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PALAVRA E ORAÇÃO - 5º Encontro

LITURGIA E VIDA: caminho de espiritualidade, jovens e adultos

Este é o quinto roteiro da série "Liturgia e Vida", voltada para a formação espiritual dos/as jovens. Os roteiros são preparados para encontros de quatro horas de duração e procuram trabalhar os elementos básicos da espiritualidade litúrgica. Um dos objetivos deste material é ajudar os/as jovens a descobrirem na liturgia uma fonte permanente de espiritualidade, no seguimento de Jesus.




Roteiro para os coordenadores

Material: folha dos participantes; lecionário dominical e, se possível, evangeliário.



1. Preparação do ambiente


2. Chegada e acolhida


3. Oração inicial (20 min)


4. Recordação da vida (10 min)


5. Retomada das atividades de casa (15 min). Hoje vamos fazer uma conversa, com a participação de todos que desejarem, sobre a participação na celebração dominical, missa ou celebração da palavra. Preparamos algumas perguntas que podem nos ajudar. [Folha, n. 1]


6. Canto (5 mim) “Andavam pensando, tão tristes”. [Folha, n. 2]


7. Encenação (10 min): Conforme combinamos na última vez, um grupo foi escolhido para preparar a encenação da passagem dos discípulos de Emaús (Lucas 24,13-35). Os que vão encenar tomam o centro da roda e começam a encenação, procurando viver de verdade a passagem.


8. Conversa sobre a encenação (10 min). [Folha, n. 4]


9. Exposição-conversa (10 min): Olhando o texto de perto: A liturgia da palavra no texto de Emaús. O coordenador encarregado desta exposição deverá se preparar bem, com a ajuda dos outros coordenadores, repassando cada pergunta levantada e afirmação das que seguem. [Folha, n. 5]


10. Refrão (1 min). Repetir o refrão do canto acima.


11. Conversa (5 min): Participação na liturgia. [Folha, n. 6]


12. Refrão (1 min). A coordenação escolhe um refrão adequado ao assunto. [Folha, n. 7]


13. Exposição (15 min): Palavra, sacramento do Cristo. [Folha, n. 8]


14. Canto e mistagogia (10 min): Salmo 119c. [Folha, n. 9]


15. Intervalo (20 min)


16. Refrão (1 min). A ser escolhido pela equipe de coordenação. Bom será um refrão que prepare a vivência que vem a seguir. [Folha, n. 10]


17. Vivência (15 min): Escuta de Jo 15,1-7. [Folha, n. 11] Um dos coordenadores prepara-se antes do dia do encontro para exercer o ministério de leitor . Na primeira vez, depois da leitura, um breve silêncio e pedir que repitam o que guardaram da leitura. Feito isso, fala-se da atitude (consciente) de escuta e convida-se os participantes a prestarem mais atenção; repete-se a leitura, o silêncio e a repetição de frases. Na terceira vez, fala-se da atitude de escuta e oração, diante da palavra; repete-se a leitura e o silêncio para que possam orar.


18. Dança (10 min). Os participantes espalham-se pelo pátio ou pela sala, recebem uma vela; um coordenador, com sua vela acesa, acende as velas dos demais, e os anima a dançarem livremente, confirmando o mistério da palavra de Deus, com o canto “Tua palavra é lâmpada”. Neste e em outros momentos, todos os coordenadores devem participar. Ninguém deve ficar de expectador.

19. Respiração (1 min): Um dos coordenadores, tendo os participantes sentados em seus lugares, ajuda-os a se colocarem em uma boa postura corporal, e a tomar consciência da respiração. Ajuda-os, então, a retomar a tranquilidade através da respiração.

 
20. Vivência (10 min): [Folha, n. 12] Agora é feito um exercício de escuta da palavra no mesmo formato da celebração, inclusive é proposta que se use a primeira leitura e o salmo do domingo anterior, porque está em certa medida na memória dos participantes. Os participantes são informados do que será realizado e são convidados a uma atitude interior de escuta de Deus. Igualmente o leitor e o salmista – também coordenadores previamente preparados - vão facilitar a ação do Espírito em suas atuações. Torna-se a cantar o refrão “Tua Palavra é lâmpada”. O leitor proclama, o salmista canta o salmo.


