “o pai misericordioso” (cf. Lc 15,11-24) e nos apresenta o dinamismo da mudança de vida;

c) Do n. 1440 ao 1449 é feita uma introdução ao sacramento do perdão, também chamado de sacramento da penitência e da reconciliação.