21. Conversa (5 min): Troca-se ideias sobre a prática realizada, com a direção de um coordenador. As perguntas da folha dos participantes podem ajudar. [Folha, n. 13]

22. Refrão (1 min). Escolhe-se para este momento um outro refrão dos tantos sobre a escuta da palavra de Deus. [Folha, n. 14]

23. Exposição (10 min): A dinâmica da liturgia da palavra. [Folha, n. 15]

24. Refrão (1 min): Um refrão é escolhido para este momento, bem relacionado ao que foi falado na exposição. [Refrão, n. 16]

25. Vivência (10 min): Escuta do evangelho. [Folha, n. 17] Os participantes são convidados, neste momento, a exercitar a escuta do evangelho com todos os sentidos (mente, olhos, ouvidos, boca, coração e ombros). Para auxiliar, é proposto que se use evangelho do último domingo, com sua aclamação própria. Também é pedido aos participantes que após a proclamação sejam repetidas palavras, imagens, ideias ou frase do evangelho. Velas acesas são entregues ao participantes, lembrando a iluminação”que nos vem da palavra: Somos filhos da luz e o Cristo reacende sua luz em nós pelo evangelho. Pode-se então começar a experiência, como sempre, com os ministérios realizados por coordenadores. Terminada a experiência, podemos animar os participantes a falar do que fizeram e do que sentiram.

26. Exposição (10 min): Palavra, homilia, creio e preces. [Folha, n. 18]

27. Refrão (1 min). Se for conveniente, pode-se escolher outro refrão para este momento. O tema poderia ir na direção da oração, se for possível; ou sobre a atualização da palavra de Deus. [Folha, n. 19]

28. Respiração (1 min). Um coordenador, como foi feito anteriormente, orienta um breve exercício de respiração.

29. Vivência (15 min): Escuta do evangelho do semeador e preces espontâneas. Damos outro passo no caminho que estamos percorrendo de aprendizado da escuta da palavra de Deus. [Folha, n. 20] Um dos coordenadores, previamente preparado, proclama o evangelho, antecedido pela aclamação apropriada.

30. Oração final (5 min).

31. Atividades para casa (5 min): Leitura do evangelho do dia e oração espontânea. [Folha, n. 21] Os participantes são avisados (ou relembrados) que existe a indicação de um evangelho para leitura a cada dia. Também devem ficar sabendo onde estão indicados os textos. É proposto então a eles que dediquem uns dez minutos por dia para leitura do evangelho do dia, e que essa leitura seja feita em espírito de oração, desde o começo, e que termine com uma pequena oração espontânea, de acordo com a inspiração do próprio texto.

32. Encerramento



PALAVRA E ORAÇÃO

Folha dos participantes


1. Conversa: Nossa participação na celebração dominical
a) Temos lembrado da presença de Jesus?
b) Como temos participado?
Para continuar a conversa, se der tempo:
c) Temos lembrado da presença do Espírito Santo?
d) Temos entrado em comunhão com Deus?
e) Temos nos sentido animados?


2. Canto: “Andavam pensando, tão tristes”


3. Encenação: Discípulos de Emaús (Lucas 24, 13-35)


4. Conversa sobre a encenação:
a) O que perceberam no texto?
b) Observem a referência à liturgia da palavra e à liturgia eucarística: Até aonde vai uma e começa a outra?
c) Esta passagem trouxe um sentimento bom para vocês? Qual?


5. Exposição-conversa: Olhar o texto de Emaús bem de perto
a) Esses homens eram discípulos de Jesus e estavam vindo de Jerusalém. Emaús, ficava longe de Jerusalém cerca de 13 km.
b) Sabemos o que havia acontecido em Jerusalém: a prisão, condenação, humilhação, paixão e morte de Cristo.
c) Sabemos também quem é aquele homem que entrou no caminho deles: Jesus ressuscitado. E eles perceberam quem era? Por quê? Qual era o sentimento dos discípulos? O texto dá a entender?
d) O que os discípulos esperavam que tivesse acontecido em Jerusalém? Podemos perceber isso!
e) Na passagem Cristo procurou foi dando o sentido da morte da cruz a partir das Escrituras, a partir da Bíblia. O que haveria de acontecer após a morte do Salvador, segundo o que Cristo vai lembrando? Observem o texto.
f) Eles estavam acreditando que Jesus havia ressuscitado? O que eles pensavam?
g) Jesus lembrava as passagens do Antigo Testamento que se referiam à morte e a ressurreição do Salvador. O que aconteceu com os discípulos, com o seu “coração? Como diz a tradução da Bíblia que vocês têm?
h) Por que será que eles convidaram Jesus para entrar na hospedaria? Será que eles queriam que Jesus continuasse falando sobre o mistério da morte e ressurreição do Salvador?
i) Os olhos deles se abriram quando Jesus partiu o pão. Como será que Jesus partiu? O que lembrou a eles?
j) A figura de Jesus desapareceu. Mas será que ele continuou presente? Jesus pode, agora, estar presente em nosso meio sem ser visto?
k) E as palavras dele e o pão partido por ele, nessa passagem bíblica, são também a presença dele no meio da comunidade reunida?
l) Eles voltaram para Jerusalém para conversar com quem? Os outros discípulos já estavam acreditando na ressurreição de Cristo?
m) Cristo já havia aparecido para os outros discípulos, lá em Jerusalém? Lembram a passagem de João 20,19-29 que analisamos nos últimos dois encontros? Quando isso veio acontecer? Vejam os versículos e capítulos que vem depois do texto que estamos estudando.
n) Alguém gostaria de completar algum ponto?


6. Conversa: Participação na liturgia
a) Todo mundo lembra como é a liturgia da palavra na missa e na celebração da palavra?  O que faz parte dela? Como ela acontece?
b) Nas celebrações dominicais em suas comunidades, como se sentem?
c) Vocês conseguem escutar o que é lido e cantado? Atenção: o mais importante não é “entender tudo”, mas sim deixar que alguma frase ou palavra toquem a gente.
d) Sentem alguma dificuldade na liturgia da palavra? Qual?
e) Durante as leituras e o salmo vocês conseguem falar alguma coisa para Deus? Quando alguma frase toca a vocês, vocês rezam?


7. Refrão [a ser escolhido]


8. Exposição: Palavra, sacramento do Cristo
Vejamos o que nos ensinam alguns textos do Catecismo da Igreja Católica (CIC):
a) O que diz a Carta aos Hebreus: “Nos tempos antigos, muitas vezes e de muitos modos Deus falou aos antepassados por meio dos profetas. No período final em que estamos, falou a nós por meio do Filho...” (Hb 1,1-2).
b) “Cristo, o Filho de Deus feito homem, é a palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não haverá outra palavra senão esta” (CIC, n. 65).
c) A bondade de Deus fez com que se revelasse à pessoa humana falando com palavras humanas.(cf. CIC, n. 101). [O que significa mesmo uma revelação? E revelação de Deus?].
d) Jesus Cristo é chamado pela Bíblia de Verbo. O que significa o verbo numa frase? Já aprendemos isso na escola: O verbo de uma frase faz sempre uma afirmação, ele é que dá sentido. Por isso é muito legal afirmar que Jesus Cristo é o verbo do Pai Eterno. O que significa isso mesmo?
e) Jesus Cristo, o Verbo, assumiu a nossa fraqueza humana (a nossa”carne”) e se fez semelhante a nós. A revelação do Pai tornou-se acessível a nós. É feito com palavras humanas, compreensível, sem deixar de ser palavra de Deus (cf. CIC, n. 101).
f) Mas, atenção. Não é só nos quatros evangelhos que Deus nos fala. Ele nos fala por meio de todas as palavras da Sagrada Escritura. Mas, atenção novamente.
g) Pelas palavras da Sagrada Escritura Deus pronuncia uma só palavra, a saber, o seu Verbo único, Jesus Cristo. Em Jesus Cristo. Deus se expressa por inteiro. Entenderam? (cf. CIC, n. 102).
h) Mesmo através do Antigo Testamento o Pai revela Jesus Cristo. Por isso na celebração o leitor, quando termina a proclamação da leitura, ele diz: “palavra” do Senhor. Não diz: “palavras” do Senhor. E nós, assembléia e ministros, fazemos um agradecimento: “Graças a Deus”.
i) E agora podemos entender também uma tradição que os antigos cristãos nos deixaram: venerar a Sagrada Escritura como se venera o Corpo do Senhor (cf. CIC, n. 103). O que quer dizer “venerar”? Como a gente venera o Corpo do Senhor na missa? E como veneramos (ou podemos venerar) a palavra de Deus na missa?
j) O próprio Cristo está presente nas leituras bíblicas da celebração. Ele vem a nós, seus discípulos, de modo muito especial. Olhem como diz o catecismo: “Na Sagrada Escritura, a Igreja encontra incessantemente seu alimento e sua força, pois não acolhe somente uma palavra humana, mas o que ela é realmente: a palavra de Deus (cf. 1Ts. 2,13). “Com efeito, nos Livros Sagrados o Pai que está nos céus vem carinhosamente ao encontro de seus filhos e com eles fala” (CIC, n. 104).
l) Devemos concluir lembrando a ação do Espírito Santo na liturgia da palavra de nossas celebrações. O Espírito Santo é que dá vida à Palavra de Deus proclamada. Ele faz a assembléia recordar o mistério de Cristo através daqueles textos antigos. A palavra anunciada se torna assim viva. Pode ser recebida e vivida por nós (cf. CIC, n. 1100).
m) E mais um detalhe importante. Sabem o que é inspiração? E bafejo? Os textos da liturgia da palavra inspiram e bafejam as preces dos fiéis, as orações que são feitas na celebração e também os hinos litúrgicos. Além disso, eles dão significação às ações e os símbolos da celebração daquele dia, mesmo à eucaristia (cf. CIC, n. 1100).


9. Salmo 119c e mistagogia

Nem mesmo o sol que faz o dia

brilha mais forte que a palavra que nos guia.


-Tua Palavra pros meus pés é u’a lanterna,
No meu caminho, é a luz que me governa...
Por isso eu juro e jurando eu sustento:
Obedecer estes teus justos Mandamentos!

Aleluia, aleluia... Aleluia, aleluia...


- Minha aflição, ó meu Senhor é de morrer,
Por tua Palavra vem fazer-me reviver...
Que te agradem as ofertas de meus lábios,
De tuas leis, ó meu Senhor, me faze sábio!

Aleluia, aleluia... Aleluia, aleluia...


- A minha vida mal seguro em minhas mãos,
Mas de tua Lei é que jamais esqueço não...
Os malfeitores vêm e prendem-me com laço
Dos teus preceitos, ó Senhor, jamais me afasto!

Aleluia, aleluia... Aleluia, aleluia...


Buscando o sentido:
a) O que diz o refrão? Aí é feita uma comparação: O dia é iluminado pelo sol, mas a luz da palavra de Deus é mais forte que a luz do sol. E afirma também que a palavra de Deus nos guia. Como assim?
b) Vejam o primeira parte. O que o salmo diz? A palavra de Deus é uma lanterna para os nossos pés. O que significa? E quando diz que ela nos “governa”, o que quer dizer?
c) Na segunda parte fala-se do medo da morte. Todo mundo tem medo da morte? Por quê? E a palavra de Deus, ela pode nos fazer “reviver”? Já fomos tirados da morte, levantados, pela palavra de Deus?
d) “Ofertas de meus lábios” quer dizer do louvor que oferecemos a Deus. Falar bem de Deus e de seus feitos, para ele próprio, é um dom, um presente, que damos a Deus. A bondade de Deus é igualmente um dom que ele nos dá.
e) O que significa ser sábio das leis de Deus? As leis de Deus, de modo amplo, são a vontade dele, a orientação dele para a vida da humanidade, do mundo e de cada um de nós. Leis de Deus e palavra de Deus são a mesma coisa no salmo.
f) Na terceira parte o salmo fala assim: “de tua lei [de tua palavra, de tua vontade] é que jamais esqueço não”. A pessoa que tem fé, como nós, deveria guardar a palavra de Deus? Guardar a onde? Guardar para quê?
g) A quarta parte do salmo usa outra expressão: “teus testemunhos”. O sentido é o mesmo: a palavra, a vontade de Deus. Vocês também acham que a palavra de Deus é a “nossa herança para sempre”? Ela pode ser a alegria do nosso coração? Em que sentido?
h) A mesma parte do salmo refere-se a uma herança de quem pratica a palavra de Deus. Vocês lembram que Jesus faz a mesma coisa? O que ele diz?
i) A quinta parte traz um louvor a Deus, uma doxologia própria da versão do ODC. Vamos esmiuçar (trocar em miúdos) as afirmações que ela faz a respeito do Senhor Jesus Cristo.


10. Refrão [a ser escolhido]


11. Vivência de escuta da palavra de Deus (João 15,1-7)
Na primeira e segunda vez da vivência:
a) Leitura e escuta.
b) Silêncio de escuta.
c) Repetição de palavras, imagens, ideias, frases.
Na terceira vez da vivência: depois da repetição, é feita oração espontânea em voz alta.


12. Vivência de escuta da palavra com o salmo responsorial
a) Refrão: “Tua Palavra é lâmpada”.
b) Leitura.
c) Salmo.


13. Conversa sobre essa escuta da palavra:
a) Como foi a experiência que fizemos?
b) Nossa atenção ficou centrada nas palavras da leitura e do salmo?
c) Alguma palavra, imagem ou frase ficou “grudada” em nós? Qual?
d) O que pode nos ajudar a escutar a palavra de Deus?
e) O que atrapalha?
f) O que podemos fazer quando a gente se distrai durante a liturgia da palavra?


14. Refrão [a ser escolhido]


15. Exposição: A dinâmica da liturgia da palavra
a) Terminada a oração coleta, que conclui os ritos iniciais, a assembleia se senta e se acomoda bem no banco para escuta da palavra de Deus. Pode ser entoado um refrão de convite à escuta de Deus, como esse que nós cantamos no encontro de hoje. Pode também ser feito um breve convite à escuta através de uma motivação falada.
b) O leitor se aproxima do ambão (o lugar especial de proclamação da Palavra). A atitude do leitor é um novo convite à escuta. Ele anuncia o livro de onde é tirada a leitura. Faz a proclamação e no final anuncia: “Palavra do Senhor”. Nós bendizemos pelo dom recebido: “Graças a Deus”.
c) O salmista canta o refrão do salmo. É uma frase forte, que resume o salmo, e se torna a resposta, a confirmação feita pela assembleia daquilo que a primeira leitura disse e daquilo que o salmo vai afirmando. O salmista com sua atitude, expressão facial e voz, manifesta o sentimento das palavras do salmo, que pode ser de súplica, agradecimento, lastimação, acalento, etc. Nova pausa breve.
d) Aos domingos, é feita uma segunda leitura. Os participantes estão agora mais pacificados pelo Espírito. A escuta pode ser mais interna. Novamente: “Palavra do Senhor”, “Graças a Deus” e pausa.
e) Exceto na quaresma, durante todo ano, é entoado um bonito aleluia, com melodias diferentes, inclusive de nossas tradições musicais populares. É manifestação de alegria mesmo. A assembleia confirma com esse canto que o Senhor Jesus está falando desde a primeira leitura. É como se fosse a primeira reação das mulheres quando foram ao sepulcro e correram  para dizer ao irmão que o Senhor está vivo. Não é bacana esse rito?
f) Aquela pessoa que vai proclamar o evangelho do dia aproxima-se do ambão e, terminada a aclamação, saúda os irmãos: “O Senhor esteja convosco”. Todos respondem: “Ele está no meio de nós”. Quer dizer: O Cristo está ressuscitado , aqui e agora, e nos fala.
g) O Senhor Jesus está “no coração e nos lábios” de quem proclama o “santo evangelho”. Ao final da proclamação ele diz: “Palavra da Salvação”. E a assembleia responde não ao ministro, mas ao próprio Cristo: “Glória a vós, Senhor”. Deu para entender esse detalhe do rito?
h) Em algumas comunidades os textos do evangelho são lidos de um livro especial: o evangeliário. Ele é trazido por um ministro na procissão de entrada e colocado sobre o altar. O mesmo Jesus que se dá na eucaristia é o que nos fala na palavra.


16. Refrão [a ser escolhido].


17. Vivência: Escuta do evangelho com a mente, olhos, ouvidos, boca, coração e ombros.
a) Aclamação ao evangelho.
b) Acendimento das velas e aproximação à estante.
c) Proclamação do evangelho.
d) Repetição de palavras, imagens, ideias ou frases do evangelho.


18. Exposição: Palavra, homilia, creio e preces
a) A proclamação da palavra de Deus é prolongada na homilia (cf. CIC, n. 11540. Vejamos o que quer dizer isto.
b) A homilia destaca “uma parte” da mesa da palavra de Deus: toma “um pouco” do alimento que nos é oferecido. O Espírito ilumina quem vai coordenar a partilha da palavra ou vai proferir a homilia, para que seja escolhida uma parte que seja de proveito para a assembleia. Por isso é tão recomendável preparar a homilia (e mesmo a partilha) com a equipe de celebração.
c) A homilia às vezes tem que fazer alguns esclarecimentos, mas poucos. O mais importante é que ajude na atualização da palavra de Deus. O que quer dizer “fazer atualização”?
d) A homilia “toca” em nossa fé e em nossa vida. A homilia é recebida por nós como palavra de Deus e nos leva a responder a ela. No breve silêncio após a homilia, podemos continuar falando com o Senhor sobre aquilo que ele nos falou.
e) A oração pessoal depois da homilia é uma resposta à palavra de Deus. Como povo consagrado a Deus, como assembleia, aos domingos, damos outras duas respostas positivas à palavra de Deus. Uma é a profissão de fé e a outra são as preces.
f) A palavra profissão diz respeito a professar, dizer em voz alta, convicto, diante e junto com os demais irmãos, “a uma só voz”. Professar a fé significa proclamar a fé e a confiança em Deus que recebemos da Igreja em nosso batismo, a “nossa” fé, que também é “minha”, de cada um de nós.
g) O Creio (ou “Credo” ou “Símbolo da fé”) começa com o “eu creio”. E proclama a fé no Pai, no Filho, no Espírito Santo, e também na Igreja, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados e na vida eterna. Lembram a renovação das promessas do batismo que fazemos na vigília pascal e sobre o qual já conversamos em outros encontros?
h) A outra resposta positiva que damos à palavra de Deus, acolhida na celebração, são as preces. A escuta e o acolhimento da palavra de Deus transformam-se em oração. E agora atenção à informação que segue sobre as preces.
i) As primeiras preces feitas pela comunidade devem ser inspiradas diretamente pela palavra de Deus, acolhida naquela celebração. Trata-se de uma resposta: nossa aceitação, a fim de que a palavra aconteça em nossa história, em nossa Igreja e em nossa vida pessoal. Vejamos. Quais seriam as preces que a palavra proclamada hoje, no exercício que fizemos, sugere?
j) Quando formulamos as preces, a partir da palavra de Deus proclamada, procuramos lembrar da Igreja (de vez em quando também do papa e dos outros ministros da Igreja), procuramos lembrar do nosso país e do nosso mundo (de vez em quando também dos governantes), procuramos lembrar dos que sofrem necessidades, por todas as pessoas e pela salvação do mundo inteiro. Por que essa preocupação da liturgia?
l) As outras preces, depois das primeiras, estas sim devem trazer presente as diversas necessidades da comunidade. Podemos até dar alguns exemplos agora.
m) A liturgia da palavra, assim como os ritos iniciais, termina com uma oração, neste caso a oração da assembléia, também chamada de oração dos fiéis ou oração universal. Em breve, depois de preparada a mesa, a assembléia será convidada à oração maior da missa, a oração eucarística, que vamos estudar em outros encontros. Na celebração da palavra o ponto alto é a oração de ação de graças, que teremos oportunidade de conhecer de perto. 


19. Refrão [a ser escolhido]


20. Vivência: Escuta do evangelho do semeador e preces espontâneas:
a) Aproximação à estante e acendimento das velas.
b) Aclamação ao evangelho.
c) Escuta do evangelho (Mateus 13, 1-23).
d) Silêncio.
e) Formulação de uma prece baseada nesse evangelho.


21. Para casa: Leitura do evangelho do dia e oração espontânea

Onde está a leitura e quanto tempo usar:
a) Existe a indicação de um evangelho para cada dia, o evangelho que é lido na missa daquele dia.
b) A indicação do evangelho do dia está nas agendas próprias, nos sites católicos, etc.
c) Basta uns dez minutos por dia para a leitura do evangelho do dia e um tempinho de meditação e oração.

Como fazer a leitura e a oração:
a) Desde o começo, tomamos a Bíblia nas mãos com uma atitude de fé: é a palavra de Deus; Deus vai nos falar.
b) Antes de ler, espontaneamente, pedir a luz do Espírito Santo.
c) Depois de ler, procurar repassar o texto na mente e no coração.
d) Se for preciso, ler outra vez.
e) Então, formular uma oração espontânea, de acordo com a inspiração do próprio texto.